Mostrando postagens com marcador Educação Infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação Infantil. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Expulsa da Educação Infantil!(?)

Bom dia, 
Retomo hoje minhas escritas por aqui. Fiz um período razoável de "desintoxicação digital". Além disso,  nas férias da criançada (filhos) o computador aqui em casa vira brinquedo!
Aos poucos estou recuperando a posse do teclado e o rumo das ideias, pois, como bem disse Fabrício Carpinejar, "todos morremos um pouco na madrugada do dia 27/01/2013". 
__________________________________________________
Estou lecionando em Cidreira/UERGS (disciplina de verão): Supervisão e Orientação Escolar. Iniciei as aulas com a crônica abaixo.


                Expulsa da Educação Infantil!(?)
Maria Cristina Schefer
             − Expulse-a! Ela precisa ficar bem longe da sala de aula!
Essa foi uma das intervenções que lembro ter feito (enquanto supervisora educacional) diante de uma situação de excesso de sensualidade que uma criança   apresentava em sala de aula.
O problema: uma menininha (de 4 anos) estava vindo para a escola de unhas pintadas, blush, batonzinho, sem uniforme, de saltinhos e com roupinhas insinuantes. “As outras meninas têm ela como referência, os meninos disputam a tapas a cadeirinha ao seu lado, os namoricos estão instalados na turma, e algumas mães já reclamaram”, relatou-me a professora.
A expulsão não foi uma atitude de impulso. Antes, fui até a sala de aula observar a turma. E, realmente, a menina era o centro das atenções! Estava ditando moda! Percebi nos modelinhos (das demais) a tentativa de copiar a “ídolo da Pré-escola”! Admito que fiquei surpresa, nunca imaginei que as crianças da vila/escola tivessem condições para tanto requifife,  e nem que o mercado oferecia tantas opções de tamanquinhos. Senti-memeiovisora”! (não mais SUPER)
De outro modo, e relevante ao caso, verifiquei que, nas paredes, uma gravura também se destacava entre as produções infantis. Era de uma boneca loira! Corpo esbelto! Olhos azuis! Lábios carnudos! Batom rosa! Sombra verde! Trajava um vestido volumoso! Furta cor! Cintilante! Uma Barbie, das legítimas! Depois de uma análise mais detalhada, posso até dizer que a dita esbanjava um “olhar 43, aquele assim, meio de lado [...] Louco por você!”.
Binguinho! Eurekinha!
Senti-me SUPRAvisora!
A solução:
Na conversa de devolutiva, da observação feita na turma, sugeri à professora que a gravura fosse expulsa/retirada do cenário da Educação Infantil. (!) Argumentei da incoerência entre desejar um ambiente com atitudes infantis saudáveis e “enfeitá-lo” com um  ícone  da “purpurinagem”! Da erotização precoce! Do reboladinho!
A princípio, a colega concordou com o teor do retorno pedagógico, mas, percebi que seu rímel escorreu, borrando-lhe (inclusive) o rosto até a altura do blush. Culpei-me, por aquele mal estar docente, talvez a gravura tivesse custado caro, e eu ido direto demais ao ponto (sei lá!), exagerado nas exclamações. Senti-me “minivisora”!
Apesar de aquela divergência de opinião ter “estremecido” certezas, dado “curvas” às exclamações (???), vi, no mesmo dia da orientação, depois da saída das crianças,  a gravura sendo retirada...
Ave! Senti-me “inflavisora”!
Se bem que houve certa lentidão no ato, e posso até dizer que percebi nela (na colega) um “olhar 43, aquele assim, meio de lado, já saindo, indo embora, louco por você!”. Enfim, foi uma sessão nostalgia (frente à gravura) que somente terminou quando um rapaz loiríssimo, num carro conversível, chegou à escola.  Veio buscar a professora!(?)
Quem seria? Ken?
Senti-me “FUXIvisora”! 

Lero-lero:  Na sequência (do uso das "palavrinhas mágicas" para o ensino)  trabalharemos 7 fábulas chinesas que tratam tanto das qualidades quanto das dificuldades da função de supervisionar e orientar professores/estudantes.  Os textos foram selecionados do livro: 50 fábulas da China Fabulosa, org./ trad.: Sérgio Capparelli e Márcia Schmaltz. Muito bom! 

Compartilho a entrevista abaixo, capturada na Rede. Bem interessante!  Abraços!


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Facebook para professoras brincantes!

Professoras fazem amigas nos locais de trabalho. Relações que,  muitas vezes, estendem-se para fora das escolas. Atualmente, além de contatos presenciais, os virtuais, nas redes sociais, garantem os papos e as trocas de ideias entre docentes. Há algum tempo,  venho selecionando na rede: Facebook, "pérolas pedagógicas" compartilhadas por docentes: pensamentos, dicas de livros, textos, e atividades.
Segue, então,  um "naco de coisas boas" que já coligi e que são específicas para a criançada.  Afinal, o ano está terminando e  as "vozes" da escola  começam a cansar a gurizada... 
Deixemos, assim, que os brinquedos (salvadores precisos da alegria)  possibilitem dias melhores!
 Bj.

________________________________________________________________________________







sexta-feira, 13 de julho de 2012

Canção do ver ( Manuel de Barros)


 Canção do ver  (1)

Por viver muitos anos dentro do mato
moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro -
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas
por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra.
E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto formato de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha, era
só abrir a palavra abelha e entrar dentro dela.
Como se fosse infância da língua.

Manoel de Barros, em “Poemas Rupestres” (2004)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sobre brinquedos: Walter Benjamim

Lero-lero: Algumas colegas de docência solicitaram (em Estância) um texto sobre o brinquedo. Por isso, esta postagem.
Bem, falar de brinquedo para mim é quase  impossível sem mencionar as contribuições de Walter Benjamim. No artigo que segue, a escritora tece considerações valiosíssimas acerca de algumas das contribuições de Benjamim. Espero que gostem!

http://www.scielo.br/pdf/psoc/v15n2/a06v15n2.pdf
Algumas informações sobre Walter Benjamim:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Benjamin

Bjos! MD.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Voltando de Estância! Contando!

Hoje, lecionei em Estância Velha. Aliás, contei histórias. O tradicional conto da Chapeuzinho Vermelho, em várias versões e  estratégias, foi esmiuçado: a partir dos estudos da psicanálise e de mecanismos de tradução cultural (adaptação do contos em cada cultura). Tudo em meio à defesa argumentativa pela recuperação da prática da oralidade narrativa por parte do professor (de classe). Enfim, pela defesa das professoras Sherazade, e das rodas literárias na rotina diária (da  educação infantil até o final do Ensino Fundamental). Conversamos muito sobre a "tendência das horas do conto" nas escolas, que retiram (muitas vezes) do professor a possibilidade de fala recreativa, que é de suma importância para a criação de vínculos. Quando o professor abre mão da fala narrativa, abre mão de um grande momento de mediação pedagógica. Falamos também da importância do perfil lúdico e comunicativo  para o "bibliotecário" escolar. Também trabalhamos com parlendas (aqueles pequenos versos com rimas), trava-línguas (aqueles versinhos que exigem que algumas sílabas sejam repetidas constantemente) e do potencial didático que esses textos possuem para o trabalho com  memorização desde a Educação Infantil, bem como, de estratégias para memorizar na infância: caixa de objetos relativos às parlendas, movimentos, sons, etc.
Seguem alguns dos textos trabalhados! Beijos e boa semana, 5 histórias e uma parlenda...
QUANDO OS TAM-TANS FAZEM TUM-TUM                                           

Lalá, Lelé e Lili e suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili e suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali e suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá cantavam em coro
LÁLÁLÁLÉLÉLÉLILILI.


Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fosse lá.









sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Formatura na Educação Infantil? Isso não "é do tempo do epa"?

Queridas professoras de Educação Infantil, sem querer magoá-las, sem querer decepcioná-las, mas sem poder deixar de questionar esta "prática dinossáurica", de "por em forma" os pequenos "alunos" do passado, que ocorria sistematicamente nas "melhores escolas" de tempos atrás, preciso convidá-las para que reflitam sobre: qual a perspectiva de trabalho que hoje desenvolvem na Educação Infantil? 
É uma perspectiva finalizadora?
É preparatória? Ou a Educação Infantil que praticam é aquela considerada legalmente a 1ª etapa de um ciclo educativo que findará apenas no 3º ano do Ensino Médio? No final da Educação Básica.
Então, para que togas? Diplomas? Pompas?  Se  não representam a leitura da Educação Infantil socializadora e brincante que tão se quer? 
Precisamos (enquanto docentes) cuidar  do discurso X prática. Muitas vezes defendemos os Referenciais Curriculares para a Educação Infantil (RCNEI), buscamos respaldo na LDB, falamos de uma docência    mediadora, de um trabalho em prol da socialização e com "chave de latão" encerramos o ano letivo com cerimônias altamente conservadoras e que em nada representam a nossa "fala progressista". E como diz o dito: "quem põe um pé em cada barquinho, corre o risco de molhar o bumbum!".
Não quero com isso "sugerir" que os finais de ano nas escolas deixem de ser comemorados, mas penso que esses momentos combinam mais com circuitos de brincadeiras, gargalhadas, camas elásticas, castelos infláveis,  Mostras pedagógicas,  e, principalmente, com muitos abraços entre crianças, famílias e equipe escolar!
Pensem nisso! E sem falar na questão $...
Beijos!


Obs: cliquem no título e caiam num site muito bem organizado sobre a Legislação para a educação brasileira.
Recado para quem está visitando esse blog pela 1ª vez: ao lado, na sua direita, está escrito marcadores. Cada marcador é um compartimento onde tem postagens (textos) específicos sobre cada área que costumo abordar por aqui. Não tenha meno de clicar (nada estraga), deixe recados, comentários, sugestões e, se desejar, questione.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mês da criança: chega de brincadeira!

Com a vida delas é claro! Sim, pois, enquanto adultos, somos nós os responsáveis pelo futuro das crianças... Não apenas daquelas que dormem sob o nosso teto, mas de todas as que passam pelas nossas mãos.
O santinho sem mãos, da última aula, não sai da minha cabeça...
Será que é porque lembrei da frase: (?)

"A mão que embala o berço é a mão que embala o mundo" (Victor Hugo).

Enfim: "gugu, gaga!"

Nesta 1ª postagem do mês de outubro, recupero para a lembrança, o vídeo que mostra a proibição a partir de jan- 2012 das mamadeiras que provocam câncer. Pois, possivelmente, nos próximo meses muitas "promoções de mamadeiras" devem invadir os SUPERmercados populares...
(Cliquem no título e vejam a reportagem).
Deixo para o final de semana a música de Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhoto: Saiba!

Beijos e tudo de bom!

domingo, 25 de setembro de 2011

Projeto sobre animais? Que tal um conto popular? Lindo!

CONTO POPULAR DA GUINÉ-BISSAU – Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de traze-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a ideia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua. Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborzinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar. A lua o amarrou ao tamborzinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio. O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborzinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborzinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido. Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor. 


Lero-lero: A tristeza, os medos e o sofrimento representados na literatura contribuem para que as crianças compreendam o mundo, e a realidade nem sempre feliz. Portanto, é preciso, sim, contarmos histórias que apresentem tais enredos. Sem explicar, minimizar ou justificar os episódios. Um dia desses, em tom de pergunta, uma aluna me disse: "eu não conto história de lobos porque os pais ficam brabos" e eu  respondi "os lobos estão por toda parte e o medo de encontrá-los é o que pode proteger as crianças de muitos perigos, os pais precisam pensar sobre isso". Não se trata de terrorismo pedagógico do tipo que muitas vezes ouvimos "ou você se comporta ou o (???) vai te pegar"... e sim de apresentar uma situação de causa e consequência (via literatura) que poderá ter efeitos benéficos para os ouvintes.
(...)
Sabe aqueles macaquinhos verdes que colocam nas pencas de bananas nos mercados? Pois é, podem ser utilizados para fazer a contação da história acima... também podem servir de carimbos para a reprodução da cena da "escada corporal" até a Lua. E o tamborzinho? São tantas as possibilidades de recriarmos esse instrumento sonoro (Google ajuda)... Boa pesquisa!

Beijos, ótima semana!

sábado, 24 de setembro de 2011

Projetos sobre animais: Educação Infantil e primeiras séries do Ensino Fundamental

