Hoje tive um dia cheio na Unisinos. Pela manhã participei de uma palestra com a professora: Anna Carolina Regner sobre o pensamento de Paul Feyerabend. Ele foi um filósofo austríaco que, entre outras contribuições, publicou a renomada obra: Contra o método (1994).
Contrariada "com o método" eu já ando há tempos... Desse modo, as falas preliminares foram tranquilas. Entretanto, fiquei um pouco intrigada com os motivos que possam ter levado o filósofo a discordar do padrão das pesquisas e a "personalizar" processos.
Contrariada "com o método" eu já ando há tempos... Desse modo, as falas preliminares foram tranquilas. Entretanto, fiquei um pouco intrigada com os motivos que possam ter levado o filósofo a discordar do padrão das pesquisas e a "personalizar" processos.
O fato é que a palestrante apresentou esse estudioso a partir de suas memórias de aluna, assim o idealizador do "anarquismo epistemológico" ou "pluralismo metodológico" teve , ao longo da reflexão, parte de sua biografia revelada. E alguns fatos não puderam passar pela minha "mente insana" sem deixar umas interrogaçõezinhas???????????????
Primeiro a informação de que ele foi para guerra ( aos 17 anos) como membro da juventude nazista. Segundo a tragédia vivida por ele quando ficou paraplégico durante um dos primeiros combates... Tudo isso somado ao fato de Feyerabend ter desenvolvido ao longo da carreira docente um comportamento "não sociável" no meio acadêmico. Ao ponto de ironizar a competência dos colegas em frases famosas como:
Primeiro a informação de que ele foi para guerra ( aos 17 anos) como membro da juventude nazista. Segundo a tragédia vivida por ele quando ficou paraplégico durante um dos primeiros combates... Tudo isso somado ao fato de Feyerabend ter desenvolvido ao longo da carreira docente um comportamento "não sociável" no meio acadêmico. Ao ponto de ironizar a competência dos colegas em frases famosas como:
"Eu escrevo para homens, não para lógicos nem para cães."
(...)
"Talvez, não tenha nada a ver..." E uma coisa tenha sido a juventude e outra a maturidade do filósofo.
Contudo, depois Madame Bovary e das declarações de Flaubert (ela sou eu) ficou difícil acreditar em produção escrita a-corporal. Principalmente, num corpo como o de Feyerabend que sentiu na pele, nos ossos, na espinha o preço do racionalismo, do pensamento padrão, eurocêntrico, etc...
Contudo, depois Madame Bovary e das declarações de Flaubert (ela sou eu) ficou difícil acreditar em produção escrita a-corporal. Principalmente, num corpo como o de Feyerabend que sentiu na pele, nos ossos, na espinha o preço do racionalismo, do pensamento padrão, eurocêntrico, etc...
Bem, isso aqui não é um julgamento. E (se fosse) "certamente" ele seria absolvido diante de algumas inovações magníficas que respingou nas ciências:
- Contestou o princípio absoluto das organizações.
- Refletiu sobre as fases intermediárias ou de mudanças conceituais (intra-inter processos de pesquisas).
- Posicionou-se quanto à incapacidade de metodologias sem limitações.
- Defendeu os estudos de caso.
- Apontou para a inerente dualidade: diversidade X identidade.
- Repudiou qualquer tipo de manifestações culturais que não expressem a natureza humana. Portanto, nenhum assassinato, nenhuma mutilação podem ser culturalmente aceitos. (têm coisas que não se justificam).
- Encaminhou o seu olhar nas ciências na pergunta básica:
De que maneira as normas estão refletidas na vida das pessoas?
Lero-lero: fiquei com vontade de ler mais e até de rever minhas anotações sobre esse filósofo, que concluiu sua autobiografia (segundo relatos da Prof. Anna) dizendo que quer ser lembrado por ter vivido uma vida de amor, não por anotações em rodapés.
Resta-me (então) dizer que foi um privilégio ter ouvido sobre ele! Entrou para minha listinha furtacor!
Beijos!
- Contestou o princípio absoluto das organizações.
- Refletiu sobre as fases intermediárias ou de mudanças conceituais (intra-inter processos de pesquisas).
- Posicionou-se quanto à incapacidade de metodologias sem limitações.
- Defendeu os estudos de caso.
- Apontou para a inerente dualidade: diversidade X identidade.
- Repudiou qualquer tipo de manifestações culturais que não expressem a natureza humana. Portanto, nenhum assassinato, nenhuma mutilação podem ser culturalmente aceitos. (têm coisas que não se justificam).
- Encaminhou o seu olhar nas ciências na pergunta básica:
De que maneira as normas estão refletidas na vida das pessoas?
Lero-lero: fiquei com vontade de ler mais e até de rever minhas anotações sobre esse filósofo, que concluiu sua autobiografia (segundo relatos da Prof. Anna) dizendo que quer ser lembrado por ter vivido uma vida de amor, não por anotações em rodapés.
Resta-me (então) dizer que foi um privilégio ter ouvido sobre ele! Entrou para minha listinha furtacor!
Beijos!
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