Hoje, lecionei em Estância Velha. Aliás, contei histórias. O tradicional conto da Chapeuzinho Vermelho, em várias versões e estratégias, foi esmiuçado: a partir dos estudos da psicanálise e de mecanismos de tradução cultural (adaptação do contos em cada cultura). Tudo em meio à defesa argumentativa pela recuperação da prática da oralidade narrativa por parte do professor (de classe). Enfim, pela defesa das professoras Sherazade, e das rodas literárias na rotina diária (da educação infantil até o final do Ensino Fundamental). Conversamos muito sobre a "tendência das horas do conto" nas escolas, que retiram (muitas vezes) do professor a possibilidade de fala recreativa, que é de suma importância para a criação de vínculos. Quando o professor abre mão da fala narrativa, abre mão de um grande momento de mediação pedagógica. Falamos também da importância do perfil lúdico e comunicativo para o "bibliotecário" escolar. Também trabalhamos com parlendas (aqueles pequenos versos com rimas), trava-línguas (aqueles versinhos que exigem que algumas sílabas sejam repetidas constantemente) e do potencial didático que esses textos possuem para o trabalho com memorização desde a Educação Infantil, bem como, de estratégias para memorizar na infância: caixa de objetos relativos às parlendas, movimentos, sons, etc.
Seguem alguns dos textos trabalhados! Beijos e boa semana, 5 histórias e uma parlenda...

Lalá, Lelé e Lili e suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili e suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali e suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá cantavam em coro
LÁLÁLÁLÉLÉLÉLILILI.
Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fosse lá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fosse lá.
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