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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Facebook para professoras brincantes!

Professoras fazem amigas nos locais de trabalho. Relações que,  muitas vezes, estendem-se para fora das escolas. Atualmente, além de contatos presenciais, os virtuais, nas redes sociais, garantem os papos e as trocas de ideias entre docentes. Há algum tempo,  venho selecionando na rede: Facebook, "pérolas pedagógicas" compartilhadas por docentes: pensamentos, dicas de livros, textos, e atividades.
Segue, então,  um "naco de coisas boas" que já coligi e que são específicas para a criançada.  Afinal, o ano está terminando e  as "vozes" da escola  começam a cansar a gurizada... 
Deixemos, assim, que os brinquedos (salvadores precisos da alegria)  possibilitem dias melhores!
 Bj.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Canção de ninar indígena: um som encantador!

As canções de ninar são o primeiro contato dos homens com a literatura. Um modo ímpar de aproximação do conhecimento. Quem são os indígenas? O que produzem além daquilo que habituamos a ouvir "papagaiadamente" sobre eles? Sem dúvida, um bom projeto para o mês de abril.
 
 Bom projeto, bons estudos! Bjos, MD.

terça-feira, 27 de março de 2012

Em Panambi... "tradução cultural", adorei!

Lero-lero: Em virtude da formatura de minha filha (na última sexta-feira) em São Borja, dei uma paradinha em Panambi (OBÁ!). Lá descobri uma pérola: Michel Teló no mais "puro" Riograndenser Hunsrückisch. Eu, que não gosto do contemporâneo ritmo "sertanejo universitário", preciso admitir que na versão que segue a música mais pop do momento me "pegou". Mexeu com minha memória afetiva... Graças ao cunhado, voltei de lá com a danada na cabeça... As crianças adoraram!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sarau de contos populares em Estância Velha!



Lero- lero: Na última sexta-feira, estive em Estância Velha para a finalização de uma disciplina da Educinter, fizemos um sarau em que as professoras contaram...Lindamente!

Contos árabes, africanos, judaicos e indígenas fizeram parte do cardápio literário. Entre as narrativas, o conto que segue: 

Por que a Galinha d’Angola tem pintas brancas?

Os mais antigos contam que esta história aconteceu durante uma das piores secas ocorridas nas savanas ao Sul da África.
O sol, inclemente, castigava todos os seres vivos: plantas e animais.
Logo os rios e lagos secaram, aumentando o sofrimento. O calor abria fendas no solo e levantava uma espessa poeira que borrava de cinza o céu borrado de azul.
Os habitantes dos vilarejos, desnorteados, fugiram para as montanhas, rogando por chuvas, mas não havia prece que desse jeito na calamidade.
Um dia, porém, uma mancha escura despontou no horizonte. Todos ficaram excitados. Sinal de que as chuvas estavam se aproximando.
Só que um elefante, desengonçado, atrapalhou tudo. Afugentando a nuvem.
A galinha-d'angola que, naquela época, além de uma crista avermelhada no alto da cabeça, tinha as penas inteiramente pretas, não se conteve. Indignada com a atitude do paquiderme, correu horas e horas atrás da nuvem, suplicando para que ela retornasse, sem se importar com os espinhos que iam rasgando-lhe as pernas desnudas.
- Por favor, Senhora, volte. Por favor, Senhora, volte – repetia sem cessar, enquanto o sangue escorria por suas feridas.
A Dona das Águas, finalmente, parou e disse:
- Por causa de sua perseverança, da sua dor e da sua preocupação com o destino de todas as outras criaturas, eu regressarei. Graças aos meus poderes, interromperei a seca.
- Obrigada - agradeceu a ofegante corredora.
- E, como você se dirigiu a mim de um modo tão respeitoso, receberá de presente o brilho das gotas da chuva, que cairão sobre o seu corpo. Assim, será uma das aves mais bonitas da terra.
Não demorou muito para desabar um temporal, em meio a raios e trovões. A galinha d'angola, toda molhada, ganhou como ornamento os pingos que foram resvalando em suas penas, transformando,a, como fora prometido, em uma das aves mais lindas de toda a África.
Devido à canseira da galinha-d'angola, suas descendentes ciscam por vários cantos do planeta, agitando a penugem de cor negra, como a pele da maioria dos povos de seu extenso continente. Enquanto exibem as penas salpicadas de pintas brancas} as galinhas-d'angola cacarejam como se estivessem expressando, até hoje, o esforço empreendido por sua ancestral:
_ To fraca, to fraca, to fraca, to fraca!

