domingo, 24 de abril de 2011

Sobras do feriadão!

Fui até Panambi ver as minhas "filhotas" Andrea e Andressa.
Que viagem! Temporal na estrada, engavetaram na traseira do nosso carro. Minha intuição pedia que retornássemos antes do primeiro pedágio. Entretanto, não tive nem coragem de sugerir o fim do passeio que vinha sendo programado a dias e contado em dias nos dedos do Klaus (filho menor): "Quantos dedos faltam para ir na tia Andrea, mãe?" [...] "Falta muito para eu ver a mana, mãe?" (blá, blá, blá)
Levamos cinco horas, pareceram vinte. Muita imprudência no caminho.
Lá, tudo de bom! Desde a chegada...
Aliás, em Panambi sempre lembro do Roberto (?). O Carlos. É que os cachorros sempre nos sorriem latindo!
Como choveu muito no feriadão, eu e minha irmã resolvemos ir para a locadora. Retiramos três filmes (dois para as crianças- um barral), para nós: Elefante, de Gus Van Sant (2003). Um filme bem oportuno, dado o ocorrido em Realengo. Sugeri o drama em virtude de uma matéria que havia lido no blog Filosomídia. Achei a narrativa (da forma como foi conduzida) de uma "inteligência" perturbadora. Traz a ideia de um comportamento peculiar, de "geração paralela" [...], não identificado mas gerado na e pela sociedade. Jovens que (ñ) sentem e agem muito diferente do que a nossa capacidade de interpretação consegue diagnosticar (palpitar). Vale ressaltar a maneira sutil como o cineasta representa a ambiguidade dos "fatos", os pontos de vista.
Concluindo:"Metodologia da pesquisa com pipoca".
Marias, assistam!
Só um aviso: iniciamos a sessão de cinema em um grupo de cinco pessoas e terminamos em duas (?). Motivo? Mesmo sem ser violento, Elefante é PESADO!
As cenas do massacre foram as menos exploradas, levam menos de três minutos e ocorrem só no final, nos "últimos minutos do segundo tempo", mas o desenrolar da narrativa vai pesando (pisando) em nós.
Um filme que (possivelmente) não foi feito para alguém gostar. Ou melhor, não permite pareceres simplistas.
Grande abraço,

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