segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Museu Militar Brasileiro- Panambi-RS, um local que encanta crianças e docentes...

Como educação e a falta dela nunca são de todo virtuais o Maria Docente fez um período de férias (não remuneradas...) para relaxar...
 Estive passeando em Panambi, local em que passei a minha infância e adolescência, terra que as minhas lembranças adotaram como Natal. Nasci numa cidade próxima mas fui para lá muito pequena (nomeação de minha mãe) e assim, dou-me o direito da natalidade  por identificação.
Para quem me conhece (na intimidade), não é novidade que o ano só começa aqui em casa depois de uma "cruzadinha" na "Cidade das máquinas". Sempre explico a prioridade do destino: considero rever amigos e familiares queridos revigorante. A culinária, típica alemã, torna a estada lá muito melhor. Em Panambi, e acho que só lá, produzem um embutido feito com batata inglesa e carne de porco ou gado que é de um sabor sem igual. Sem falar no tradicional käsen kuchen (bolo de queijo)  e nos bolos de amendoim e maçã que são comuns nas padarias, e [...]  na salada de frutas (com chantilly) da Cooperativa!
Bem, (ai, ai) a balança é sempre o indicativo de que está na hora de voltar para a casa. Para o pão integral, para as carnes brancas e, principalmente, para o reencontro com o despertador...
Contudo, como "cachaça é uma desgraça",  mesmo em férias, peguei a filharada e fui conhecer o Museu Militar Brasileiro que está em fase de organização na cidade. Fiquei encantada com as inúmeras possibilidades de trabalhos educativos que poderão partir da visitação ao local.
A iniciativa do Museu foi do empresário local  Sefferson Steindorff, dono de uma usina de reciclagem de ferro. Contudo, diante do que vi, prefiro designá-lo como um empreendedor cultural. Tanto no trabalho de restauração quanto no cuidado com o material exposto, percebi um desejo genuíno desse Panambiense em partilhar parte da história militar com a "criançada". (Gosto de adultos não alérgicos à presença de crianças!).
No local, além de veículos como: motos, caminhões, jipes e tanques de guerra, também foram montados cenários de vivências dos soldados: refeitório, quartos, enfermaria. Caixas de som espalhadas no ambiente transmitem gravações de notícias veiculadas  nos períodos de combate... É sensibilizante...
Um boeing 737 (transportado por terra de Porto Alegre até Panambi) está sendo transformado em sala de cinema. Nela serão exibidos documentários e filmes que tenham a guerra como temática. Também uma pista está sendo planejada (segundo informações da recepcionista) afim de que o tanque de guerra possa ser visto em movimento. (Quem quer ver?)
Ainda, de acordo com informações, a partir de março de 2011 as sessões de cinema deverão iniciar. E graças a uma  parceria com a Prefeitura Municipal, o Museu poderá receber grupos de até 100 crianças para a visitação. Um guia e uma professora de história da Rede Municipal de Ensino estarão orientando os visitantes.
(Boeing 737- ano 1986- 149 lugares/ sala de cinema)
Seguem algumas das 75 viaturas militares já expostas.







Lero-lero 1/2011: Meu cunhado é amigo do proprietário dos veículos do Museu e, talvez, por isso, nossas crianças puderam chegar tão perto de tudo. Brincaram de soldados. Não acredito que isso seja possível no futuro em virtude do desgaste que os pelotões de "soldadinhos" poderão causar. Fiquei feliz em ver o material lá e paradinho... Sem uso, em ótimo estado de conservação.
Tenho um grande amigo em Caxias (o mais inteligente de todos: Xandão) que tem como hobby o plastimodelismo e os aviões de guerra são os seus preferidos, cliquem no título e caiam no site de divulgação e venda de produtos. Vou solicitar umas fotos das miniaturas que ele monta para postar aqui. Essa é uma prática que pode substituir o lego na entrada para a adolescência e que sempre recomendo. (Hobby caro e instrutivo).
Diante daquele arsenal de guerra, algumas obras me vieram à mente:
O diário de Anne Frank- Lembrei-me  do quanto desejei salvá-la (Anne) durante a leitura... e de como lamentei a morte dela num campo de concentração... Independente de ser ou não um romance histórico (dado as inúmeras contestações quanto à veracidade da obra), como literatura (talvez) de uma memória coletiva do período da guerra tem o seu valor instrutor...
O menino do pijama listrado-  Menos polêmico mas nem por isso, menos intenso nas mensagens de paz, essa obra é encantadora: já presenteei muitos parentes com ela. A história (fábula) de duas crianças que rompem a fronteira da guerra em meio a uma amizade verdadeira é emocionante... (Marias, leiam...).
Tistu, o menino do dedo verde.  Esse clássico já foi comparado ao Pequeno Príncipe pela simplicidade e complexidade. Considero um "manual" de virtudes, via literatura, merece e rende muitos projetos... Cada capítulo aponta um caminho...
A escolha de Sofia: Essa obra pode ser para as mulheres o "decifrar" literário da condição materna... Como escolher qual dos "cinco dedos" deve ser cortado? Merece leitura, merece sessão de cinema... Merece debate, merece comparativos ( ou vida pessoal ou profissional? ou eu ou tua mãe? Etc.)

Obs: Estou retomando tudo, o doutorado ( oba!) o trabalho ( yes!) e a minha mania de ficar aqui escrevendo e divulgando o pensamento...  Meu  objeto de pesquisa é a formação do Pedagogo alfabetizador. No futuro postarei partes desse trabalho.
Outros: O que  li nas férias? Livros de nutrição e de administração de empresas... Motivo? Simples,  gosto de saber o que os "outros" estão  elegendo como sendo o correto... Descobri cada "crueldade administrativa", cada "santo remédio" gastronômico... Também postarei no futuro...
Deixem comentários, dicas, solicitações etc. (erros de escrita... podem corrigir!)

3 comentários:

Anônimo disse...

Um dos livros mais emocionantes sobre o tema que já li na minha vida: A Chave de Sarah, de Tatiana de Rosnay. Sinopse: Julia Jarmond é uma jornalista americana que vive em Paris há 25 anos, escreve para uma revista americana, e seu editor pede que ela cubra o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d'Hiver - um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz. Ao se aprofundar em sua investigação, Julia constata que o apartamento para o qual ela e o marido planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, uma família judia imigrante que fora desapossada pelo governo francês da ocupação. Ela resolve descobrir o destino dos ocupantes anteriores. É revelada então a história de Sarah, a única sobrevivente dos Starzynski. Ao escrever sobre o passado da França, Tatiana de Rosnay oferece em 'A Chave de Sarah' um retrato da França sob a ocupação nazista, revelando tabus e negações que circundam este doloroso período da História francesa. Beijos com saudades, Cony

Anônimo disse...

Fiquei louca de vontade de conhecer Panambi, principalmente, de comer por la. heheheh!
que bom te encontrar de volta!!!
que 2011 seja ainda mais inspirador, a ti e a todas as Marias.
abraço,
alcione

Maria Docente disse...

Oi Coni, obrigada pela dica de leitura. Grande abraço e muitas saudades! (Pena que Brasília é tão longe...)

Oi Guga (agora da Fronteira, né?). Depois daqueles longos estudos sobre regionalidade me tornei uma "investigadora permanente" da cultura material. Mande para nós um material sobre a escola técnica e sobre os costumes do teu novo berço, tá?