quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aulas 4 e 5: enfim, de volta!

Na quinta-feira passada "até tentei" contudo, diante do ocorrido no Rio de Janeiro, não consegui escrever nada. Não achei nem pertinente ficar aqui imprimindo minha alegrias de "doutoranda" diante da tragédia. As postagens que entraram na Rede nesta semana foram programadas na semana passada (o blog permite programar data de publicação). Chorei, acendi vela, lamentei...
De outro modo, lamentei também o resultado  da "pesquisa" que fiz com algumas   crianças sobre o ocorrido. Crianças que moram aqui na cidade e outras  que moram em cidades da Serra e estiveram em minha casa nesse final de semana. Umas alunas de escolas públicas e outras de escolas particulares. Perguntei-lhes o seguinte:
Alguém na escola em que você estuda comentou o incidente ocorrido na escola do Rio de Janeiro?
Resposta de TODAS, sem exceção, NÃO.
Estou falando de mais de 10 crianças e de 5 escolas. Crianças com idades que variam dos 7 aos 14 anos. 
Acham pouco?
Concordo!
Talvez, em número de ouvidos não significa muito. Entretanto, se olharmos para cada criança como representante de uma instituição de ensino e considerarmos que nessas escolas estudam no mínimo 250 crianças teremos um montante significativo.

Desse modo, vamos ao silogismo clássico: (assunto abordado nas últimas aulas na Unisinos).
Assuntos polêmicos são evitados dentro das escolas. (premissa maior)
Assassinato coletivo de estudantes é um assunto polêmico.(premissa menor)
Logo: o caso da escola de Realengo ficou fora dos muros escolares. (conclusão)
(Espero que eu tenha feito a demonstração certa, caso contrário, gritem!)

Estou generalizando? Sim! Estou!
Corretamente,  situada e datada no contingente delimitado. Imagino e acredito que muitas escolas levaram o problema para dentro das salas. Talvez, tenham feito um minuto de silêncio pelos mortos. A exemplo do fez nossa presidenta durante um evento em que o discurso seria outro. Em que ela tinha uma fala preparada e possivelmente mais importante do ponto de vista político e econômico para o governo. Sensivelmente, a Dilma largou o definido diante do trágico acaso!
Como diz minha atual professora "tem coisas que não dá mais pra ficar repetindo". E infelizmente, na educação ainda não ultrapassamos de forma natural o nível do programado.  "Cai um avião no pátio" e as crianças não podem nem correr para "bisbleotear" na janela, pois a aula é de história. E avião caído hoje nem entrou para o livro...
Bem, situação "enterrada", voltemos para a Universidade.
Ontem apresentei meu primeiro texto. Levei um dia para fazê-lo e cinco para revisá-lo e pasmem, mesmo assim deixei brechas com as normas da ABNT. Não foi qualquer brecha não... Como diz o ditado "começa mal, termina mal..." desde a primeira até a última citação (num total de 5) depois do p (de página) ao invés de ponto eu  usei VÍRGULA. Sempre as vírgulas...
Tive uma professora na graduação (1996),  que diante de um texto que eu havia escrito falou: "gostei do que escreveu, mas a impressão que eu tenho é que você escreveu sem por vírgulas em nada e depois jogou elas em qualquer lugar".
Eu volte meia lembro dessa professora, recrio até a cena: eu lá escrevendo e no final pego o saquinho de vírgulas e ... as infelizes não vão para o lugar certo!
Quando minha professora atual falou na turma que  a sua formação inicial foi Matemática, senti um alívio! Pensei (obá!), ela nem deve ligar para umas "virgulazinhas". "Dei com os burros n'àgua", pois ela não só liga para as vírgulas como para todo o resto!
Estou realmente amando tudo isso! Acho que vou resolver (na marra) meu probleminha com aquela coisinha que não é ponto final... Indizível! E de quebra muitas outras...
Vou publicar o texto (citado) em outro momento. Depois do que eu contei vocês só ficariam prestando atenção nas,,,,, Também quero publicar textos de outros colegas (preciso pedir-lhes autorização). O assunto é muito bom  para quem pretende fazer pesquisa.
Beijos!

Nenhum comentário: