quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pesquisa etnográfica e as imagens santas...

Dias rendosos na universidade, em vista dos esclarecimentos e, principalmente, das constantes tensões que as novas indagações estão causando nas tais das "certezas metodológicas". 
Tivemos a fala maravilhosa do Profº José Rogério Lopes (Pedagogo- Pesquisador social) e foi através do relato da pesquisa imagética que ele  realizou em Canela- RS, durante uma peregrinação,  que ficamos conhecendo a história do Menino Jesus de Praga. Ou melhor, de uma estátua sem mãozinhas do menino Jesus que conversava com o pároco da igreja. O "santinho" suplicava ao "amigo" uma restauração. História linda, cheia de contratempos, mas com final feliz! Ele é, segundo os estudos e as crenças, o protetor das crianças...
Pensei muito sobre isso, pois não recordo de ter ouvido falar dessa imagem, não lembro de tê-la visto no pescoço de ninguém. Nem se quer o nome me é familiar... Eu que "lido com crianças" a tanto tempo... 
E, na efervescência do momento de pesquisa,  veio-me uma hipótese, será que é por falta de imagens que a proteção à infância ainda é um direito de poucos?
(...)
De qualquer modo, vou ir atrás de uma medalinha... ou melhor, duas, três...
Beijos, 

domingo, 25 de setembro de 2011

Projeto sobre animais? Que tal um conto popular? Lindo!

CONTO POPULAR DA GUINÉ-BISSAU – Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de traze-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a ideia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua. Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborzinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar. A lua o amarrou ao tamborzinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio. O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborzinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborzinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido. Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor. 


Lero-lero: A tristeza, os medos e o sofrimento representados na literatura contribuem para que as crianças compreendam o mundo, e a realidade nem sempre feliz. Portanto, é preciso, sim, contarmos histórias que apresentem tais enredos. Sem explicar, minimizar ou justificar os episódios. Um dia desses, em tom de pergunta, uma aluna me disse: "eu não conto história de lobos porque os pais ficam brabos" e eu  respondi "os lobos estão por toda parte e o medo de encontrá-los é o que pode proteger as crianças de muitos perigos, os pais precisam pensar sobre isso". Não se trata de terrorismo pedagógico do tipo que muitas vezes ouvimos "ou você se comporta ou o (???) vai te pegar"... e sim de apresentar uma situação de causa e consequência (via literatura) que poderá ter efeitos benéficos para os ouvintes.
(...)
Sabe aqueles macaquinhos verdes que colocam nas pencas de bananas nos mercados? Pois é, podem ser utilizados para fazer a contação da história acima... também podem servir de carimbos para a reprodução da cena da "escada corporal" até a Lua. E o tamborzinho? São tantas as possibilidades de recriarmos esse instrumento sonoro (Google ajuda)... Boa pesquisa!

Beijos, ótima semana!

sábado, 24 de setembro de 2011

Projetos sobre animais: Educação Infantil e primeiras séries do Ensino Fundamental

