Só agora consegui escrever sobre a aula da última quarta-feira. Meu "computadorsauro" precisou de uma troca de teclado. Enfim, enquanto não aparecer na telinha a mensagem que ele irá se auto-destruir em 30 segundos continuarei insistindo (franciscanamente) nos pequenos reparos.
Bem, a viagem de ida até a universidade foi horripilante. Engarrafamento "quilométrico", um corpo extirado no chão, ambulância, polícia, imprensa.
Cheguei na Unisinos atrasada e com o estômago embrulhado. Não consegui nem comer a barrinha de cereal que uma colega (amadinha) levou para o lanche. Fiquei com muito pena daquele estranho que, em seu carrinho singelo, trafegava rumo à capital e não teve nem chance quando bateu num caminhão.
Não há como não pensar na imprevisibilidade do destino diante de uma cena como essa. E (de certa forma) até comemorar que o futuro seja assim: incerto. Uma "saúde de ferro" não faz dos homens super-heróis diante das tragédias. Doutro modo, uma saúde fragilizada não significa morte certa. Pode, ao contrário, servir de regulador e até de extensor para a vida de alguém. Lembrei-me novamente daquele história: Sorte ou azar o destino dirá... (quem não conhece - leia no final da postagem). Sempre recomendo...
(...)
Durante a aula fizemos a explanação das meta-análises de projetos de teses de terceiros: ex- doutorandos. Ou seja, tivemos como "tema de casa" avaliar, do ponto de vista da estrutura, um projeto de tese. Isso porque logo será a nossa vez de apresentar para a banca de qualificação a problematização que dará norte (sul) à pesquisa que iremos desenvolver. E nada como aprender com exemplos o que fazer e o que não fazer nessa ação de "projetar".
Questões salientadas para a garantia da compreensão de um projeto:
Título: que deve situar a pesquisa e a problematização. Desse modo, é preciso um certo cuidado com as metáforas nesse momento.
A utilização de títulos longos e subdividos por dois pontos, em que a parte inicial é explicada pela parte final, foi considerada uma tendência a ser evitada. (já deu...)
Introdução: Pode ser feita num único texto ou em tópicos (decisão ontológica- decisão epistemológica). Entretanto, nela deve-se deixar claro qual é o problema que será estudado e de que maneira: com que óculos e a partir de onde. Em outros termos:
quero discutir isso, mas para tanto precisarei entrar naquilo; para aquilo precisarei...
(a cozinha da pesquisa...).
O pretenso pesquisador não deve esquecer que todo o novo problema perpassa por uma tradição na pesquisa e de alguma forma o caminho percorrido (por outros) precisa ser considerado como ponto de partida para o novo trabalho (estado da arte).
(...)
Na aula da próxima semana falaremos sobre a revisão bibliográfica e a metologia.
Lero-lero: É uma posição muito boa a de examinar o trabalho alheio, sugar as boas ideias e aumentar o cuidado com os possíveis devaneios. Contudo, a cada novo momento acadêmico o grau de exigência aumenta. Assim, a superação não nos cabe por vaidade ou por vontade mas por obrigação!
(...) Segue a história:
Sorte ou azar, o tempo dirá.
Um garoto muito pobre sempre sonhava em ter um cavalo. Certo dia passou uma cavalaria em frente à sua casa e junto ia um potrinho que tinha dificuldades em acompanhar o ritmo dos outros cavalos. Então um cavaleiro vendo a felicidade do guri em apenas ver os animais, ofereceu o potrinho - livraria-se assim do que segurava o grupo e faria a alegria da criança. O vizinho então comenta com o pai do garoto: Ora, mas que moleque de sorte hein? Sempre quis um cavalo e agora ganhou assim, sem esforço!
Ouvindo aquilo o pai do menino apenas respondeu: sorte ou azar, só o tempo dirá.
Algum tempo depois o cavalo já grande foge. Mas que azar! disse o vizinho assim que soube da notícia.. O pai simplesmente respondeu: sorte ou azar, só o tempo dirá.
Passado uns anos eis que aparece o cavalo na casa do guri (agora já crescido) e como se não bastasse isso, ele traz consigo um bando de cavalos selvagens. Após todos capturados, o vizinho não pensa duas vezes e logo diz: Ora, mas que rapaz de sorte! E o que o pai diz? Sorte ou azar, só o tempo dirá.
Indo treinar um dos cavalos, o rapaz cai em uma vala e quebra a perna. O vizinho diz que o rapaz tem muito azar e o pai novamente repete a frase: sorte ou azar, o tempo dirá.
Poucos dias depois começa uma guerra e todos os homens são convocados para o exército, menos quem?
(...)Beijos, bom final de semana!
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