Disponível na obra: Outros Contos Africanos para Crianças Brasileiras. Paulinas: 2006.
Coligido por: Rogério Andrade Barbosa.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sobre brinquedos: Walter Benjamim

Lero-lero: Algumas colegas de docência solicitaram (em Estância) um texto sobre o brinquedo. Por isso, esta postagem.
Bem, falar de brinquedo para mim é quase  impossível sem mencionar as contribuições de Walter Benjamim. No artigo que segue, a escritora tece considerações valiosíssimas acerca de algumas das contribuições de Benjamim. Espero que gostem!

http://www.scielo.br/pdf/psoc/v15n2/a06v15n2.pdf
Algumas informações sobre Walter Benjamim:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Benjamin

Bjos! MD.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Voltando de Estância! Contando!

Hoje, lecionei em Estância Velha. Aliás, contei histórias. O tradicional conto da Chapeuzinho Vermelho, em várias versões e  estratégias, foi esmiuçado: a partir dos estudos da psicanálise e de mecanismos de tradução cultural (adaptação do contos em cada cultura). Tudo em meio à defesa argumentativa pela recuperação da prática da oralidade narrativa por parte do professor (de classe). Enfim, pela defesa das professoras Sherazade, e das rodas literárias na rotina diária (da  educação infantil até o final do Ensino Fundamental). Conversamos muito sobre a "tendência das horas do conto" nas escolas, que retiram (muitas vezes) do professor a possibilidade de fala recreativa, que é de suma importância para a criação de vínculos. Quando o professor abre mão da fala narrativa, abre mão de um grande momento de mediação pedagógica. Falamos também da importância do perfil lúdico e comunicativo  para o "bibliotecário" escolar. Também trabalhamos com parlendas (aqueles pequenos versos com rimas), trava-línguas (aqueles versinhos que exigem que algumas sílabas sejam repetidas constantemente) e do potencial didático que esses textos possuem para o trabalho com  memorização desde a Educação Infantil, bem como, de estratégias para memorizar na infância: caixa de objetos relativos às parlendas, movimentos, sons, etc.
Seguem alguns dos textos trabalhados! Beijos e boa semana, 5 histórias e uma parlenda...
QUANDO OS TAM-TANS FAZEM TUM-TUM                                           

Lalá, Lelé e Lili e suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili e suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali e suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali e suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá cantavam em coro
LÁLÁLÁLÉLÉLÉLILILI.


Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fosse lá.









sábado, 7 de janeiro de 2012

Locais de consumo: as grandes "cavernas da atualidade":

José Saramago reflete na obra, A caverna(2000), sobre as cavernas contemporâneas. Os grandes centros de compras são, de acordo com ele, os espaços "acorrentadores" da população atual, que está alienada pelo consumismo, e viciada em "atos de compra". Sobre a selvageria do consumo, o vídeo abaixo é bem oportuno. Inspiração para projetos de estudos nas escolas (que atende aos PCNs). Abraços e boa semana!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Para quem não sabe como se "dança" a Chula!


Lero-lero: Hoje é feriado aqui no estado e os cavalos lustrados percorrem as avenidas: Dia do gaúcho. Na escola tivemos momento festivo: apresentações de danças e canções nativistas... e muitas cuias nas mãos.

sábado, 13 de agosto de 2011

Projeto "Folclore"... Obá!

Lero-lero: Agosto, mês do desgosto? Depende... Pode é ser o mês da diversão nas escolas... Mês do Saci, do Caipora, do Negrinho do Pastoreio, da Iara, do Boitatá... Das cantorias...
 Segue um projeto que estamos desenvolvendo na escola e "de quebra" algumas sugestões de textos populares e vídeos capturados na Rede ... 
"Sem Sacis nas garrafas, as Artes também ficam livres"...
Beijos e ótima semana!

Projeto coletivo: FOLCLORE

Tema: Nossos contos, cantos, danças, hábitos culinários, enfim: as coisas que nos reconhecem como brasileiros e como gaúchos. (ou mineiros, baianos...)
Período: (a definir)