 Projetos sobre animais:
Algumas considerações:
Por muito tempo a escola estudou animais de modo genérico fazendo classificações parciais. Estudavam-se vertebrados, invertebrados, ovíparos, anfíbios, etc, mas não se verificavam  as especificidades dos bichanos. E  a melhor parte que são as curiosidades e diferenças entre as espécies ficavam (muitas vezes) de fora, por exemplo, quando a escola não ensinava como os morcegos se reproduzem, como contribuem com a natureza e nem  a variedade de espécies, tamanhos e dietas desses feiozinhos. Também o óbvio esteve em muitos momentos no planejamento, quando, por exemplo, o professor ensinava (independente do local onde trabalhava) que a galinha põe ovos, já que, isso, a maioria das crianças (em zonas rurais)  aprendia em casa e de modo muito mais eficaz.
A possibilidade de estudar animais em projetos transformou o modo como esse estudo  pode ser feito.
Sugestão:
Um bom modo de iniciar o estudo pode ser feito através da pergunta, “se você fosse um bicho, qual seria? Por quê?”
Depois das devidas escolhas o professor poderá reunir em grupos os alunos que fizeram escolhas similares e pedir que listem tudo o que sabem sobre o animal.
A partir disso, monta-se a problemática do projeto, que poderá permitir um estudo comparativo entre dois ou mais bichos. Assim, é chegada a vez da "perguntinha básica" : o que mais queremos saber sobre:  ursos, guepardos, jacarés, tartarugas, golfinhos, coalas ? (dependendo dos bichos que as crianças escolheram). 
Ao longo do projeto as questões específicas de cada bicho: espécies, raças, habitat, alimentação, reprodução, tempo de vida e cuidados podem ser paralelamente estudadas. E as curiosidades e comparações irão permear as aulas tornando o estudo de animais algo que ultrapasse o "tem ossos, não tem ossos; nasce do ovo, mama..." 
Num projeto escolar coletivo (em que todas as turmas estejam trabalhando sobre animais) a socialização das descobertas entre as salas intensificará os estudos.
Lembro-me de um projeto  que desenvolvemos na última escola que trabalhei em Caxias, quando montamos, numa das dependências da escola, o sítio do Chico Bento, aquele foi um dos melhores momentos que vivenciei lá, e certamente as famílias, professoras e crianças também. Todos os pais foram envolvidos e tivemos por duas semanas uma escola em "festa animal": filhotes de ovelha, patos, galinha (que pôs, durante a estada, três ovos- muitas crianças nem sabiam de onde o ovo saía, que primeiro era mole, e não quiseram comer o omelete feito pela turma- "inhaca"). Também tivemos um galo chamado Ataliba (como o do Chico), coelho, etc. As crianças precisaram alimentá-los, limpar as cacas, etc. No final do projeto uma conclusão  a que chegaram chamou a atenção das professoras: "os cocos são todos diferentes e o da ovelha é o mais fedorento!". 
        Hoje, com a internet, temos uma infinidade de documentários sobre animais (desenvolvimento) disponíveis e o professor também pode levar para a sala o seu notebook ou aproveitar as salas de informática para intensificar as pesquisas na enciclopédia eletrônica. 
     Juntamente com o projeto dos animais (na rodinha literária- diária) é possível trabalhar uma sequência de fábulas, já que, nessas narrativas, os bichos são os personagens principais.
        Lero-lero: Postagem prometida para as "meninas de Esteio". Atrasada, mas juro que no tempo mais curto que eu consegui. Muitas saudades da Isolete, da Alice e da Adri, "professoras maluquinhas", que tornaram a experiência do sítio possível. 
       Cliquem no título e caiam num site sobre fábulas... Nada de "moral da história", certo? Que cada um entenda o que conseguir... (já falei sobre isso, mas não custa repetir, afinal, professor é aquele que sabe quando a repetição é necessária e não se estressa por isso!)
Beijos e bom final de semana! 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A organização da sala por "cantos" e muita autonomia!

Essa metodologia de trabalho oportuniza que as crianças sejam autônomas na escolha dos objetos de aprendizagem  num determinado momento da rotina diária.  Os cantos podem ser organizados por áreas do conhecimento ou por temas (no caso de projetos).  A ideia é que em cada “canto” as crianças encontrem materiais específicos para o desenvolvimento de habilidades em meio à informalidade e ao diálogo com pares e as intervenções docentes.
Desenvolvimento:
Organização de materiais em pequenas mesas, armários, tapetes, caixas e outros mecanismos de delimitação de espaço.
Sugestão de materiais  por área de conhecimento: 
Canto da Matemática: Jogos com conceitos numéricos- blocos lógicos, Tangran, trena, balança de chão, balança de cozinha, máquinas de calcular, calendários, agendas telefônicas, telefones de brinquedo, dinheiro de brinquedo, réguas. (materiais para a escrita). Potes de medida. Materiais para pesagem.
Canto da Língua Portuguesa: Jogos com letras, alfabeto, casinha de fantoches,             livros de histórias, gibis, quadro para escrita vertical, materiais em vários tamanhos e texturas para a escrita espontânea (com e sem linhas).  Carimbos, máquinas de escrever, computador. Cenário para vivências e jogos simbólicos, ex: mesa com cadeirinhas, fogão, panelas, quartos, bonecas, fantasias e acessórios.
Canto das ciências naturais e sociais: Coleções (de pedras, de insetos,  miniaturas de dinossauros) espaço para cuidar de um bichinho de estimação: peixinho, tartaruga. Materiais para estimular os sentidos: potes com café, raspas de sabonete, terra, etc. Mapas, globo, enciclopédias, binóculo, lupas, microscópio.
Canto das Artes: Livros biográficos sobre a vida e a obra de artistas locais, nacionais, internacionais. Caleidoscópio.  Bandinha rítmica, cavaletes, massinhas de modelar, argila (materiais para intervenção nos sólidos: palitinhos, pauzinhos de sorvete e churrasquinho, pregos, parafusos). Revistas para recorte, botões, lantejoulas, purpurinas, aparos de lápis, sobras de papéis coloridos. Canetas esferográficas de várias cores, canetões, canetinhas, cola colorida, giz de cera, tintas, pincéis, caixa de “sucatas’: lãs, caixinhas, potes de iogurte, etc. Papéis de vários tamanhos e texturas: jornais, lixa, cartolina.
Cantos temáticos: organizados a partir de um objeto de estudo, ex: Semana Farroupilha: recriar um cenário para que as crianças vivenciem práticas da vida campeira: laço no touro (cadeira), exercitem o preparo do chimarrão, tomem o chimarrão, conheçam um pouco das histórias, músicas, danças, trovas do Rio Grande.
Obs:  A apresentação dos cantos pode ser feita gradativamente (semanalmente) afim de que as crianças possam conhecer alguns materiais incomuns no dia a dia  para depois utilizá-los corretamente.  Assim que os cantos estiverem instalados a professora determina na rotina diária um momento para a escolha de um dos cantos. Cada criança irá desenvolver atividades (de sua escolha)  nos cantos escolhidos.
Os materiais podem variar de acordo com a realidade de cada escola. É interessante que durante um projeto, ex: estudo dos morcegos, o Canto respectivo  ao estudo receba materiais para intensificar a pesquisa e até um mural ou varal em que as produções possam ser anexadas.
 Outra possibilidade: 
Na escola em que trabalho optamos por caixas de plástico com tampas que circulam nas salas (cada dia uma caixa- cada dia uma área recebe um olhar especial).
Obs: O manuseio das enciclopédias garante a "explosão de ideias" que pode definir  projetos, desejos de aprendizagem.
Beijos e boa organização!


