Bem, ontem, fui ao Fórum temático ouvir, entre outros, Boaventura
de Souza Santos, sociólogo português que tem refletido, em suas obras, sobre a
questão do reconhecimento da ecologia dos
saberes ou da necessidade de aceitação dos conhecimentos construídos no âmbito
das práticas culturais, paralelos e importantes para que a justiça social
aconteça. No evento, Boaventura defendeu a ideia de economia plural, criticou a difundida economia verde: “ela não
existe, verde, nessa economia desigual, só o dólar que os grandes capitalistas
embolsam”. Enfim, clamou pelo reconhecimento das economias de margem,
periféricas, solidárias. Também alertou para a permanente impossibilidade das
massas estarem em posição de conforto (independente do governo). Salientou que
os movimentos populares devem ocupar lugares fora e dentro dos governos (pois,
o posto governamental é sempre passageiro e os programas são invadidos por interesses que ignoram os
anseios populares). Em outros termos, disse que: por melhor que seja um governo
ele desempenha um papel diferente dos movimentos e, portanto, os movimentos não
podem sucumbir quando seus representantes forem/estiverem eleitos. Boaventura elogiou
o Brasil no que se refere a lutas e ações para acabar com a miséria.
Sem dúvida, é um grande pensador: gostei muito!
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