Fui até Panambi ver as minhas "filhotas" Andrea e Andressa.
Que viagem! Temporal na estrada, engavetaram na traseira do nosso carro. Minha intuição pedia que retornássemos antes do primeiro pedágio. Entretanto, não tive nem coragem de sugerir o fim do passeio que vinha sendo programado a dias e contado em dias nos dedos do Klaus (filho menor): "Quantos dedos faltam para ir na tia Andrea, mãe?" [...] "Falta muito para eu ver a mana, mãe?" (blá, blá, blá)
Levamos cinco horas, pareceram vinte. Muita imprudência no caminho.
Lá, tudo de bom! Desde a chegada...
Aliás, em Panambi sempre lembro do Roberto (?). O Carlos. É que os cachorros sempre nos sorriem latindo!
Como choveu muito no feriadão, eu e minha irmã resolvemos ir para a locadora. Retiramos três filmes (dois para as crianças- um barral), para nós: Elefante, de Gus Van Sant (2003). Um filme bem oportuno, dado o ocorrido em Realengo. Sugeri o drama em virtude de uma matéria que havia lido no blog Filosomídia. Achei a narrativa (da forma como foi conduzida) de uma "inteligência" perturbadora. Traz a ideia de um comportamento peculiar, de "geração paralela" [...], não identificado mas gerado na e pela sociedade. Jovens que (ñ) sentem e agem muito diferente do que a nossa capacidade de interpretação consegue diagnosticar (palpitar). Vale ressaltar a maneira sutil como o cineasta representa a ambiguidade dos "fatos", os pontos de vista.
Concluindo:"Metodologia da pesquisa com pipoca".
Marias, assistam!
Só um aviso: iniciamos a sessão de cinema em um grupo de cinco pessoas e terminamos em duas (?). Motivo? Mesmo sem ser violento, Elefante é PESADO!
As cenas do massacre foram as menos exploradas, levam menos de três minutos e ocorrem só no final, nos "últimos minutos do segundo tempo", mas o desenrolar da narrativa vai pesando (pisando) em nós.
Um filme que (possivelmente) não foi feito para alguém gostar. Ou melhor, não permite pareceres simplistas.
Grande abraço,
Um filme que (possivelmente) não foi feito para alguém gostar. Ou melhor, não permite pareceres simplistas.
Grande abraço,
Nenhum comentário:
Postar um comentário