sábado, 10 de setembro de 2011

Na capital " brincando de Chula-chulé"

Estou imersa nos polígrafos... preparando duas apresentações para a próxima semana. Trabalho em grupo que estamos realizando virtualmente. Mais uma das vantagens da Rede. Somos duas gaúchas de cidades diferentes e uma catarina. Cada uma "jogando refelxões no power"... Tudo tem que dar certo!
(...)
Para alegrar as crianças (grandes e pequenas)  estou em Porto Alegre e acabo de voltar de uma sessão de contação de histórias da Saraiva. Adorei! Hoje, os contadores eram cantantes, não de qualquer melodia, mas de "coisas" da gauchada, teve até o hino do Rio Grande, disputa de chula e de trova.
(...)
Saí da escola ontem (onde trabalho) preocupada com a febre de uma aluna "que está sempre na chuva"; pensando sobre o número de faltas das crianças em dias de chuva". São tantas as coisas que impedem algumas crianças de dançar... de cantar... de falar... de ser... e ainda tem essa: a falta de guarda-chuvas!
Parece detalhe, parece!
(...)
Voltando aos animadores culturais da livraria... era a dupla da Rádio chulé, prefixo IKI XX e dois megaratos de potência... Cliquem no título e caiam no site dos "contadores".

sábado, 13 de agosto de 2011

Projeto "Folclore"... Obá!

Lero-lero: Agosto, mês do desgosto? Depende... Pode é ser o mês da diversão nas escolas... Mês do Saci, do Caipora, do Negrinho do Pastoreio, da Iara, do Boitatá... Das cantorias...
 Segue um projeto que estamos desenvolvendo na escola e "de quebra" algumas sugestões de textos populares e vídeos capturados na Rede ... 
"Sem Sacis nas garrafas, as Artes também ficam livres"...
Beijos e ótima semana!

Projeto coletivo: FOLCLORE

Tema: Nossos contos, cantos, danças, hábitos culinários, enfim: as coisas que nos reconhecem como brasileiros e como gaúchos. (ou mineiros, baianos...)
Período: (a definir)