 Projetos sobre animais:
Algumas considerações:
Por muito tempo a escola estudou animais de modo genérico fazendo classificações parciais. Estudavam-se vertebrados, invertebrados, ovíparos, anfíbios, etc, mas não se verificavam  as especificidades dos bichanos. E  a melhor parte que são as curiosidades e diferenças entre as espécies ficavam (muitas vezes) de fora, por exemplo, quando a escola não ensinava como os morcegos se reproduzem, como contribuem com a natureza e nem  a variedade de espécies, tamanhos e dietas desses feiozinhos. Também o óbvio esteve em muitos momentos no planejamento, quando, por exemplo, o professor ensinava (independente do local onde trabalhava) que a galinha põe ovos, já que, isso, a maioria das crianças (em zonas rurais)  aprendia em casa e de modo muito mais eficaz.
A possibilidade de estudar animais em projetos transformou o modo como esse estudo  pode ser feito.
Sugestão:
Um bom modo de iniciar o estudo pode ser feito através da pergunta, “se você fosse um bicho, qual seria? Por quê?”
Depois das devidas escolhas o professor poderá reunir em grupos os alunos que fizeram escolhas similares e pedir que listem tudo o que sabem sobre o animal.
A partir disso, monta-se a problemática do projeto, que poderá permitir um estudo comparativo entre dois ou mais bichos. Assim, é chegada a vez da "perguntinha básica" : o que mais queremos saber sobre:  ursos, guepardos, jacarés, tartarugas, golfinhos, coalas ? (dependendo dos bichos que as crianças escolheram). 
Ao longo do projeto as questões específicas de cada bicho: espécies, raças, habitat, alimentação, reprodução, tempo de vida e cuidados podem ser paralelamente estudadas. E as curiosidades e comparações irão permear as aulas tornando o estudo de animais algo que ultrapasse o "tem ossos, não tem ossos; nasce do ovo, mama..." 
Num projeto escolar coletivo (em que todas as turmas estejam trabalhando sobre animais) a socialização das descobertas entre as salas intensificará os estudos.
Lembro-me de um projeto  que desenvolvemos na última escola que trabalhei em Caxias, quando montamos, numa das dependências da escola, o sítio do Chico Bento, aquele foi um dos melhores momentos que vivenciei lá, e certamente as famílias, professoras e crianças também. Todos os pais foram envolvidos e tivemos por duas semanas uma escola em "festa animal": filhotes de ovelha, patos, galinha (que pôs, durante a estada, três ovos- muitas crianças nem sabiam de onde o ovo saía, que primeiro era mole, e não quiseram comer o omelete feito pela turma- "inhaca"). Também tivemos um galo chamado Ataliba (como o do Chico), coelho, etc. As crianças precisaram alimentá-los, limpar as cacas, etc. No final do projeto uma conclusão  a que chegaram chamou a atenção das professoras: "os cocos são todos diferentes e o da ovelha é o mais fedorento!". 
        Hoje, com a internet, temos uma infinidade de documentários sobre animais (desenvolvimento) disponíveis e o professor também pode levar para a sala o seu notebook ou aproveitar as salas de informática para intensificar as pesquisas na enciclopédia eletrônica. 
     Juntamente com o projeto dos animais (na rodinha literária- diária) é possível trabalhar uma sequência de fábulas, já que, nessas narrativas, os bichos são os personagens principais.
        Lero-lero: Postagem prometida para as "meninas de Esteio". Atrasada, mas juro que no tempo mais curto que eu consegui. Muitas saudades da Isolete, da Alice e da Adri, "professoras maluquinhas", que tornaram a experiência do sítio possível. 
       Cliquem no título e caiam num site sobre fábulas... Nada de "moral da história", certo? Que cada um entenda o que conseguir... (já falei sobre isso, mas não custa repetir, afinal, professor é aquele que sabe quando a repetição é necessária e não se estressa por isso!)
Beijos e bom final de semana! 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Formação de professores: vamos à fonte?

Fiquei de postar um resumo do texto de Antônio Nóvoa sobre FORMAÇÃO DOCENTE, contudo, encontrei esse material (relato de palestra)  na rede e segue para leitura: Muito bom! 
Beijos,
Clique:
NÓVOA, Antônio. Desafios do trabalho do professor no mundo contemporâneo. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/2943879/Desafios-do-trabalho-do-professor-Antonio-Novoa. Acesso em: 13 de set. 2011.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Início da primavera, quando?


Lero-lero: De acordo com o calendário, no dia 23 é o início da primavera, de acordo com os cientistas isso ocorre entre os dias 21 e 23. Oque não faz muita diferença, afinal, para quem não compactua com a "pedagogia do evento", mencionar a primavera em sala de aula é coisa que se faz na rodinha de conversa, num passeio a um canteiro de flores... fora isso, não há necessidade.
Já o vídeo acima, sim, permite uma grande reflexão sobre as flores, flores pálidas... sem aromas... resultantes de uma prática pálida...
Adorei, foi sugestão da ex-colega e sempre amiga do coração: Roberta- Poa.
Beijos e encham as soleiras das janelas de violetas!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Para quem não sabe como se "dança" a Chula!


Lero-lero: Hoje é feriado aqui no estado e os cavalos lustrados percorrem as avenidas: Dia do gaúcho. Na escola tivemos momento festivo: apresentações de danças e canções nativistas... e muitas cuias nas mãos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Definindo a metodologia de pesquisa: pensando sobre o momento... estomatite!

