sexta-feira, 20 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Exposição de desenhos do Klaus- 6 anos
"Todas as crianças nos surpreendem com seus traços, que sempre alteram o que vêem. Sobre a figura de uma casa há um sol, mesmo nos invernos bravos e, ao lado da janela - também presente - uma flor se abre". ( Mauro Santayana)
Obs: Meu filho: Klaus, passa boa parte de suas manhãs desenhando. Costuma demorar, em média, dois dias para concluir as produções mais complexas.





Obs: Meu filho: Klaus, passa boa parte de suas manhãs desenhando. Costuma demorar, em média, dois dias para concluir as produções mais complexas.
O VELHO (Chico Buarque- 1968)
O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida inteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar
O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívidas, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar
O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não se sabe pra que veio
Foi passeio
Foi Passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já se fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida inteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar
O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívidas, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar
O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não se sabe pra que veio
Foi passeio
Foi Passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já se fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Tradução cultural: bonecas da "Tia Anastácia Moderna"
Há algumas semanas eu estava preparando uma ação para a capacitação de professores que incluía a contação de histórias sobre bonecas. Separei os livros: A cinderela das bonecas (de Ruth Rocha) A boneca de pano (de Rubem Alves) A bonequinha preta ( de Alaíde Lisboa).
Levando em conta que, na atualidade, não temos mais o hábito da costura caseira e nem de guardar sobras de retalhos, botões e rendas nas gavetas, tentei imaginar que material a "a Tia Anastácia Moderna" (2010) utilizaria na confecção de suas bonecas. Logo concluí que o plástico é o que temos em excesso e de distribuição universal e que, dessa forma, as bonecas de pano poderiam ser reeditadas numa versão "sacolinhas de mercado".
Assim, para comprovar minha divagação, iniciei uma produção de bonecos para contar as "minhas" histórias: sem custo expressivo, rápidos de fazer e fáceis de transportar ( leves). Seguem como sugestão, os bonecos feitos para contar a história da Bonequinha Preta, ela e o gatinho.

Material: 6 sacos de lixo de 50 litros para cada personagem
(sacolinhas de plástico para o recheio) e "papel contact" para os detalhes.
Obs: Não precisa cola- amarração com nós.
Levando em conta que, na atualidade, não temos mais o hábito da costura caseira e nem de guardar sobras de retalhos, botões e rendas nas gavetas, tentei imaginar que material a "a Tia Anastácia Moderna" (2010) utilizaria na confecção de suas bonecas. Logo concluí que o plástico é o que temos em excesso e de distribuição universal e que, dessa forma, as bonecas de pano poderiam ser reeditadas numa versão "sacolinhas de mercado".
Assim, para comprovar minha divagação, iniciei uma produção de bonecos para contar as "minhas" histórias: sem custo expressivo, rápidos de fazer e fáceis de transportar ( leves). Seguem como sugestão, os bonecos feitos para contar a história da Bonequinha Preta, ela e o gatinho.