Justificativa:
Possuímos no Brasil, no Rio Grande do Sul, uma infinidade de artefatos culturais que podem subsidiar um trabalho efetivo no campo das Artes. Área que a escola, em pleno processo de reconstrução física, precisou limitar dentro de  recuperar as atividades de expressão e movimento corporal. A extensão do projeto a todos os níveis de ensino também será uma boa oportunidade para reafirmar a coletividade da comunidade escolar.
Objetivo geral:
                Difundir a cultura popular valorizando os costumes e as produções artísticas de pessoas comuns e integrando toda a comunidade escolar.
Objetivos específicos:
a)Conhecer um pouco do acervo de:
- canções, trava-línguas, ditos populares, contos, parlendas, brincadeiras de roda, danças, festas tipicamente nacionais.
b) Exercitar a acuidade auditiva através da audição diária de contos e de lendas populares.
c) Desenvolver o sendo rítmico e a desenvoltura através da entoação de canções folclóricas e de danças populares gauchescas.
d) Praticar a memorização e a capacidade de expressão  oral através de parlendas.
e)Aprimorar a capacidade de organização e produção de trabalhos manuais com desafios planos e tridimensionais (sucata).
Etapas Prováveis:
-Assaltos culturais do folclore ( crianças preparam parlendas ou canções ou danças para apresentarem de surpresa em outras turmas).
- Contação semanal de lendas e contos populares.
- Oficinas de danças gauchescas
- Criação do grupo de canções folclóricas da comunidade escolar.
 Atividades avaliativas:
-Mostra pedagógica para a apreciação das produções desenvolvidas durante o projeto.
- Apresentação do coral.


Sugestão de parlenda e trava-línguas: 
Tem uma moça chata
  Com um tacho chato na cabeça.
   Moça chata, esse tacho chato é seu?

 Se a liga me ligasse
 Eu ligava a liga.
 Mas, como a liga não me liga,
 Eu não ligo a liga.

 Eu fui por um caminho
 Eu também
 Encontrei um passarinho
 Eu também
 Encontrei um dedo mindinho
 Eu também
 Seu-vizinho
 Eu também
 Pai de todos,
 Eu também
 Pai de todos
 Eu também.
 Fura-bolos,
 Eu também
 Cata-piolhos.
 Eu também...

Rei
Capitão
Soldado
Ladrão
Menino
Menina
Macaco 
Simão





sábado, 30 de julho de 2011

Enfeitando a sala de aula da Educação Infantil! (Como assim?...)

É comum após um  recesso escolar que as professoras queiram reorganizar o espaço educativo. Afinal, no corre-corre diário pendências vão ficando para que numa "folguinha" possam ser resolvidas. Além disso, também circula entre as docentes ( mais carinhosas) a ideia de que a sala deve ser enfeitada para o retorno das crianças.  Entretanto, cabe reforçar que a concepção de organização infantil se difere muito da concepção de organização de adulto e uma sala organizada aos olhos da criança é aquela em que o material está  ao seu alcance e que possa ser movimentado e guardado sem "delongas". Caixinhas encapadas com papel colorido, enfeitadinhas com E.V.A ou figurinhas padronizadas, acabam distanciando as crianças da participação na organização diária, pois estragam com facilidade e são pouco práticas. Assim, o ideal, caso a a escola não tenha organizadores duráveis,  é que potes de plástico (sorvete) ou confeccionados a partir de PET sejam utilizados.
O professor precisa compreender que quem precisa aprender a organizar os materiais é a criança e o seu papel é o de facilitador desse aprendizado. 
Quanto aos enfeites nas salas, estamos vivendo a "epidemia do E.V.A" onde gravuras representando os mais diversos cenários: moranguinho, ursinhos carinhosos, Ben 10, etc, se espalharam feito praga...
Cabe ao professor não entrar nessa "onda" e pensar no espaço de sala de aula como um espaço a ser "enfeitado" pelas crianças, pelas suas Artes e não poluí-lo com imagens que em nada contribuem com a prática educativa. Lembrando que esses materiais são (também) ecologicamente contestados.
A salas com "decorações" são salas estáticas artisticamente, às vezes, mudam inclusive os alunos e o ano "na folhinha" e os "adornos continuam".
Ao contrário disso, salas em que as crianças interferem efetivamente ganham novas paisagens a cada projeto de trabalho, a cada momento educativo. São salas de criação, de movimento, de renovação de horizontes.  Para recepcionar as crianças após as férias o legal é que a professora renove seu repertório literário, musical.  Crie circuitos de materiais para incentivar a chegada até  a sala, enfim, pense num modo de "encantar pedagogicamente".  Ambiente de sala de aula não deve ser parecido com ambiente de festinha de aniversário... Heis o alerta! Beijos e bom retorno!
Obs: Clique no título e leia um artigo sobre o espaço infantil! Tirei da "gaveta acadêmica" para ti! 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sobre infâncias pobres... Sobre vidas ao vento!