Justificativa:
Possuímos no Brasil, no Rio Grande do Sul, uma infinidade de artefatos culturais que podem subsidiar um trabalho efetivo no campo das Artes. Área que a escola, em pleno processo de reconstrução física, precisou limitar dentro de  recuperar as atividades de expressão e movimento corporal. A extensão do projeto a todos os níveis de ensino também será uma boa oportunidade para reafirmar a coletividade da comunidade escolar.
Objetivo geral:
                Difundir a cultura popular valorizando os costumes e as produções artísticas de pessoas comuns e integrando toda a comunidade escolar.
Objetivos específicos:
a)Conhecer um pouco do acervo de:
- canções, trava-línguas, ditos populares, contos, parlendas, brincadeiras de roda, danças, festas tipicamente nacionais.
b) Exercitar a acuidade auditiva através da audição diária de contos e de lendas populares.
c) Desenvolver o sendo rítmico e a desenvoltura através da entoação de canções folclóricas e de danças populares gauchescas.
d) Praticar a memorização e a capacidade de expressão  oral através de parlendas.
e)Aprimorar a capacidade de organização e produção de trabalhos manuais com desafios planos e tridimensionais (sucata).
Etapas Prováveis:
-Assaltos culturais do folclore ( crianças preparam parlendas ou canções ou danças para apresentarem de surpresa em outras turmas).
- Contação semanal de lendas e contos populares.
- Oficinas de danças gauchescas
- Criação do grupo de canções folclóricas da comunidade escolar.
 Atividades avaliativas:
-Mostra pedagógica para a apreciação das produções desenvolvidas durante o projeto.
- Apresentação do coral.


Sugestão de parlenda e trava-línguas: 
Tem uma moça chata
  Com um tacho chato na cabeça.
   Moça chata, esse tacho chato é seu?

 Se a liga me ligasse
 Eu ligava a liga.
 Mas, como a liga não me liga,
 Eu não ligo a liga.

 Eu fui por um caminho
 Eu também
 Encontrei um passarinho
 Eu também
 Encontrei um dedo mindinho
 Eu também
 Seu-vizinho
 Eu também
 Pai de todos,
 Eu também
 Pai de todos
 Eu também.
 Fura-bolos,
 Eu também
 Cata-piolhos.
 Eu também...

Rei
Capitão
Soldado
Ladrão
Menino
Menina
Macaco 
Simão





segunda-feira, 11 de julho de 2011

A inteligência dos "homens ordinários" do passado...

Conversa de matuto

Zé Fulô:

Meu amigo João Moiriço
Eu agora fiquei certo
Que nóis já tamo bem perto
De saí do sacrifiço
Eu ontem ouvi um cômiço
De um doto que é candidato,
Home sero e muito isato
E ele garantiu que agora
Vai havê grande miora
Para o pessoá do mato (...)
Aqueie é home do bem
Quando desceu do palanco
Falou com preto, com branco
Com rico e pobre também;
Ali não ficou ninguém
Pra ele não abraçá,
Veve sempre a conversá,
É alegre e satisfeito,
Num home daquele jeito
Faz gosto a gente votá.


João Moiriço:

Zé Fulo, não seja bruto
Seja mais inteligente,
Repare que aquela gente
Não faz conta de matuto.
Não dou crença e nem escuto
Promessas desses doto,
Pra não passa o que passou
Sendo inganado e inludido,
O meu pobre pai querido
E o finado meu avô.
Tome esta boa lição,
Dêxe logo esta veneta,
Seja sero, não se meta
Com fuxico de inleição
Este doto sabidão
Que agora lhe apareceu
E tudo lhe prometeu,
Depois da vitória pronta,
Fica fazendo de conta
Que nunca lhe conheceu.
                                                  
Fonte: Cante lá, que eu canto cá. Patativa de Assaré. Vozes: 1978.
Lero-lero: Quando a oralidade foi "raptada" dos homens comuns em nome da "magnitude da escrita" ocorreu o enfraquecimento do potencial tático de muitas comunidades. Os "Patativas" calaram, perdeu-se a prática popular de comunicar valores em prol do bem social. Que tal um projeto sobre esse cantador? Ou sobre outros "proseadores" ?

sábado, 25 de junho de 2011

Um projeto sobre comidas e bebidas quentes... O inverno está aí, gente!

Quais os locais mais frios do mundo?
E do Brasil?
E do Rio Grande do Sul?
O que faz um local ser mais ou menos frio?
O que muda em casa quando o inverno chega?
E na paisagem?
Quais são as diversões possíveis no inverno?
E os esportes?
Quais os acidentes domésticos mais comuns no inverno?

