sábado, 21 de maio de 2011

Eu e minha "Bonequinha Preta" voltando de Bento!

Pois é, eu saí da Serra mas a Serra não sai de mim! E que bom!
Hoje passei o dia trabalhando com professores num curso de Pós-Graduação em Bento Gonçalves. Fizemos um estudo sobre a coleta e transcrição dos contos populares na perspectiva dos Estudos Culturais. Desse modo, discutimos os processos de tradução cultural das narrativas, os aceites nas trocas simbólicas e o fenômeno do hibridismo.
Na questão dos "aceites" duas situações foram consideradas definitivas para as trocas: o grau de autoridade social de quem participou do processo de "importação", e as possibilidades de adaptação e acomodação de um dado objeto no novo território.
Assim, refletimos que só a importação de um bem simbólico não garante sua permanência. O que garante que um conto sobreviva são os dilemas comuns que possam representar, e a receptividade no novo meio. Doutro modo, a não aceitação de um conto significa a não aceitação dos valores que ele carrega.
As questões de raça e gênero marcaram as discussões pois, na literatura, a presença dos negros (por muito)foi marcada por papéis ou de escravos ou serviçais (com menor ou maior violência dependendo o momento). Já a presença das mulheres também pode ser vista nas repetências: ora fadas mas quase sempre bruxas...(KKKK) Boazinhas e submissas ou verruguentas e falsas...
Como ponto de partida para as reflexões sobre gênero utilizamos um texto da Prof.  Cecil Zinani. Clique no título dessa postagem e acesse o material. (Divino!)
Como marco da literatura infanto-juvenil (que rompeu com o estereótipo do racismo) temos no Brasil a obra A bonequinha Preta (1938), da pedagoga, escritora e jornalista: Alaíde Lisboa de Oliveira. Nessa narrativa, a personagem principal é negra e é cuidada pela menina branca. A bonequinha preta tem sentimentos e não é repreendida por desobedecer...
Segue um vídeo para quem não conhece a história, bem como algumas coisinhas de meu "coisário" docente:



                                                 (1ª capa da obra: 1938)
                                         Capa atual: 4ª edição (2004)

Bonequinha que criei para contar essa história ( já postei aqui em outra ocasião).
Beijos! Volto só quinta, depois da sopa!
Obs: Não pretendo revisar essa postagem... Ando sem tempo! Portanto, erros de escrita corrijam na virtualidade! Deixem comentários. Grata.( Ah, adorei minhas alunas.)

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