Essa semana foi intensa, quase "despirei"!
Fui salva por um texto de Sandra Corazza que meu orientador: Prof. Luis Henrique Sommer, mediou na turma: Manual infame...mas útil, para escrever uma boa proposta de tese ou dissertação (2006), mais especificamente com o trecho que segue,III Receita de uma tese foucaultiana:
"Misture em sua cabeça (a mistura deve ficar bem seca):
[...]1 colher de chá de sal-da-vida (Mas só o sal, quanto a vida, propriamente dita,esqueça! Enquanto estiver fazendo essa receita, você não viverá, a não ser uma vez por semana - e olhe lá, já é lucro! Só que, aí,já estará tão cansado, que logo, logo se embriagará, mesmo que não esteja tomando um '30 anos'. A comida lhe dará azia, gastrite, até úlcera.[...]E a maior de todas as desgraças é que você ficará, nesta única vez por semana, com uma vontade, com uma vontade imensa, inegociável, quase incontrolável, de regressar aos livros, às notas manuscritas, ao teclado, a seu texto, em suma)." (p.366-367)
Bom saber que não estamos sozinhas, que as dúvidas fazem parte do processo de formulação das hipóteses de pesquisa... 
Enfim, somos de carne e osso! 
(...)
Como comentei, no sábado passado, estivemos pesquisando sobre etnografia e encontramos (trabalho em grupo) um documentário muito interessante dirigido por Thomas Balmes e intitulado: Babies. O filme produzido em 2010 (quentinho) mostra o desenvolvimento de quatro bebês nos 12 primeiros meses de vida. Cenários e culturas distintas. Relações maternais diferentes. Ótimo para um debate sobre o nosso olhar preconceituoso para aquilo que não nos é comum... Para aquilo que chamamos de rude, primitivo, anti-higiênico, marginal... Etc! 
Amei, os bebês são algo! A realidade intrigante! Utilizei (também) na reunião pedagógica da escola. 
Segue um aperitivo:

Lero-lero: Bom final de semana, boas ideias didáticas para a próxima semana, esqueçam um pouco essa tal de realidade do aluno na hora de planejar... Muitas vezes ela tem servido para excluir, para o oferecer o menos...
Beijos!MD

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A organização da sala por "cantos" e muita autonomia!

Essa metodologia de trabalho oportuniza que as crianças sejam autônomas na escolha dos objetos de aprendizagem  num determinado momento da rotina diária.  Os cantos podem ser organizados por áreas do conhecimento ou por temas (no caso de projetos).  A ideia é que em cada “canto” as crianças encontrem materiais específicos para o desenvolvimento de habilidades em meio à informalidade e ao diálogo com pares e as intervenções docentes.
Desenvolvimento:
Organização de materiais em pequenas mesas, armários, tapetes, caixas e outros mecanismos de delimitação de espaço.
Sugestão de materiais  por área de conhecimento: 
Canto da Matemática: Jogos com conceitos numéricos- blocos lógicos, Tangran, trena, balança de chão, balança de cozinha, máquinas de calcular, calendários, agendas telefônicas, telefones de brinquedo, dinheiro de brinquedo, réguas. (materiais para a escrita). Potes de medida. Materiais para pesagem.
Canto da Língua Portuguesa: Jogos com letras, alfabeto, casinha de fantoches,             livros de histórias, gibis, quadro para escrita vertical, materiais em vários tamanhos e texturas para a escrita espontânea (com e sem linhas).  Carimbos, máquinas de escrever, computador. Cenário para vivências e jogos simbólicos, ex: mesa com cadeirinhas, fogão, panelas, quartos, bonecas, fantasias e acessórios.
Canto das ciências naturais e sociais: Coleções (de pedras, de insetos,  miniaturas de dinossauros) espaço para cuidar de um bichinho de estimação: peixinho, tartaruga. Materiais para estimular os sentidos: potes com café, raspas de sabonete, terra, etc. Mapas, globo, enciclopédias, binóculo, lupas, microscópio.
Canto das Artes: Livros biográficos sobre a vida e a obra de artistas locais, nacionais, internacionais. Caleidoscópio.  Bandinha rítmica, cavaletes, massinhas de modelar, argila (materiais para intervenção nos sólidos: palitinhos, pauzinhos de sorvete e churrasquinho, pregos, parafusos). Revistas para recorte, botões, lantejoulas, purpurinas, aparos de lápis, sobras de papéis coloridos. Canetas esferográficas de várias cores, canetões, canetinhas, cola colorida, giz de cera, tintas, pincéis, caixa de “sucatas’: lãs, caixinhas, potes de iogurte, etc. Papéis de vários tamanhos e texturas: jornais, lixa, cartolina.
Cantos temáticos: organizados a partir de um objeto de estudo, ex: Semana Farroupilha: recriar um cenário para que as crianças vivenciem práticas da vida campeira: laço no touro (cadeira), exercitem o preparo do chimarrão, tomem o chimarrão, conheçam um pouco das histórias, músicas, danças, trovas do Rio Grande.
Obs:  A apresentação dos cantos pode ser feita gradativamente (semanalmente) afim de que as crianças possam conhecer alguns materiais incomuns no dia a dia  para depois utilizá-los corretamente.  Assim que os cantos estiverem instalados a professora determina na rotina diária um momento para a escolha de um dos cantos. Cada criança irá desenvolver atividades (de sua escolha)  nos cantos escolhidos.
Os materiais podem variar de acordo com a realidade de cada escola. É interessante que durante um projeto, ex: estudo dos morcegos, o Canto respectivo  ao estudo receba materiais para intensificar a pesquisa e até um mural ou varal em que as produções possam ser anexadas.
 Outra possibilidade: 
Na escola em que trabalho optamos por caixas de plástico com tampas que circulam nas salas (cada dia uma caixa- cada dia uma área recebe um olhar especial).
Obs: O manuseio das enciclopédias garante a "explosão de ideias" que pode definir  projetos, desejos de aprendizagem.
Beijos e boa organização!