Atividades sugeridas:
Histórias de arrepiar ou esquentar...
A pequena vendedora de fósforos
http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=23
A formiguinha e a neve
http://contandoradehistorias.blogspot.com/2008/09/texto-formiguinha-e-neve.
A sopa de pedra
http://eraumavez.kazulo.pt/6017/a-sopa-de-pedra.htm

Que tal organizar um Brechó do frio para a venda, na escola, de roupas de inverno arrecadas na comunidade? Tudo com preços bem baratinhos... As crianças comercializam, prestam contas, matematizam... Avaliam...
Nesse evento poderá ser servido o tradicional e gauchesco Puchero: sopão que esquenta até a alma dos viventes... Ou ainda, o brechó pode  ser  feito durante uma mateada.
Oficinas de culinária são apropriadas ao inverno e as crianças adoram!
Algumas receitas:
Receita do Puchero ( fornecida por uma grande pessoa- Giovana, que foi 1ª Prenda do CTG  Tropeiro Velho de Panambi- RS em 1983).
Ingredientes:
carne de músculo com ossos
mandioca picada
moranga picada
milho verde fresco cortado
tomate em cubos
couve-flor
repolho em tiras
tempero verde
Modo de fazer: Inicie o sopão com os legumes que necessitam de maior tempo de cozimento, a carne e os temperos. Carne em grande quantidade. Acrescente aos  poucos os demais legumes e deixe cozinhar. Ao final,  pode ser adicionado um pouco de farinha de mandioca para que o caldo fique mais grosso.

Bolo de milho do 1: ( receita fornecida por uma ex-colega de trabalho de Caxias- a Anna,  "tudo é um", dizia ela)
Ingredientes:
1 copo de farinha de milho
1 copo de farinha de trigo
1 ovo
1 copo de água
1 copo de açúcar
1 colher de fermento para bolo
1 xícara de cafezinho de margarina
1 xícara de chá de coco ralado
Modo de fazer: Bata os sete primeiros ingredientes no liquidificador e depois numa bacia misture o coco e leve ao forno.
"Transdisciplinando"...
Bonecas de papel:
A história das bonecas e algumas possibilidades para brincar na escola.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Boneca_de_papel
Que tal criarem novas bonecas (os)  e vestimentas para o frio?
E viagens imaginárias para outros países em que as temperaturas são muito "piores" que as nossas?
Lero-lero: O frio não pode ser motivo para a "parada dos movimentos", para deixarmos as tintas de lado, para nos "encorujarmos" dentro das salas, até porque aqui no Estado do Rio Grande do Sul são três meses de baixas temperaturas e esse tempo não pode ser subestimado em termos de práticas escolares. Portanto, Marias, mãos a obras! Aqueçam-se com canções e momentos de "descongelamento": "ponham os cavalos para trotear...".
Beijos! Troteando... correndo, até!

domingo, 12 de junho de 2011

Projeto de festas juninas, pode? Mas é claro que PODE, sem demora...

(Obra de Volpi- o artista das bandeirinhas- foto disponível na rede)
Uma das festas mais representativas da cultura nacional é a festa "Joanina", que conhecemos como festa junina. Como tudo começou?
Do começo do que chamamos (por enquanto) de colonização nacional: com a chegada da corte portuguesa. Trata-se de uma festa híbrida instituída por meio de trocas simbólicas. As quadrilhas (oiê a cobra!) são a adaptação cultural das danças da corte. Que, por sua vez, foi aprendida com os franceses (quadrille- dança dos 4 pares). E  os exageros na maquiagem  são o mais próximo possível daquilo que o povo conseguia imitar da realeza. (que provavelmente deu origem ao termo caipira - que era como eles consideravam os plebeus). A entrada da pipoca foi feita pelas mãos africanas. O quentão possivelmente foi introduzido pelos imigrantes italianos. Os foguetes no início serviam, segundo a tradição católica, para acordar São João... E os balões, ah... os balões (hoje proibidos) serviam para noticiar a chegada da festa.
Outras informações:
Portanto, essa é uma festa que pode e deve ser preservada nas escolas e fora dela. É uma festa de famílias, de brincadeiras coletivas e "do casamento caipira" às pescarias tudo prima pela felicidade.
Já pensaram no quão respeitadora das crianças é a pescaria? Todos ganham algo!
A lógica:
 Uma bacia, um pouco de areia, uns peixinhos de cartolina numerados e as varinhas com gancho... = Um mar, muitos peixes, um tesouro a ser visgado por um forte pescador..." ( E não é isso, sõ?)
Então Maria, enfeite a sala com bandeirinhas, faça um 'Canto temático de São João', ensine danças como: O pezinho, Cana verde, Carimbó, Um passinho lá, enfim, tudo vai virar alegria!
Não esqueça que orientais também contribuiram com a nossa festa junina através das lanterninhas... Aprenda a fazê-las no site abaixo:

