domingo, 27 de novembro de 2011

Projetos e relatos de experiências, nas areias de Cidreira!

Nessa sexta-feria participei do último dia de encontros da Semana Acadêmica de Pedagogia, na UERGS/ Cidreira. Foi muito bom ver os jovens da Biologia Marinha relatando suas experiências dentro de escolas. Experiências que, conforme os projetos apresentados, buscam harmonizar as relações entre os moradores costeiros e o meio ambiente. Os estudantes demonstraram afinidade com mecanismos de pesquisa, além de a vontade de transformação social. Seus projetos propõem ações pontuais para mudanças pequenas (em situações  que passam desapercebidas) mas que (como argumentaram)  a médio e longo prazo podem trazer benefícios às populações. Achei interessante esse ponto, pois, sempre ouço falar no imediatismo da Geração Y . (os Ys beira-mar fogem ao padrão?)
Na mesma noite, o relato de uma alfabetizadora do Centro de Apoio Educativo (CAE- Cidreira) foi algo emocionante. Uma fala cheia de saberes, aprendidos (como ela disse) ao longo de vinte anos na docência e nos "retornos à universidade" (graduada em Pedagogia e Pós- Graduada em Educação Especial e Orientação Escolar). Como trabalho há algum tempo com a formação de professores e frequentemente ouço que "do que aprendi na universidade pouco utilizo no dia a dia", a fala dessa professora foi animadora, confortante. Ela alfabetiza portadores de necessidades especiais, isso: ALFABETIZA! 
Do tipo que "mata a cobra e mostra o pau" em meio a uma doçura que só o domínio do que falava poderia ter dado, ela relatou e demonstrou com as escritas das crianças, jovens e adultos como o processo acontece. Enfatizou que só consegue alfabetizar em vista de (poder) realizar um trabalho quase individualizado, que inicia  a partir da história de vida de cada estudante: "não culpo os professores das escolas convencionais por não conseguirem sucesso com os alunos, eu tenho certeza que em salas superlotadas e sem apoio específico eu também não conseguiria". 
Ela apresentou poesias feitas por uma aluna que tem Síndrome de Down, textos, produções artísticas, muitas fotos de passeios (dos quais frisou a importância), enfim, registros do qual tem orgulho. ("o corpo fala")
De tudo que ela contou, o que mais gostei foi o fato dela ter mencionado que "nem todos são capazes de trabalhar pedagogicamente com essa clientela, para isso é preciso ignorar as babas, os sonos causados   por medicamentos contínuos, e  garantir a identidade real aos estudantes (adolescentes e adultos)  sem subestimá-los, infantizá-los. É preciso vê-los apenas como seres humanos com alguma dificuldade   específica, mas que são capazes de aprender". E continuou: "se eu não acreditasse que eles aprendem, eles não teriam aprendido!". 
Sem dúvida, uma docente com um DNA formidável! Fiquei com vontade de colocá-la num tubo de ensaio e... Glup: socializá-la! 
Palmas, muitas palmas, foi lindo!
Beijos e boa semana!
( Erros de escrita? Durante a semana eu revejo, hoje estou muito cannnnnnnsada...)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Natal na escola? Como estudá-lo?

"Marias", é preciso lembrar que o Natal (evento religioso)  foi popularizado aos "quatros cantos" pela mídia, visando, principalmente, o comércio.  Além disso, não é comemorado em todos os lares e nem mesmo aceito por todas as religiões. Desse modo, como nas salas de aulas recebemos crianças  de várias crenças,  impor a todos um evento (e vários dias de estudos) como se fosse unânime, torna-se questionável. 
Um projeto natalino na escola pode até ser proposto desde que as crianças estejam interessadas em estudar a data.
(O que é o Natal? Quais os símbolos? Quem comemora? Quais as festas natalinas típicas no Brasil?)

Lero-lero:
Eu não faria projeto dessa data- no máximo algumas atividades independentes... (1)
Além disso, lembrem-se: nem todas as crianças precisam fazer adereços natalinos (que seja opcional)
Sugiro que (em nome da criatividade) abandonem aquelas carinhas de Papai Noel onde cabe às crianças apenas pintar dentro do espaço e colar algodãozinho (a criatividade precisa de papel, tesoura, tinta, cola colorida... Precisa romper linhas...)
E (em nome da alteridade) proponham às crianças que pensem no Papai Noel possível, que pode vir de bicicleta, de carrocinha de lixo, de "havaianas", etc. Já pensaram na cara do "bom velhinho" diante das listinhas midiaticamente construídas?
Cliquem no título e acessem a Wikipédia: informações sobre "a verdadeira" história do Natal que conhecemos, interessante (para nós) docentes! 

