Na véspera do dia dos professores fizemos na escola onde trabalho várias homenagens para as docentes. A clientela de lá é paupérrima e, desse modo, poucas devolutivas sobre a qualidade do trabalho prestado são dadas pelos pais na porta das salas. Faz parte do "kit do fazer docente" que idealizamos lá na formação inicial a troca de emoções família-professor em meio às comemorações pelo aprendizado... A falta desse "item-momento" pode fragilizar algo que gosto de chamar de entusiasmo didático...
Assim, compramos lembrancinhas, digitamos mensagens, nos reunimos para "vinho-cervejar" e foi muito bom... Yanni, Raul Seixas, Zé Ramalho, tiraram suspiros...
Ontem, véspera do dia do funcionário público, os demais funcionários da escola cobraram da equipe diretiva os mimos feitos aos professores... Pior do que isso, demonstraram o tamanho da expectativa que criaram em torno de sua data de referência...
Eu fiquei envergonhada, nem lembrava que existia um dia do funcionário público... O restante da equipe também ficou... Pensamos em remediar... Sair correndo, comprar uma torta, uma caixa de bombom, sei lá... Mas, véspera de feriado, mil tarefas para encaminharmos... Tivemos que projetar para o ano que vem a homenagem merecida...
Pensei muito sobre isso, lembrei do texto do Paulo (Paulo Freire) sobre as gentes da escola... Que feio!
Segunda vou ao "oftalmo" solicitar umas lentes novas, daquelas que ampliem o campo da sensibilidade...
Beijos para as assistentes da escola Esperança, para as tias da cozinha, para o tio Luis, para as mães voluntárias (Meu Deus! Será que tem dia disso? Preciso de um calendário de datas- URGENTE!)