sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alex Kipman e o Duo Mendes: o videogame mudou a vida deles...

A apresentação do sistema kinect, controle de videogame, criado pelo brasileiro Alex Kipman (31 anos) para o grupo Xbox, possivelmente, tenha deixado muita gente boquiaberta, receosa, curiosa. Aqui em casa temos pessoas com idades entre 7 e 50 anos e as reações foram as seguintes:
Minha (40...) anunciando:
─ Olhem que legal um videogame que substitui a academia de ginástica... e o preço, mais barato do que os outros! E o movimento... e foi criado por um BRASILEIRO!
Marido (50...):
─ Isso não vai "pegar", já tem “aquele outro” que é de se mexer e não conheço ninguém que goste... só para animar festinhas de aniversário...
Filha (20):
─Também não gostei, videogame é justo para a gente ficar atirada no sofá, na cama, não para ficar pulando na frente da TV.
Filha (11):
─ Não sei se vai dar certo aqui em casa. Não dá para pular por causa dos que moram no andar de baixo... só vai dar para jogar de dia... eu não quero, prefiro um... (sei lá)
Filho (7):
─ Que “massa” mãe! Eu quero um e aí eu vou ser “aquele tigre” que apareceu e vou pegar as presas... e vou fazer assim e assim “póin,óin, óin” e vai ser legal! Será que a nossa sala tem os 4 metros que precisa? Dá para puxar os sofás para trás? E se eu fugir da sala o tigre virá atrás de mim?
Esse filho entusiasmado tem um Nintendo “antigão” que foi da irmã que tem 20... Contudo, foi o mais receptivo ao novo, o mais disposto a reinventar uma brincadeira, dar movimento (real) ao virtual e assumir com maior intensidade o comando da fantasia.
Na postagem anterior, sugeri a obra: Crianças que nos escapam, de Leni Vieira Dornelles que, oportunamente, pode ser utilizada para compreender esse episódio familiar. Doutro modo, também pode alertar para as práticas docentes que simplesmente ignoram a distância entre as gerações (professor X criança cyber).
O vídeo que segue (da entrevista com o criador do grupo X-box) encontrei na rede, mas eu gostaria muito que o entrevistador tivesse perguntado para o Alex “em que ombros você subiu” para enxergar tão longe? Ou melhor, “ALEX, quem foi teu MESTRE?” (teria sido a Alice? A Rainha Vermelha é que não foi.)

(...)
Meu filho passou um bom tempo falando no tal videogame (blá,blá,blá, bli,bli,bli) e as visitas que chegaram em nossa casa, no último sábado, tiveram que ouvi-lo e vê-lo “corpodemonstrar” o leão do jogo virtual... Quando achei que o assunto tinha acabado (ufa!) ele voltou do quarto, com os desenhos que seguem, dizendo: “Olha mãe, eu também criei uns videogames, o primeiro vai ter um capacete e a gente só vai ter que pensar para as coisas aparecerem na TV. O outro a gente põe um livro e entra na história. E agora vou inventar mais uns.”
Lero-lero: Jogos virtuais fazem parte da infância atual, possuem desafios, permitem fantasiar, exercitar “perdas e ganhos” etc. Dessa forma, cumprem o papel educativo do brinquedo. Quando utilizados com moderação (opção de brincadeira entre as diversas possibilidades) podem “sem dramas” ter lugar nas “brinquedotecas” particulares e coletivas. Alguns pesquisadores defendem o uso dos jogos virtuais, principalmente, na adolescência e na vida adulta sob argumento de extensão da prática da brincadeira.
Feriadão! Volto quarta, beijos! Vou tentar aprender (mais uma vez) a jogar o tal do Mário (aquele que sobe no dinossaurinho, o dos cogumelos...).
Seguem outros protótipos para videogame criados pelo meu guri.
E, "de quebra", um vídeo ( de uma apresentação num programa de auditório) de uma dupla gaúcha: Duo Mendes, que dá um show em termos de “Mariomania”:

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