sábado, 10 de setembro de 2011

Na capital " brincando de Chula-chulé"

Estou imersa nos polígrafos... preparando duas apresentações para a próxima semana. Trabalho em grupo que estamos realizando virtualmente. Mais uma das vantagens da Rede. Somos duas gaúchas de cidades diferentes e uma catarina. Cada uma "jogando refelxões no power"... Tudo tem que dar certo!
(...)
Para alegrar as crianças (grandes e pequenas)  estou em Porto Alegre e acabo de voltar de uma sessão de contação de histórias da Saraiva. Adorei! Hoje, os contadores eram cantantes, não de qualquer melodia, mas de "coisas" da gauchada, teve até o hino do Rio Grande, disputa de chula e de trova.
(...)
Saí da escola ontem (onde trabalho) preocupada com a febre de uma aluna "que está sempre na chuva"; pensando sobre o número de faltas das crianças em dias de chuva". São tantas as coisas que impedem algumas crianças de dançar... de cantar... de falar... de ser... e ainda tem essa: a falta de guarda-chuvas!
Parece detalhe, parece!
(...)
Voltando aos animadores culturais da livraria... era a dupla da Rádio chulé, prefixo IKI XX e dois megaratos de potência... Cliquem no título e caiam no site dos "contadores".

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Matemática: o calendário na sala de aula (nove, dez, comer pastéis!)

Conforme tinha prometido, posto (agora) o calendário que fizemos na escola para trabalhar com o sistema numérico e com operações matemáticas diariamente. As crianças "estão adorando, não pensei que iriam gostar tanto [...] quando eu esqueço, eles lembram", relatou a professora Heloísa do jardim C. Confeccionamos os calendários com banners velhos e os suportes com pets (sugestão da professora Grazi). Ou seja, tudo baratinho, baratinho... plastificamos as fichas para garantir maior durabilidade (papel contact).
Trata-se de um cartaz de pregas em que as crianças interagem para completar a data e verificar o número de presentes. O  preenchimento pode ser feito com palitos ou canudinhos de refrigerante e  variar com os  respectivos numerais. (avanços de acordo com o grupo)


Esse material permite que as crianças exercitem a sequência numérica, compreendam as semanas, os meses, realizem cálculos mentais (número de meninas X número de meninos e a diferença diária entre os presentes), representem as quantias com numerais e por extenso.
Algumas professoras (na escola onde trabalho) acrescentaram nos palitos o nome das crianças.
Na próxima semana pretendo postar materiais para o trabalho lúdico com gráficos, listas e a ideia de probabilidade.
Dúvidas, sugestões deixem aqui (comentários). Beijos!

domingo, 4 de setembro de 2011

Esteio: voltei voando... dessa vez, de:

Retornando de Esteio. As alunas de lá protestaram o fato de eu ter dito no blog que voltei de vassoura da última vez (Grazi), falaram que eu deveria ter mencionado "terra da Expointer". Enfim, querem que eu fale dos cavalos... Tudo bem, só me nego a falar na espera do cavalo branco... Depois de um "tur" nos estudos de gênero, não ficaria nem bem!
Então, vamos deixar bom para todas: fui a Esteio e passei um dia maravilhoso ouvindo lendas indígenas, músicas Guarani, e trocando ideias pedagógicas, com uma turma de professoras Sherazades. Sentirei saudades!
Voltei voando, voando sim! Dessa vez de cavalo, não qualquer cavalo, nem sei se ele já foi premiado... 
O fato é que era alado... iupi!
Beijos, e a lenda do dia (brindada com garrafinhas de guaraná customizadas) segue para a semana: só professoras são capazes dessas proezas, decorar garrafas para contar histórias e presentear os ouvintes... Tudo de bom!
Posto as fotos mais tarde.

                                          A lenda do Guaraná
Um casal de índios pertencente a tribo Maués, vivia junto por muitos anos sem ter filhos mas desejava muito ser pais. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela felicidade. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo menino.
O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso e bom. No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar aquela vida em flor.
Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.
A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.
Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.
Fonte:
http://www.sumauma.net/amazonian/lendas/lendas-guarana.htm
Conforme  prometido, seguem as fotos da "oficina de bonecas de plástico": Pós-Graduação em Educação Infantil- Educinter- Esteio/RS.