Outra possibilidade de estudos, neste mês, é o da vida e obra de Volpi 'o artista das bandeirinhas'. Um imigrante que retratou as festas de Mogi das Cruzes (SP) como ninguém. Releituras de suas obras com as crianças ficam uma beleza. (experiência)
Clique no título e saiba mais sobre esse 'nacionalizado' que amou ter estado na "Terra verde amarela".
Lero-lero: Ontem trabalhei o dia todo em VERANÓPOLIS (RS) pela Educinter. Fui lá contar histórias... Voltei sem voz...
Adorei a cidade: linda, linda, linda! O hotel (Princesa) tem um café da manhã que dá vontade de "colar na cadeira". A igreja da praça é de uma arquitetura magnífica! Como católica e superticiosa sempre visito as igrejas das cidades novas onde vou... O primeiro pedido dentro de uma nova igreja tem uma força incomum! Assim aprendi e assim socializo!
Bem, as alunas de lá são algo! Como tem gente boa na educação! E principalmente nas pequenas cidades... "Acho que elas têm mais tempo para (re) pensarem suas práticas..." 
Beijos!
(Algum erro de escrita revisarei amanhã... depois, depois...)

sábado, 11 de junho de 2011

Dia dos namorados? Um conto e um pensamento para as Marias...

Um dos mecanismos de avaliação que tenho adotado com as alunas do curso de Pós- Graduação em Educação Infantil, na disciplina de literatura infanto-juvenil, é  o de apresentação de um conto (sem recursos materiais- só com o corpo e a voz) durante um Sarau de finalização. A única exigência que faço é que as professoras exercitem os 'gogós' (conforme o trabalhado em aula) e que escolham um conto que lhes seja inédito. Desde que, primeiro, elas se encantem para depois (tentarem) encantar... Podendo ser (para esse momento) um conto árabe, indígena, africano. Nada dos costumeiros contos de fadas.
Tenho ficado surpresa com a diversidade de narrativas que as professoras trazem e a beleza dos contos 'desconhecidos'.
Como amanhã é o dia dos namorados (e professora também ama) selecionei o conto (abaixo) que foi contado, no último sábado, por uma professora no Sarau de Bento Gonçalves. Achei a narrativa linda e BEM apropriada... Segue também um pensamento... 

Lenda indígena
Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo.
- Nós nos amamos... E vamos nos casar - disse o jovem, e nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã...Alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos...Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada... Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte... E trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.
E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro – deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco. O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... E viu eram verdadeiramente formosos exemplares...
- E agora o que faremos? - perguntou o jovem – as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue?
Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.
- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... Quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... A águia e o falcão tentaram voar, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno.
Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.
E o velho disse: Jamais esqueçam o que estão vendo... Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro...
Se quiserem que o amor entre vocês perdure..."Voem juntos... mas jamais amarrados".
(...)

"Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!"
                                              (Pablo Neruda)

Lero-lero: Clique no título e caia direto na fonte da lenda acima. Sentirei saudades das contadoras de Bento Gonçalves "Capital brasileira do vinho". Bem como, do chimarrão tomado às escondidas. 
Ah, Marias! beijem muito hoje...Quem não tem namorado (e está em busca)  não esqueça: segunda-feira é Dia de Santo Antônio. Dia de fazer simpatias casamenteiras. Ir na igreja buscar pãozinho bento, etc.
Se funciona?
Sim, funciona!
Posso provar  e com testemunhas! "La, la,ra, lá".
Não posso é divulgar o nome dos outros sujeitos que escrevi nas dobras do papel antes de soltar na bacia.  Só não queiram transformar sapos em príncipes! Isso sim! Só funciona na literatura...

sábado, 21 de maio de 2011

Eu e minha "Bonequinha Preta" voltando de Bento!

Pois é, eu saí da Serra mas a Serra não sai de mim! E que bom!
Hoje passei o dia trabalhando com professores num curso de Pós-Graduação em Bento Gonçalves. Fizemos um estudo sobre a coleta e transcrição dos contos populares na perspectiva dos Estudos Culturais. Desse modo, discutimos os processos de tradução cultural das narrativas, os aceites nas trocas simbólicas e o fenômeno do hibridismo.
Na questão dos "aceites" duas situações foram consideradas definitivas para as trocas: o grau de autoridade social de quem participou do processo de "importação", e as possibilidades de adaptação e acomodação de um dado objeto no novo território.
Assim, refletimos que só a importação de um bem simbólico não garante sua permanência. O que garante que um conto sobreviva são os dilemas comuns que possam representar, e a receptividade no novo meio. Doutro modo, a não aceitação de um conto significa a não aceitação dos valores que ele carrega.
As questões de raça e gênero marcaram as discussões pois, na literatura, a presença dos negros (por muito)foi marcada por papéis ou de escravos ou serviçais (com menor ou maior violência dependendo o momento). Já a presença das mulheres também pode ser vista nas repetências: ora fadas mas quase sempre bruxas...(KKKK) Boazinhas e submissas ou verruguentas e falsas...
Como ponto de partida para as reflexões sobre gênero utilizamos um texto da Prof.  Cecil Zinani. Clique no título dessa postagem e acesse o material. (Divino!)
Como marco da literatura infanto-juvenil (que rompeu com o estereótipo do racismo) temos no Brasil a obra A bonequinha Preta (1938), da pedagoga, escritora e jornalista: Alaíde Lisboa de Oliveira. Nessa narrativa, a personagem principal é negra e é cuidada pela menina branca. A bonequinha preta tem sentimentos e não é repreendida por desobedecer...
Segue um vídeo para quem não conhece a história, bem como algumas coisinhas de meu "coisário" docente:



