Por Aninha,
Sabe-se, hoje!
Uma canção de ninar era o sonho de Aninha.
Franzina, mal cheirosa, a mais pluma expressão do abandono.
Parecia não compreender fatos, não juntava as letras, suas frases eram desconexas... (dislalia?)
Caminhava de um jeito estranho, lateralidade duvidosa... (dificuldades motoras?)
Tinha um apetite voraz! (desnutrida?)
Olhos, esses sim! De ressaca duvidosa.
Nem a Professora Maluquinha “mirabolaria” uma solução.
Oito anos, aluna do terceiro ano, desde ontem para sempre mais ausente!
Foram-se as proposições, foi-se Aninha!
Choram pela “mocinha da casa”, quatro crianças.
Franzinas, mal cheirosas!
Familiarmente espantadas com a cara do Bicho-papão que caiu telhado!
“Nana Aninha, nana!”
(2003-2011)
(Maria Cristina Schefer)
Nenhum comentário:
Postar um comentário