
Obs: Esse não é um coelho comum, disseram-me que le toca com o Yanni. E que ele pulou o muro da escola ainda pequeno.
Em relação ao dilema das datas a serem comemoradas e estudadas dentro da escola, frequentemente nos deparamos com os extremos. Algumas escolas comemoram tudo: Dia do livro, da árvore, do bombeiro, do soldado, das mães, dos pais, do trabalho, do gaúcho, das crianças, da mulher, Páscoa, Natal etc. Uma verdadeira “Pedagogia do Evento”.
Outras instituições, ao contrário, ignoram completamente qualquer data em destaque no calendário em nome de uma proposta “não consumista” ou menos festiva. Instala-se (juntamente com a boa intenção) a “Pedagogia do Cabresto” ou da viseira.
Reduzir o potencial criativo e festivo da aprendizagem às datas comemorativas é ruim, mas fechar os olhos para as elaborações culturais das comunidades também. Dessa forma, o bom senso “do ponto de vista social” deve prevalecer na escola definindo ações com algumas datas comemorativas (significativas para uma determinado grupo) durante o ano. As questões que devem permear as escolhas dos professores devem ser "para que" e "como" trabalhar uma determinada data. Não esquecendo que a escola está situada no tempo e no espaço.
Apesar de a Páscoa ser uma celebração religiosa (cristã) é na diversidade das comemorações mundiais que “o coelhinho pode virar coelhão” e a data, que está muito ligada ao consumo de ovos de chocolate, de vilã pode ser transformada em possibilidade de aprendizado, servindo de ponto de partida para outros estudos culturais.
O fato é que a Páscoa está nas ruas, nas casas e na fala de todos os familiares das crianças durante o período da quaresma e a escola não pode ignorar isso."Façamos do limão uma limonada".
Do mesmo modo, no Rio Grande do Sul é possível comemorar qualitativamente o Dia do gaúcho, do imigrante (essas datas fazem parte da história de vida dos habitantes).
No Brasil é impossível a escola ignorar o Dia do índio, da consciência negra, o 7 de setembro (essas datas envolvem a tríade formadora da nação: ameríndios- negros- brancos).
Obs: Na Internet muito material sobre a “Páscoa no mundo” está disponível, vale pesquisar, analisar e utilizar.
Ah, aqui no Sul temos uma brincadeira legal que é a “Ovo na berlinda”, bem comum em festas campeiras “não deixe de brincar, tchê!”
Modo de brincar:
Duas crianças, uma de frente para a outra com um ovo. Jogam como se fosse uma bola de pano. A cada vez que uma joga o ovo para a outra, terá que dar um passo para trás. Assim, irão se distanciando lentamente. A idéia é não deixar o ovo (bola) cair. O participante que não conseguir agarrar o ovo perde e limpa a sujeira (o ovo tem que ser “in natura” e de preferência podre, “eheheheh”)
Capturei essas outras brincadeiras(que seguem) no site:
http://brasil.babycenter.com/baby/festividades/pascoa-mundo/
Caça aos ovos: há a versão simples, esconder os ovos de chocolate pela casa para as crianças acharem, e a mais elaborada, com dicas do coelho em "pistas" que vão levando a outros lugares, e até patinhas de coelho feitas com talco ou farinha branca. Se seu filho é pequeno e você está preocupada em dar muito chocolate, uma sugestão é fazer embrulhinhos com dois ou três confeitos de chocolate cada e espalhar pela casa.
Corrida dos ovos: crianças se alinham e têm de correr e empurrar um ovo cozido com um taco ou outro objeto adaptado (vassourinhas infantis, por exemplo) até a linha de chegada. Essa brincadeira é tradicional na Casa Branca, a sede do governo dos Estados Unidos, onde há todo ano uma festa de Páscoa.
Zwänzgerle (ovos e moedas): depois de esvaziar os ovos e pintar as cascas, as crianças suíças desafiam os adultos a quebrá-los lançando moedas. Sempre que eles erram, a moeda fica para as crianças. Se acertarem e quebrarem o ovo, ficam com a moeda.
Batalha de ovos: Duas crianças ficam de frente uma para a outra, segurando cada uma um ovo cozido (e pintado). Uma bate a pontinha do ovo na pontinha do ovo da outra. Quem conseguir quebrar o ovo da outra e ficar com seu ovo intacto ganha. O jogo é tradicional na Alemanha e na Áustria.
Um comentário:
Entendo que a maioria das datas comemorativas se transformaram em datas comerciais pela sociedade. A páscoa além de ser totalmente comercial nos dias de hoje é cristã. A diversidade de religiões na sala são muitas. E as crianças são espontâneas, não tem pudores em falar sobre suas crenças seja ela qual for. Em escolas religiosas se trabalha com naturalidade, afinal, quem matricula seus filhos em escolas religiosas deve aceitar suas crenças. Mas e as escolas públicas?A diversidade de crenças nos leva a induzir questionamentos de renovação de vida a partir do símbolo católico, o ovo por exemplo, que simbolisa a nova vida. Na possibilidade de sempre revivermos e mudar para melhor. Mas como não somos completamente livres pedagogicamente... continuamos a mimeografar coelhinhos da páscoa :(. contraditório né?!Mas não precisamos ser radicais. A ludicidade e o encanto que essa data trás ao imaginário infantil deve ser levado em consideração. Melhor ainda com as brincadeiras sugeridas!!!Mas ovo podre?!(risos)Só vc né Cris!
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