                                                 (1ª capa da obra: 1938)
                                         Capa atual: 4ª edição (2004)

Bonequinha que criei para contar essa história ( já postei aqui em outra ocasião).
Beijos! Volto só quinta, depois da sopa!
Obs: Não pretendo revisar essa postagem... Ando sem tempo! Portanto, erros de escrita corrijam na virtualidade! Deixem comentários. Grata.( Ah, adorei minhas alunas.)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bullying? Depende...

Bullying, olá! Bye!
No Brasil, o termo bullying vem sendo utilizado exaustivamente nas
mais diversas e inusitadas situações. Objetivamente, já é culpado por
quase tudo! Personalizado. A última blasfêmia com bullying nacional
(de repercussão grandiosa) foi a de um político que diz tê-lo sofrido
por parte de um jornalista. O agressor, de gravador apontado,
questionou a vítima sobre valores salariais provindos de acúmulos de
benefícios. O agredido, depois de um "ataque de fúria", que terminou
com o confisco da "arma", denunciou o bullying sofrido em plenário. E
alertou outras possíveis vítimas para o comportamento indevido da
imprensa. Esse "fenômeno" pode ter deturpado (de vez) o enunciado,
relegando-o ao campo do humor.
Uma piada! É o que o termo bullying, em verde e amarelo, está
parecendo. Vale esclarecer que, se fosse praticado com rigor
etimológico, que de acordo com a Wikipédia (29 de abr. 2011) é usado
para: "descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais
e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, "tiranete"
ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou
agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se
defender", caberia, no caso citado, que o "valentão do repórter"
tivesse repetidamente dito ao político: "Embolsando dinheiro do povo,
embolsando dinheiro do povo, embolsando...". Blá, blá, blá. E que em
resposta a essa humilhação, o "bullyinado" tivesse desenvolvido desprezo
pelo dinheiro público; autoprejudicando-se, pondo em risco suas
finanças, na adoção de um comportamento político-patológico sem
remuneração, totalmente voluntário! Piorado na exclusão pelo pares! No
isolamento! Digno de pena! Não foi o caso!
Hoje, ouvindo uma notícia no rádio, chamou-me a atenção uma manchete:
Bullying "empurra" jovens para a cirurgia de estômago. Ora essa!
Agora todos os descaminhos levam ao bullying?
Se jovens brasileiros estão chegando à adolescência empanturrados de
guloseimas e embutidos; se a sociedade, a mídia "esmagaram" outra
possibilidade de existência humana que não a do corpo sarado; se
jovens atuais não foram criados para suportar a inerente condição da
imperfeição humana, será simplificando tudo no uso do termo bullying,
que esses e tantos outros problemões distintos serão solucionados?
Está evidente que a tradução cultural do termo bullying foi feita de
forma incorreta por aqui, deturpou-se um bem (mal) simbólico alheio.
É preciso devolvê-lo (o quanto antes) e pedir desculpas pela demora,
pelo mau uso. Assim, talvez, os nomes certos das coisas voltem a ser
pronunciados. Volta para casa, bullying! Bye!
       (Maria Cristina Schefer)

(Publicado na Web Artigos:   03/05/2011 )

Lero-lero: Faltam-me "palavras" para emitir opinião sobre o caso do político e do jornalista (isso é amor antigo) . O fato é que bullying não foi. Não de acordo com o estatuto dessa palavra. Bullying nem sempre é a causa de algo, às vezes,  pode ser o resultado de uma situação de desconforto (particular) e então  é imaginário.  No caso da obesidade essa definição é possível. A pessoa está mal com seu peso e "acredita" que o mundo está com "os olhos e os dedos" apontados em sua direção.
Assim, é  preciso um certo cuidado com o uso das "palavrinhas mágicas": elas não resolvem todos os problemas. Ao contrário, desviam o olhar do problema real!

domingo, 1 de maio de 2011

O que dizem as frases sociais? Que tal um projeto sobre os monumentos?