“Dia após dia nega-se às crianças o direito de ser crianças.
Os fatos, que zombam desse direito, ostentam seus ensinamentos na vida cotidiana.
O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para que se acostumem a atuar como o dinheiro atua.
O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo.
E os do meio, os que não são ricos nem pobres, conserva-os atados à mesa do televisor, para que aceitem desde cedo, como destino a vida prisioneira.
Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças.”
                                                               (Fonte: De Pernas pro ar – Eduardo Galeano)
Lero-lero: 
Cada professor que trabalha em comunidades carentes tem a oportunidade (ímpar) de não tratar as crianças pobres como pessoas desprovidas de sorte. Além de apresentar a elas uma infância, até então, desconhecida. A infância do sonho, da fantasia, da brincadeira e do acolhimento. " Pobres de sorte" são os docentes que não fazem de sua prática um meio para a inversão das "realidades socialmente avalizadas"...

sábado, 9 de julho de 2011

Um pouco de "perguntês", um pouco de Emília em sala de aula!

O vestido maravilhoso
−Mas quem é que fabrica essa fazenda, dona Aranha− perguntou ela, apalpando o tecido, sem que Narizinho visse.
−Este tecido é feito pela fada Miragem.
−E com que a Senhora o corta?
−Com a tesoura da Imaginação.
−E com que agulha o cose?
−Com a agulha da Fantasia.
−E com que linha?
−Com a linha do Sonho.
−E... por quanto vende o metro?
                                                   (Monteiro Lobato)

Lero-lero: Sempre fiquei intrigada com a possibilidade de a Emília ser o "outro" da Narizinho... Talvez, isso já tenha rendido algum estudo acadêmico, eu ainda não tive acesso!
O fato é que diante de uma "menina tão dó-ré-mi" feito a Narizinho, penso que a Tia Nastácia preocupada com o excesso de "harmonia" tenha decidido "tecer um novo comportamento para ela". Um pouquinho menos submisso (disfarçado em boneca). 
"A pedagogia da curiosidade, da pergunta, da constestação", literalmente instaurada na obra de Lobato.
Obs:
Meu computador "teve outro piripac...". Assim, fiquei "fora do ar" durante essa semana. Tenho muitas coisas para postar e vou tirar (hoje) a "pilha do relógio", numa tentativa de driblar o tempo...
Será que terei sucesso? Talvez, com o pozinho de Pirlimpim-pim!
Boa semana, já dei a dica do modelito para a segunda-feira! Arrasem!
Beijos!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Canções de Páscoa? Epa! Só um pouquinho,

“Um papo orelhudo” no elevador!
Hoje (no elevador) encontrei uma vizinha. Ela é professora aposentada e estava muito intrigada. Aproveitou (minha “cara de professora”- cheia de cadernos na mão) para puxar um papinho:
─ Você que é professora, pode esclarecer uma dúvida?
─ Se eu souber ─ respondi. (de "orelha amedrontada")
─ Esta música “pra cenoura eu não dou bola, eu só tomo Coca-Cola” está certo cantar? Não acho legal ouvir os meus sobrinhos-netos cantando. Será que estou errada?
Segue, para quem não conhece, a paródia mencionada que é comum em muitas escolas e cantada com “ares de modernidade”:
Coelhinho Bossa Nova
Eu sou coelhinho Bossa Nova
Vou contar para vocês
Prá cenoura não dou bola
Eu só tomo Coca-Cola
Coelhinho Bossa Nova
É uma brasa, mora
Chorar por uma cenourinha nha – nha
Foi no tempo da vovó
Prá cenoura não dou bola
Eu só tomo Coca-Cola
Coelhinho Bossa Nova
É uma brasa, mora.
Fonte: na Rede (sem autoria)

Lero-lero:
Queridas Marias!
Concordei (um pouco sem jeito) com a professora “do passado”. Ela que mesmo "fora da escola" continua refletindo sobre as (ideo-) cantigas nos espaços escolares. Essa música do “Coelhinho Bossa Nova”, ao ser considerada digna de apreço e entoação, nas salas de aula, revela a falta de critérios de escolha por parte dos professores.
Pensemos:
Se nem o coelho quer comer cenoura, quem irá querer? (depois vêm com aquele “papinho de alimentação saudável”)
Se até o coelho conhece e quer Coca-Cola, quem não irá querer? (olha o poder do capital aí, gente!)
Também foi perceptível na fala de Dona Júlia (a vizinha) uma certa mágoa. A presença nessa paródia do descaso com a velhice pode ter sido o motivo: “do tempo da vovó”.
Será com esse tipo de letras que iremos ensinar respeito ao outro?
Concluindo: (por hora)
Essa canção não possui nem se quer estatuto de folclore. Trata-se de uma paródia que ecoou. Ao léu! Que vá...
De bom? Acredito que somente “título e ritmo”.
Desse modo, não merece ser difundida no espaço escolar.
Ah, só não digam por aí que é só “uma musiquinha” nem que (na aula de canto) não é hora de abrir a “gavetinha” de Educação para a Saúde, de Sociedade e Consumo, de Ensino Religioso. Não é o rompimento de "gavetinhas" o grande objetivo educacional?

