Ontem, fui conversar com as professoras de berçário (em Osório) sobre o currículo a partir do RCNEI (1998). As questões de linguagem e a importância das canções de ninar para a inserção do bebês no mundo das narrativas foram enfatizadas. Rememoramos o bicho- papão, a cuca, o boi da cara preta, e o galinho perdido. Refletimos sobre o currículo feito no encontro (entre professores e bebês), num determinado espaço, e sobre a beleza de trabalhar com gentes que "negam o ofício de aluno": quando não respondem a prescrições...
Um bebê, Gustavo, esteve presente, foi com a mãe (atendente de creche), e acho que ele concordou com tudo que falei, pois quando eu procurava por ele (entre o público, de mulheres) seus olhos balbuciavam: "isso, fala para todas que eu penso..."
Sustentei minhas falas nos estudos de Barbosa, Richter (2010), e de outras pesquisadoras (es) da infância. Assistimos ao vídeo abaixo (do Palavra Cantada), a cantoria tomou conta da sala: "faz três noites que eu não durmo, lá, lá..." O Gustavo não resistiu, e ao final do acalanto dormia e suspirara... LINDÃO!
Bj.
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