“Grafite é arte corre faz parte”

Isso está escrito na parede de um dos prédios públicos situado no Parque Centenário, em Montenegro, no Rio Grande do Sul. A cidade, localizada à 74 km de Porto Alegre, é conhecida como Cidade das Artes. Mais do que plagiar a prática de coligir e situar frases pichadas, como fez Eduardo Galeano (1991) no Livro dos abraços, o que pretendo aqui é uma reflexão sobre a ação da atual juventude “arteira” que picha. Pichação que é uma prática comum em muitas cidades brasileiras.
Como expresso na frase acima, nesse caso, ao mesmo tempo que os jovens revelam distanciamento popular com o bem público, expressam confundir pichação com grafite. Mas, de modo geral, na atitude de depredar os anarquistas verbalizam o não reconhecimento de pertença de um espaço ou (em outros casos) de um monumento para si e para os seus. E, apesar disso, requerem pichando o direito de uso, demarcando ao estilo “mijo de cachorro”, espaços coletivos.
Assim, diante de rabiscos rebeldes (leia-se): o desejo de existir socialmente!
De outro modo, a “totenização” de espaços públicos carece de reflexões administrativas. Apesar de a era dos coronéis ter passado (VIVA!), muitos cidadãos ainda sonham com seu busto exposto na praça. Na prática pública de nomear ou fixar objetos, repete-se a demarcação do território; particulariza-se o coletivo, similar ao que os pichadores fazem, só que agora avalizada pelo poder : mijo com pedigree!
A imposição (via monumentos – via placas) da presença de uma personalidade, de uma crença, de uma instituição pode provocar estranhamentos. Hoje, mais do que em tempos de outrora (de cabresto)!
Vale lembrar que o que é estranho causa medo e estará sempre sujeito à retaliação popular. Um objeto, para ser público, precisa identificar-se com os costumes locais e ter aceitabilidade social da comunidade.
As escolas têm forte papel no sentido de apresentar às crianças os totens tradicionais da comunidade, a fim de que (de algum modo) elas reconheçam o motivo da presença de algo no cenário onde vivem.
Nesse caso aqui intitulado, a escrita é enorme, a parede alta, o parque tem guardas, o que significa que deu muito trabalho aos “artistas”. Jovens que devem ter lá os seus 16 anos e, como lido, no que tange às “concordâncias”, não estão nada conformes!Contudo, é preciso admitir, apesar de não entenderem de grafite, que da essência da Arte eles entendem e imprimiram-na na parede: Arte se faz em movimento! Pernas pra quem te quer!
                                                                    (Maria Cristina Schefer)

(Publicado na Web Artigos: 30-04-2011)

Lero-lero: Que país é este? Que estado é este? Que cidade é esta? Monumentos podem responder artisticamente a essas questões (problematizações). 
Marias,
Pensem nos monumentos, nas esculturas, que atravessam o cotidiano infantil. Proponha ao grupo um estudo dessas manifestações artísticas. No Rio Grande do Sul temos vários monumentos consagrados. Antônio Caringi (escultor)  foi o responsável pela feitura da estátua do Laçador (inspirada em Paixão Cortês). Também foi o responsável pela estátua do Negrinho do Pastoreio (fixada no parque Getúlio Vargas) em Caxias do Sul (nas proximidades da prefeitura).
Lembrei-me (hehehe) dessa escultura em virtude de que ela volte meia está rodeada de balas e mel.  Um dia levei meu filho ao parque e ele voltou mascando um coisinha... Adivinhem? Expliquei-lhe, então, que as oferendas deviam ficar lá, nunca mais ele pegou.
Para respeitar é preciso compreender.
E que projetos legais poderemos orientar (na escola) a partir de monumentos, de escultores. Quantas possibilidades para releituras e, principalmente, para esclarecimentos  e aproximação das crianças do cenário vivido.
Em 2009 fizemos uma viagem de trem a Bento Gonçalves com as crianças da escola  em que eu trabalhava. Entre as diversas coisas  retratadas pela turma  nos registros, após o passeio, repetidamente, apareceu o leão com asas. Igual ao que haviam visto numa praça. (Local só visitado por acaso, em virtude de que, era próximo do restaurante que encontramos para almoçar).
As crianças observam (além do que desejamos) e isso é o bom, mas é preciso que os professores queiram falar e estudar sobre o que não estava planejado.
Cliquem no título e caiam na Wikipédia e na biografia de Antônio Caringi. Não esqueçam: arames, argila, isopor, espuma, pet, podem resultar em belíssimas obras infantis. Livros de História da Arte podem servir de inspiração.
Beijos!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Feliz Páscoa!