Material: 6 sacos de lixo de 50 litros para cada personagem
(sacolinhas de plástico para o recheio) e "papel contact" para os detalhes.
Obs: Não precisa cola- amarração com nós.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A Barbie e o Enem,
(Maria Cristina Schefer)
Onipresente, não se sabe bem em que escola a Barbie “dá o ar da graça”. Afinal, quem poderia instruir a donzela que possui barcos, trailers, aviões, academias e até um foguete?
Sendo Americana, a Barbie domina uma das línguas melhor cotada no Brasil. Língua que aprova, reprova, elitiza.
Enquanto escrevo esse texto e você o lê (em português) mais notas altas estão elevando o currículo cor de rosa dessa estrangeira. Naturalizada (em vários países) ovacionada, desejada.
Sem falar português, ‘Ela’ está em primeiro lugar em tudo.
Ah, garota nacional, global, universal,@!
O quê?(!) O Enem não é concurso de beleza?
Não tem problema, a Barbie passaria na prova.
‘Ela’ é tudo de bom! Encantadora, provocante mesmo sem os “olhos de ressaca da Capitu” ou a “pele morena da Gabriela”.
Já as “pobres meninas”, que atravessaram a infância com uma Barbie na mão, feito a Kristina de Souza, a Gisely Ramos e a Greici Quéli da Silva, não têm jeito, precisarão do exame.
E agora? Terão repertório? Que leituras fizeram?
Eu, pelo menos, nunca soube de uma Barbie bibliotecária!(?)
E, se tivessem lançado essa boneca, que obras, ‘Ela’ indicaria?
A paixão segundo G.H? Vidas Secas? As primeiras estórias? Algo da Martha?
Não, isso teria cansado sua beleza! E a Barbie não quer problemas. Jamais demitiria a empregada, nem perderia tempo com questões de retirantes nordestinos ou travessias de superação. E, acima de tudo, nunca, alguém tão bem resolvida precisaria de um divã. No máximo, nossa puritana, poderia sugerir uma versão fashion (esquadrão) da “Letra Escarbarbie”...
Mas nem tudo está perdido, o Enem traz questões objetivas, assim, talvez “as meninas pobres” possam solucioná-las marcando um X nas opções B, vá que saia um bom resultado da ‘misturinha’...
Improvável!(?)
Mães!: BINGO! “a mão que segura o brinquedo é a mesma mão que fará a(s) prova(s)”. E, nessa (s) hora (s), de nada valerão os exercícios com os batons, unhas, saltos e os demais apetrechos dos ‘kits’ comprados com seus esforços.
Restará às reprovadas uma 2ª opção: a universidade particular paga (vai sobrar menos para os esmaltes)mas poderão comemorar do mesmo jeito. Ser universitária é chique! E tem o vestido da formatura! (não desanimem)
Cabe ainda um último alerta, não permitam “looks atrevidos” ou purpurinas no 1º dia de aula, podem suspeitar que suas filhas sejam Barbies de segunda linha e aí, coitadas! É que não perdoam, nesses espaços, falsidade ideológica!
(Publicado em Educação na web artigos:11/11/2010)
Onipresente, não se sabe bem em que escola a Barbie “dá o ar da graça”. Afinal, quem poderia instruir a donzela que possui barcos, trailers, aviões, academias e até um foguete?
Sendo Americana, a Barbie domina uma das línguas melhor cotada no Brasil. Língua que aprova, reprova, elitiza.
Enquanto escrevo esse texto e você o lê (em português) mais notas altas estão elevando o currículo cor de rosa dessa estrangeira. Naturalizada (em vários países) ovacionada, desejada.
Sem falar português, ‘Ela’ está em primeiro lugar em tudo.
Ah, garota nacional, global, universal,@!
O quê?(!) O Enem não é concurso de beleza?
Não tem problema, a Barbie passaria na prova.
‘Ela’ é tudo de bom! Encantadora, provocante mesmo sem os “olhos de ressaca da Capitu” ou a “pele morena da Gabriela”.
Já as “pobres meninas”, que atravessaram a infância com uma Barbie na mão, feito a Kristina de Souza, a Gisely Ramos e a Greici Quéli da Silva, não têm jeito, precisarão do exame.
E agora? Terão repertório? Que leituras fizeram?
Eu, pelo menos, nunca soube de uma Barbie bibliotecária!(?)
E, se tivessem lançado essa boneca, que obras, ‘Ela’ indicaria?
A paixão segundo G.H? Vidas Secas? As primeiras estórias? Algo da Martha?
Não, isso teria cansado sua beleza! E a Barbie não quer problemas. Jamais demitiria a empregada, nem perderia tempo com questões de retirantes nordestinos ou travessias de superação. E, acima de tudo, nunca, alguém tão bem resolvida precisaria de um divã. No máximo, nossa puritana, poderia sugerir uma versão fashion (esquadrão) da “Letra Escarbarbie”...
Mas nem tudo está perdido, o Enem traz questões objetivas, assim, talvez “as meninas pobres” possam solucioná-las marcando um X nas opções B, vá que saia um bom resultado da ‘misturinha’...
Improvável!(?)
Mães!: BINGO! “a mão que segura o brinquedo é a mesma mão que fará a(s) prova(s)”. E, nessa (s) hora (s), de nada valerão os exercícios com os batons, unhas, saltos e os demais apetrechos dos ‘kits’ comprados com seus esforços.
Restará às reprovadas uma 2ª opção: a universidade particular paga (vai sobrar menos para os esmaltes)mas poderão comemorar do mesmo jeito. Ser universitária é chique! E tem o vestido da formatura! (não desanimem)
Cabe ainda um último alerta, não permitam “looks atrevidos” ou purpurinas no 1º dia de aula, podem suspeitar que suas filhas sejam Barbies de segunda linha e aí, coitadas! É que não perdoam, nesses espaços, falsidade ideológica!
(Publicado em Educação na web artigos:11/11/2010)
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O talento e o homem
A evolução do homem estava preocupando os deuses do Olimpo, que se reuniram para discutir o assunto.
Os mortais estavam se desenvolvendo tão rapidamente que, em breve, alcançariam os dons até então exclusivos dos seres imortais.
Era preciso esconder do homem o seu talento, esta qualidade tão especial que permite que ele alcance os céus, como os pássaros e cruze os mares, como os peixes.
Pensaram em esconder o talento no fundo do mar, nos abismos inalcançáveis, nos topos das montanhas onde só existe a neve eterna.
Mas não chegaram a uma solução, pois o homem, com o seu potencial criativo e a sua inteligência, arranjaria mil maneiras de encontrar o talento escondido.
Depois de muita conversa, concordaram que só havia um único lugar seguro para esconder do homem o seu próprio potencial.
Um lugar para onde ninguém jamais olharia na busca de seu próprio valor.
E esse esconderijo só poderia ser o interior do próprio homem, justamente onde ele jamais procuraria o seu talento escondido.
Procure o seu talento em você mesmo.
"Lenda Grega"
Os mortais estavam se desenvolvendo tão rapidamente que, em breve, alcançariam os dons até então exclusivos dos seres imortais.
Era preciso esconder do homem o seu talento, esta qualidade tão especial que permite que ele alcance os céus, como os pássaros e cruze os mares, como os peixes.
Pensaram em esconder o talento no fundo do mar, nos abismos inalcançáveis, nos topos das montanhas onde só existe a neve eterna.
Mas não chegaram a uma solução, pois o homem, com o seu potencial criativo e a sua inteligência, arranjaria mil maneiras de encontrar o talento escondido.
Depois de muita conversa, concordaram que só havia um único lugar seguro para esconder do homem o seu próprio potencial.
Um lugar para onde ninguém jamais olharia na busca de seu próprio valor.
E esse esconderijo só poderia ser o interior do próprio homem, justamente onde ele jamais procuraria o seu talento escondido.
Procure o seu talento em você mesmo.
"Lenda Grega"
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