quarta-feira, 27 de junho de 2012

Uma noite contando histórias... E num tapetão!

"Passei a noite contando histórias" para uma turma da Pedagogia (Unisinos), acho que foi isso que me pediram para fazer: trabalhar Letramento. Trabalhei na perspectiva da Leiturização! Saíram da sala com carinhas de contentes e, desse modo, vendi meu peixe: tão importante  (ou mais) que o acesso ao livro impresso é  a garantia ao conto contado. 
Defendo a prática diária do olho no olho, da adaptação textual, e assim a criação de elos comunicativos (ímpares) com a criançada, garantidos por uma "língua" sempre compreensível. 
Literatura para os TODOS! 
Abusei, diante da clientela, 99% feminina, de contos de amor. Calma! Massacrei retoricamente as cinderelas, a bela adormecida e, claro, ovacionei a Sherazade e a Chapeuzinho Vermelho. 
Brincamos de decifrar os misteriosos escritos nas entrelinhas das páginas seculares... Levei, para isso,  um velho amigo: Dicionário de símbolos e mitos...

Sugestão de "livrinhos de bolso para professores legais": 

Contos dos Irmãos Grimm-  Clarissa Pinkola Estés e Contos Tradicionais do Brasil- Luis da Câmara Cascudo. (insisto em obras baratas e com diversidade de contos traduzidos culturalmente, pelo valor social do conteúdo.) 

Entretanto, reforço que a Internet possui uma infinidade de contos populares de várias partes do mundo: Africanos, Indianos, Chineses, Japoneses...

Aliás, o conto indiano sobre as sementes de mostardas (que contei) encontrei na rede (sugestão de uma aluna de Cidreira- a JU). Segue o link.http://www.yogabrasil.org/contos-indianos/523-as-sementes-de-mostarda-

Beijos à turma, e foi um grande prazer tê-los na roda! @té!


sábado, 23 de junho de 2012

Festa de São João! A aula é de alegria!

Acabo de receber das alunas de Cidreira uma foto de nosso 'arraiá' de ontem. Teve casamento caipira, e o "Padre Josiel", com seu sagrado livro 'O capital' (Marx), bem que tentou converter as "beatas" e evitar o rastapé. Sem sucesso, o pessoal quis mesmo é:  "eu quero tchu, eu quero tchá', além de brincar de "oiá a chuva', oiá  a ponte'". A Janete arrasou como a outra e a pobre da noivinha (Priscila) perdeu o amado e voltou para Imbé com o seu bouquet  de couve-flor. Comemos milho verde, pinhão, bolo de milho, carrapinhas, e pé-de-moleque! ("Nham nham")
Uma fogueira linda iluminou o pátio  e as faces de todos! "Eitá, que tava bão!" 
Ser docente  também é isso, brincar e deixar brincar
Bicotas juninas!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Anped /Sul- 2012, na Serra Gaúcha? Nós vamos! ob@!

Lero-lero:
Unindo o dever ao prazer: Apresentar trabalho na Anped- Sul, no inverno ?  Na cidade de Caxias? Hum, acho que vai dar sopa: de agnoline, acompanhada de carne lessa, crem, e um bom vinho! Da Serra, é claro!
Vai ser muito bom rever amigos e a safra de bebês das professoras com quem trabalhei.  Já nasceu: a Isa, vão nascer a Ághata, e o... (da Isolete-?)
Estou louca para ir lá e "lamber" as crias de minhas "crias". Saudades!
O evento  será na UCS entre 29 de julho e 1º de agosto. 
Segue o link do evento e do artigo feito em parceria com duas colegas da Unisinos. 
Bjs!


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Renovando a biblioteca das crianças? Que tal as dicas da Crescer?

Lero-lero: A Crescer publicou recentemente uma lista com os 30 melhores títulos de 2012. Diante desses,   percebe-se que a literatura renovada está com tudo, e "assumida". Já que, de saída os autores anunciam a intertextualidade no nome das obras. Fiquei com vontade de "apertar ali", saber quando o lobo voltou, rever o João Esperto, a Branca de Neve, descobrir "Para que que serve o livro?" e principalmente: "Ops", encontrar "O alfabeto perigoso"!
Ficam as dicas, bjs!