                                ( Cartão de Páscoa feito pelo Klaus- 7 anos- na prancha digital.)

Lero-lero: Diante do coelho do Klaus, lembrei-me de uma palestra sobre as cores nas produções infantis, ministrada por  Ângela Lago (escritora e ilustradora) em 2007 na UCS. Ela disse, mas em outros termos, que "ao contrário do que os excessos de pseudopsicanalistas popularizaram no passado, estudos mostram que a escolha das cores pode estar mais associada ao que impressiona  (num dado objeto a ser representado) do que ao estado emocional do desenhista".
Desse modo, dizer que uma criança é agressiva quando utiliza o vermelho ou calma quando utiliza o verde é  desconsiderar (no simplismo da análise) outras (inúmeras) possibilidades de critérios humanos, conscientes ou não, para a escolha das cores.
Eu tirei a "prova real" da fala da Ângela, pois levei (na tarde de ontem) meu filho ver um coelhinho anão   e ele ficou (visivelmente) encantado com o bicho ou melhor (como mostra o desenho) com os olhos do bicho. E um coelho vermelho "nasceu"!
Parece agressivo?
Bem, se analisado a partir da  "psicanálise de bolso" docente, talvez! 
Já fiz muito isso,  "aprendi" na Escola Normal a fazer isso!
Lamentavelmente, tem gente ensinando "ainda" a fazer isso!
Vivendo e reaprendendo, eis a docência contínua!
Boa Páscoa! Muito chocolate, muitos coelhos e de todas as cores... 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Que tal um projeto sobre a fome no mundo?

O BICHO

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
                                                       (Manuel Bandeira/1886-1968)

Lero-lero: Conforme já "falei" aqui, estou participando de um curso de Educação Fiscal (EAD). Hoje  iniciei o módulo 2. Na abertura do material ("deleitei") encontrei essa poesia. Socializo!
Fiquei pensando... 
Quantos bichos o "Manuel" encontraria se fosse hoje ao lixão?
No Adital notícias (de ontem) tem uma reportagem sobre a realidade dos índios na Venezuela: crianças estão morrendo de desnutrição. No cardápio apenas sobras (dos seus algozes) que catam no lixão.
(Não deixem de ler).
Bjos!

sábado, 9 de abril de 2011

Dia do índio: que tal um projeto que extenda essa data na folhinha?

Encontrei o site  que socializo (cliquem no título) pois achei muito interessante. E pode orientar um projeto escolar sobre os "fundadores do Brasil". O momento é mais do que oportunuo. Temos muitas questões que envolvem à dignidade da comunidade indígena em discussão. Escolas sendo fechadas em aldeias no Norte (contrariando à LDB), a usina sendo construída sem o devido respeito aos acordos ambientais e aos direitos humanos desse povo. (Artigos em Adital notícias)
Mais do que "brincar de índio" caricaturizando com penas e batom o modo de vestir  dos indígenas (que é inspirado na natureza), é preciso trabalhar na escola o direito pleno do índio.
Bom final de semana!

Obs:
Beijinhos para a Carol Damé (6 anos) que ontem me enviou um desenho muito lindo! Não consegui postá-lo (agora) pois nossos computadores são incompatíveis. É que o meu é de estimação: heheheh!  Um dia eu de$apego!


quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que é importante (hoje) para justificar a prática da escrita?

@ cartinha
─ Aprender a escrever para quê?
─ Para uma porção de coisas...
─ Que coisas?
─ Para escrever uma cartinha a sua avó, por exemplo.
─ Cartinha? Como?
─ Você pensa em algo que queira dizer a ela. Escreve. E nós levaremos ao correio. De lá eles enviarão direto para a vovó.
─ E por que ninguém manda uma cartinha para nós?
─ É porque os tempos mudaram. Mas quando eu era pequena eu mandava muitas cartas para a “bisa”. Ela ficava bem feliz.
─ Mas, então, se nem é desta época mandar cartinhas, por que eu tenho que aprender a escrever?
─ Para ter um orkut, mandar e-mails, acessar o twitter, mandar mensagens pelo celular, acessar o site da turma da Mônica, etc.
─ Ah@ mãe! Por que não falou logo e pontocom?(!)

( Publicado em 05-04-2011 na Web Artigos)
 Lero-lero: O alfabetizador precisa  atualizar o discurso em defesa do aprendizado da escrita dispensando o popular argumento "Gabriela": eu nasci assim, eu cresci assim, eu fui sempre assim (eu ensino assim?).