Dica para quem já “matou o coelho” em sala de aula: ainda há tempo (5 dias letivos) para criar com a turma uma nova letra. Algo que não (re) imprima preconceitos e nem Educação Alimentar às avessas! E nem...
A propósito, pretendo conversar mais com essa vizinha, professora “aposentada”, pois suspeito que ela tenha muita coisa boa no “baú”!
(Erros de escrita? Gritem! Não muito alto!)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Bicho papão para todos os gostos!

Final de semana na capital, resolvi vasculhar as novidades literárias. Fiquei encantada com a obra Bicho Papão para gente pequena; Bicho papão para gente grande,  da educadora Sônia Travassos. É uma coisa... Nenhum monstro foi esquecido, dos tradicionais: Homem do Saco e  Cuca aos moderníssimos: Monstregofone e Castevê...
É leitura necessária ao pé da cama: faz rir, faz temer, faz sonhar...
Adorei! Fica como dica literária da semana.
Afinal, conforme Celso Antunes mas em outros termos: "o quarto deve ser a primeira bliblioteca de uma criança"

Editora Rocco
                               Valor: 35,00


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pandorga da Lua_A Mochila da Camila


Lero-lero: Falando em projeto sobre o peso das mochilas, segue um vídeo muito legal. O grupo é gaúcho e trabalha com canções infantis em ritmo regionalista! Fazem apresentações em feiras, escolas e outros. "Levantam" os piazitos do pampa!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desenhos infantis de um nativo digital... (Klaus- 7 anos)

Já postei vários desenhos feitos pelos meus filhos menores: Marina e Klaus. Costumo incentivar as produções artísticas... Na casa toda temos obras fixadas. Na geladeira, na porta dos roupeiros e nos murais específicos. Estamos selecionando alguns trabalhos para emoldurar.
É muito comum encontrarmos quadros e outros materiais que tenham como tema o desenho infantil na perspectiva de adultos, que imitam (sem sucesso) os traços das crianças. Os desenhos à moda palito parecem ser os mais representativos, na concepção de quem não é criança, da produção infantil.
Na verdade,  isso revela a falta de apreço da maioria dos adultos pelo que é produzido  pelas crianças. Também justifica o permanente uso de desenhos padronizados nas escolas, onde a função da criança passa a ser unicamente pintar dentro das linhas e, de preferência, com as cores "certas".
O desenho é uma representação gráfica, modo de comunicação primitivo, escrita não alfabética mas, nem por isso, menos significativa. Assim, a forma como é proposto, avaliado, incentivado, define o sucesso ou não das crianças durante a prática de desenhar. Lembrando que, mesmo antes delas começarem a falar já dão sinais de que gostam de marcar suportes. Basta um espaço (um papel, uma mesa) e um instrumento de interferência  (lápis, giz de cêra, canetas) que as "mãozinhas gordas" já saem fazendo bolinhas...
Nesse Natal meus filhos foram presenteados com uma prancha digital para desenho. Ela é parecida com aquelas que os estilistas e arquitetos possuem mas em tamanho e com recursos menores, pois, é um "brinquedo". Assim, as crianças  iniciaram  suas novas produções. Seguem alguns dos trabalhos produzidos pelo  Klaus ( 7 anos).
Obs: a prancha é uma Genius, custou R$180,00 e foi comprada numa loja de computadores. As produções ficam diferentes daquelas que as crianças já faziam no computador ( paint). O equipamento tem  uma caneta que permite um desenho invisível na prancha e, assim, necessita de habilidades "a mais" para ser concluído. Via tela é que tudo se define (eu não consegui desenhar nada que preste... mas, sou imigrante nesse mundo.com, já os pequenos, fizeram maravilhas!).
Sem dúvida, um belo recurso para incentivar desenhos nas escolas do presente!



Outros: Caso queira utilizá-los em trabalhos acadêmicos e outros ( sem fins lucrativos) fique à vontade. Não esqueça  os  créditos e de deixar comentários sobre o local onde foi reproduzido.
Na semana que vem postarei os da Marina (11 anos).

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um livro para trabalhar a temática da morte com as crianças... (sobras natalinas)


Seguindo a sugestão da Confraria reinações (Caxias do Sul-RS), nesse Natal  presenteei meu filho com a obra "O Pato, a morte e a tulipa" . Linda! Superou expectativas! Um texto simples- complexo- profundo... As imagens do Pato aquecendo a morte e  da morte carregando o pato são de uma delicadeza ímpar. Texto e ilustrações, belíssimos!  Quem procura algo sobre o assunto, ou queira iniciar uma discussão acerca do tema precisa conferir.