  


Lero-lero 2: Recupero aqui outra postagem  com dicas de obras para o trabalho com crianças da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Algumas pessoas tentaram localizar no blogue e não encontraram, então, vai lá!

Uma biblioteca: para começarmos a falar sobre a Educação Infantil


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Resenha de Epistemologias do Sul - M. C. Schefer

Bom, fui agraciada nesse final de semana com duas boas notícias, a primeira é que minha filha (22), Andressa Schneider e seu colega  Samuel Lamel (da Unipampa) venceram o Intercom, fase da região sul do Brasil (RS, Stª Catarina e Paraná), eles criaram uma revista de cultura regional- versão impressa e digital: Cooltura (disponível na rede). A  Andressa (que cursou jornalismo) foi responsável pela parte noticiosa e o colega pelas questões gráficas. Parceria entre dois estudantes que "olharam" diferentemente para um mesmo objeto e  reuniram ideias interessantes... (clap, clap)
A outra boa notícia é que foi publicada na Revista de Educação da Unisinos- RS, a resenha da obra Epistemologias do Sul, a qual escrevi num longo processo de aprendizado sobre o conteúdo, sobre a forma, sobre o modo! Uma responsabilidade enorme escrever algo sobre uma obra tão importante socialmente e escrita por gentes tão boas! Acesse a revista:
Ontem, organizando uma aula achei umas palavrinhas interessantes, de um escritor mais interessante ainda, sem aspas, socializo-as:
"A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." 
                                           (Luis Fernando Veríssimo)

domingo, 3 de junho de 2012

Dia de prova: um soneto para fazer pensar sobre as cores e as relações de poder!



DESMANTELO AZUL

Então pintei de azul os meus sapatos 
por não poder de azul pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos 
e colori as minhas mãos e as tuas

Para extinguir de nós o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas

E afogados em nós nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse  haver de azul também cansaço

E perdidos no azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul: azul.

Carlos Pena Filho

Lero- lero: Retomando a escrita no blog, depois de um longo intervalo (nem tão produtivo), ontem foi dia de avaliação numa das turmas em que leciono, curso de Pedagogia, na disciplina: Literatura Infanto-juvenil, o conteúdo incluiu o mercado simbólico, os signos, os processos de tradução cultural de contos. 

Fiquei feliz, todos os estudantes fizeram ótimas provas! Depois ainda foram parceiros firmes quando assistimos ao filme: O labirinto do fauno (produção riquíssima para trabalhar com signos e símbolos literários). 
Voltando à avaliação, não abro mão de provas escritas (com questões objetivas e descritivas), considero importante verificar não apenas a opinião que o grupo desenvolveu sobre algo, como reforçar que alguns conceitos possuem "estatutos" que não permitem juízos ou achismos!
Entre as coisas que lamentei, quanto à educação, no período que o blog ficou fora, foi o péssimo resultado dos professores no concurso público do Estado do Rio Grande Sul, quando menos de 8% dos candidatos tiveram aprovação. Acredito que a incapacidade de interpretação das questões e a falta de discernimento  quanto ao que poderia fugir à lógica de um determinado autor impactaram no resultado negativo nas provas (conclusão a   que cheguei após conversas com alguns dos candidatos reprovados). Desse modo, exercitar o limite da opinião pessoal dos estudantes também precisa fazer parte da ação formativa docente, principalmente para preparar os alunos para as classificatórias avaliações da vida real!
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O soneto acima foi analisado na prova, sobre o azul cabe registrar (didaticamente) que é historicamente  a cor da realeza, e a  plebe por muito tempo não teve se quer acesso a essa cor do céu.  Não foi de graça que Cinderela vestiu azul assim que virou princesa (PLIM!). No ano passado, o azul real foi reafirmado como cor da nobreza "aos olhos do mundo" nos famosos vestido e anel de noivado de Kate Middleton (esposa do príncipe da Inglaterra). 
Basta saber se mudar a cor das roupas no armário poderá mudar outras coisinhas...
@bs!