Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(Manuel Bandeira/1886-1968)
Lero-lero: Conforme já "falei" aqui, estou participando de um curso de Educação Fiscal (EAD). Hoje iniciei o módulo 2. Na abertura do material ("deleitei") encontrei essa poesia. Socializo!
Fiquei pensando...
Quantos bichos o "Manuel" encontraria se fosse hoje ao lixão?
No Adital notícias (de ontem) tem uma reportagem sobre a realidade dos índios na Venezuela: crianças estão morrendo de desnutrição. No cardápio apenas sobras (dos seus algozes) que catam no lixão.
(Não deixem de ler).
Bjos!
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