Beijos! Vou enfeitar o pinheirinho!

sábado, 19 de novembro de 2011

Cidreira: docência na companhia do mar...

Ontem, comecei a trabalhar em Cidreira- RS. Curso de Pedagogia. Adorei a turma, os novos colegas, e a companhia do mar... Pela janela da Universidade, o que se vê?
O mar... Lindo, gigantesco, inspirador...
(fotografado em 18/11- Profº. Vinicius Martins) 
Ainda bem que assistimos  a um filme logo no início da aula, assim, as persianas foram fechadas. Pois, caso contrário, eu teria passado aos estudantes uma imagem de professora distraída... "Daquele tipo" que, basta entrar uma gaivotinha pela janela  e já perde o foco... Quer ir atrás do bicho, saber por que entrou? Onde mora? De que se alimenta? Etc,etc,etc... Projetar...
Beijos!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Projeto: Consciência Negra

Justificativa: Somos uma nação "afrodescendente", entretanto, ainda engatinhamos no quesito do reconhecimento dessa gênese. Assim, carecemos de práticas efetivas em sala de aula que promovam reflexões e comportamentos em defesa da humanidade global.
  
                                         "A escola legitima discursos: que sejam em prol da empatia". (SCHEFER)

Objetivos: Possibilitar debates e ações educativas que estremeçam quaisquer ideias de superioridade racial e  ao mesmo tempo  resultem  na valorização da raça negra enquanto determinante para a sociedade Verde e Amarela.

Etapas prováveis: 
                Conversas informais com: historiador ou voluntário ( membro de movimentos) sobre a formação do Brasil e a tríade: índios- brancos- negros.
                       Conhecer e refletir sobre a história de Zumbi dos Palmares. 
                       Oficinas de capoeira.
                      Compreensão do objetivo da criação da data comemorativa (20 nov.) da consciência negra.
                     Conversas informais: explanação das cotas para afrodescendentes nos mais diversos setores nacionais: acesso à Educação Superior, cargos públicos, etc.
                     Estudos sobre a influência da cultura africana nos costumes nacionais.
                Confecção de mural das personalidades negras que dignificam a raça nos mais diversos campos: Esporte, Mídia, Artes, Política...
                       Sarau de histórias com personagens negros (reflexões sobre os papéis).
                       
Conclusão: Mostra pedagógica  para a socialização dos conhecimentos na comunidade.

Obs: Seguem duas obras que podem ajudar, fora as tradicionais: Menina bonita... O menino marrom... Negrinho do Pastoreio... A bonequinha... ( ?????????????)


Lero-lero: Cliquem no título e caiam na Wikipédia, lá constam informações sobres as cotas  disponíveis para os negros em vários links.
O site que segue capturei na rede e pode contribuir, afinal: "quem não gosta de samba bom sujeito não é ou é ruim da cabeça ou doente do pé... (Dorival Caymmi)
http://www.ciranda.net/brasil/ciranda-afro/article/africa-berco-do-samba-i
Ah, a tecitura desse projeto de estudos iniciou lá (na escola da Esperança) por iniciativa das professoras "clap,clap".

Beijos! Boas aulas!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Até logo, escola Esperança!

Nos últimos quatro meses estive imersa na escola Esperança- Montenegro-RS.  Encontrei umas gentes tão finas por lá que a partida está sendo dolorosa. Gentes como a presidenta da associação comunitária: Maria do Carmo, a do CPM: Berenice, a  mãe de aluno: Nica e... Gentes como as professoras e as assistentes, graduadas em EDUCACHÃO, coisa rara! Gentes que  fazem daquele lugar o seu grande objetivo: a dobradinha LU e JAJA (da direção) e a maravilhosa equipe da cozinha. Gentes como (aquelas) crianças... Não outras...
Hoje fui dar aquele "tchauzinho" e dizer para as gentes da ESPERANÇA o quanto significaram para mim e foi "punk"!
 "A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..."  (Exupéry)
Beijos, gentes queridas!


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Para crianças que não gostam de ler...

Como já falei por aqui estamos desenvolvendo na escola um projeto coletivo sobre animais. Entre as socializações legais que ocorreram nos últimos dias destaco o vídeo abaixo. O material foi compartilhado na hora semanal do conto pela professora Isabel do 1º ano.
 Muito legal! Um desafio "animal" para a garotada que não gosta de ler... Espero que gostem, beijos!