Bom dia,
Retomo hoje minhas escritas por aqui. Fiz um período razoável de "desintoxicação digital". Além disso, nas férias da criançada (filhos) o computador aqui em casa vira brinquedo!
Aos poucos estou recuperando a posse do teclado e o rumo das ideias, pois, como bem disse Fabrício Carpinejar, "todos morremos um pouco na madrugada do dia 27/01/2013".
Aos poucos estou recuperando a posse do teclado e o rumo das ideias, pois, como bem disse Fabrício Carpinejar, "todos morremos um pouco na madrugada do dia 27/01/2013".
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Estou lecionando em Cidreira/UERGS (disciplina de verão): Supervisão e Orientação Escolar. Iniciei as aulas com a crônica abaixo.
Estou lecionando em Cidreira/UERGS (disciplina de verão): Supervisão e Orientação Escolar. Iniciei as aulas com a crônica abaixo.
Expulsa da Educação Infantil!(?)
Maria
Cristina Schefer
− Expulse-a! Ela precisa ficar bem
longe da sala de aula!
Essa
foi uma das intervenções que lembro ter feito (enquanto supervisora educacional) diante de uma situação de excesso de sensualidade
que uma criança apresentava em sala de aula.
O problema:
uma menininha (de 4 anos) estava vindo para a escola de unhas pintadas, blush, batonzinho, sem uniforme, de
saltinhos e com roupinhas insinuantes. “As outras meninas têm ela como referência,
os meninos disputam a tapas a cadeirinha ao seu lado, os namoricos estão
instalados na turma, e algumas mães já reclamaram”, relatou-me a professora.
A
expulsão não foi uma atitude de impulso. Antes, fui até a sala de aula observar
a turma. E, realmente, a menina era o centro das atenções! Estava ditando moda!
Percebi nos modelinhos (das demais) a tentativa de copiar a “ídolo da
Pré-escola”! Admito que fiquei surpresa, nunca imaginei que as crianças da vila/escola
tivessem condições para tanto requifife, e nem que o mercado oferecia tantas opções de
tamanquinhos. Senti-me “meiovisora”! (não mais SUPER)
De
outro modo, e relevante ao caso, verifiquei que, nas paredes, uma gravura
também se destacava entre as produções infantis. Era de uma boneca loira! Corpo
esbelto! Olhos azuis! Lábios carnudos! Batom rosa! Sombra verde! Trajava um
vestido volumoso! Furta cor! Cintilante! Uma Barbie, das legítimas! Depois de
uma análise mais detalhada, posso até dizer que a dita esbanjava um “olhar 43,
aquele assim, meio de lado [...] Louco por você!”.
Binguinho!
Eurekinha!
Senti-me SUPRAvisora!
A solução:
Na
conversa de devolutiva, da observação feita na turma, sugeri à professora que a
gravura fosse expulsa/retirada do
cenário da Educação Infantil. (!) Argumentei da incoerência entre desejar um
ambiente com atitudes infantis saudáveis e “enfeitá-lo” com um ícone
da “purpurinagem”! Da erotização precoce!
Do reboladinho!
A
princípio, a colega concordou com o teor do retorno pedagógico, mas, percebi
que seu rímel escorreu, borrando-lhe (inclusive) o rosto até a altura do blush. Culpei-me, por aquele mal estar
docente, talvez a gravura tivesse custado caro, e eu ido direto demais ao ponto
(sei lá!), exagerado nas exclamações. Senti-me “minivisora”!
Apesar
de aquela divergência de opinião ter “estremecido” certezas, dado “curvas” às
exclamações (???), vi, no mesmo dia da orientação, depois da saída das
crianças, a gravura sendo retirada...
Ave!
Senti-me “inflavisora”!
Se
bem que houve certa lentidão no ato, e posso até dizer que percebi nela (na
colega) um “olhar 43, aquele assim, meio de lado, já saindo, indo embora, louco
por você!”. Enfim, foi uma sessão nostalgia (frente à gravura) que somente
terminou quando um rapaz loiríssimo, num carro conversível, chegou à escola. Veio buscar a professora!(?)
Quem
seria? Ken?
Senti-me
“FUXIvisora”!
Lero-lero: Na sequência (do uso das "palavrinhas mágicas" para o ensino) trabalharemos 7 fábulas chinesas que tratam tanto das qualidades quanto das dificuldades da função de supervisionar e orientar professores/estudantes. Os textos foram selecionados do livro: 50 fábulas da China Fabulosa, org./ trad.: Sérgio Capparelli e Márcia Schmaltz. Muito bom!
Compartilho a entrevista abaixo, capturada na Rede. Bem interessante! Abraços!
Lero-lero: Na sequência (do uso das "palavrinhas mágicas" para o ensino) trabalharemos 7 fábulas chinesas que tratam tanto das qualidades quanto das dificuldades da função de supervisionar e orientar professores/estudantes. Os textos foram selecionados do livro: 50 fábulas da China Fabulosa, org./ trad.: Sérgio Capparelli e Márcia Schmaltz. Muito bom!
Compartilho a entrevista abaixo, capturada na Rede. Bem interessante! Abraços!

































