quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Enem... do sonho ao pesadelo!

Não tenho dúvidas quanto as boas intenções que levaram à criação do ENEM. Afinal, avaliar o Ensino Médio e facilitar com essa nota o acesso à Educação Superior foi realmente um belo sonho... 
Entretanto, até os melhores sonhos podem virar pesadelo e, na Educação (?), exemplos de "distorções de ideias e de transformação de ideologias progressistas  em meras metodologias é o que não faltam".  
Nesse caso do ENEM, além das falcatruas (quanto à venda de gabaritos, vazamento das provas) que nos últimos anos têm vindo à tona, cabe questionar o  atual rumo dessa modalidade avaliativa.
Primeiro porque são desiguais as realidades brasileiras e isso não é algo  que possa ser ignorado: o lugar da aprendizagem  faz diferença no processo. 
Segundo porque o "pré-Enem" tomou conta do País e assim os "estudantes com condições de pagar pelo reforço escolar, pelas dicas sobre as manhas das provas" aumentam desonestamente a média da avaliação prejudicando os demais. 
Aliás, conheço uma mocinha que amanheceu ontem muito triste em virtude da prova, precisei animá-la, então falei: "não leve tão a sério essa prova, tomou rumo de concurso público, quase uma loteria." 
Gostaria de ter dito algo diferente, mas acho que nem Hobin Hood teria uma solução... A briga  é entre os menos e os mais medianos... Muito cômodo... 
Resultados mentirosos com efeitos verdadeiros na vida, no queijo, de muitos...
Beijos! 



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Formatura na Educação Infantil? Isso não "é do tempo do epa"?

Queridas professoras de Educação Infantil, sem querer magoá-las, sem querer decepcioná-las, mas sem poder deixar de questionar esta "prática dinossáurica", de "por em forma" os pequenos "alunos" do passado, que ocorria sistematicamente nas "melhores escolas" de tempos atrás, preciso convidá-las para que reflitam sobre: qual a perspectiva de trabalho que hoje desenvolvem na Educação Infantil? 
É uma perspectiva finalizadora?
É preparatória? Ou a Educação Infantil que praticam é aquela considerada legalmente a 1ª etapa de um ciclo educativo que findará apenas no 3º ano do Ensino Médio? No final da Educação Básica.
Então, para que togas? Diplomas? Pompas?  Se  não representam a leitura da Educação Infantil socializadora e brincante que tão se quer? 
Precisamos (enquanto docentes) cuidar  do discurso X prática. Muitas vezes defendemos os Referenciais Curriculares para a Educação Infantil (RCNEI), buscamos respaldo na LDB, falamos de uma docência    mediadora, de um trabalho em prol da socialização e com "chave de latão" encerramos o ano letivo com cerimônias altamente conservadoras e que em nada representam a nossa "fala progressista". E como diz o dito: "quem põe um pé em cada barquinho, corre o risco de molhar o bumbum!".
Não quero com isso "sugerir" que os finais de ano nas escolas deixem de ser comemorados, mas penso que esses momentos combinam mais com circuitos de brincadeiras, gargalhadas, camas elásticas, castelos infláveis,  Mostras pedagógicas,  e, principalmente, com muitos abraços entre crianças, famílias e equipe escolar!
Pensem nisso! E sem falar na questão $...
Beijos!


Obs: cliquem no título e caiam num site muito bem organizado sobre a Legislação para a educação brasileira.
Recado para quem está visitando esse blog pela 1ª vez: ao lado, na sua direita, está escrito marcadores. Cada marcador é um compartimento onde tem postagens (textos) específicos sobre cada área que costumo abordar por aqui. Não tenha meno de clicar (nada estraga), deixe recados, comentários, sugestões e, se desejar, questione.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A boa sopa


Era uma vez uma mocinha pobre e piedosa que vivia sozinha com a mãe. Como não havia mais nada para comer na casa delas, a menina entrou na floresta em busca de alguma coisa. Na floresta ela encontrou uma mulher idosa que tinha conhecimento de sua pobreza e lhe deu de presente uma panelinha à qual era suficiente dizer: “Panelinha, cozinhe!”, para que na mesma hora ela cozinhasse uma excelente sopa de painço bem cremosa; e quando alguém dizia: “Panelinha, pode parar!”, ela logo parava de fazer a sopa.
A menina voltou para casa levando a panela e com aquele presente a pobreza das duas acabou, pois mãe e filha comiam a boa sopa da panelinha sempre que tinham vontade, e na quantidade que quisessem. Uma vez a menina havia saído e a mãe disse: “Panelinha, cozinhe!”. A panela cozinhou e a mãe comeu até ficar satisfeita; quando a fome acabou, a mãe quis que a panelinha parasse, mas como ela não sabia o que era preciso dizer, a panela continuou fazendo a sopa e a sopa transbordou, a panelinha continuou e a sopa escorreu pela cozinha, encheu a cozinha, escorreu pela casa, e depois invadiu a casa dos vizinhos, depois a rua, e continuou sempre escorrendo por todos os lugares, como se o mundo todo fosse ficar cheio de sopa para que ninguém mais sentisse fome.
 É, mas o problema é que ninguém sabia o que fazer para resolver a situação. A rua inteira, as outras ruas, tudo cheio de sopa, e quando em toda a cidade só tinha sobrado uma casinha que não estava cheia de sopa, a menina voltou para casa e disse calmamente: “Panelinha, pode parar!”, e a panela parou e a enchente de sopa acabou.
Só que todo aquele que quisesse entrar na cidade era obrigado a abrir caminho comendo a sopa.

Fonte: Contos de Grimm – Companhia das Letrinhas 

Lero-lero? Não, a representação mais original que conheço daquilo que podemos chamar, por hora, de "resultado do descaso".  A dor dos miseráveis vira dor generalizada (enchente).  De um jeito ou de outro algum tipo de "Energia" cobra de todos o preço pela omissão [ ...]! 






sábado, 15 de outubro de 2011

Hoje é dia de "Marias", hoje é dia de "Joões"!

Lero-lero: A todos os docentes que contam histórias para crianças, adolescentes e adultos nos mais diversos espaços escolares, felicidades! Mantenham-se apaixonados pela profissão, segue um texto, de Gabriel Perissé, muito legal! Boa leitura! (grifos meus)

Professores apaixonados

Professores e professoras apaixonados acordam cedo e dormem tarde, movidos pela ideia fixa que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.

As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos. Não há pretexto que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!

Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.

Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.

Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, dos desrespietos, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.

Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.

Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e nada mais.

Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar os esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.

Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar. A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mês da criança: chega de brincadeira!

Com a vida delas é claro! Sim, pois, enquanto adultos, somos nós os responsáveis pelo futuro das crianças... Não apenas daquelas que dormem sob o nosso teto, mas de todas as que passam pelas nossas mãos.
O santinho sem mãos, da última aula, não sai da minha cabeça...
Será que é porque lembrei da frase: (?)

"A mão que embala o berço é a mão que embala o mundo" (Victor Hugo).

Enfim: "gugu, gaga!"

Nesta 1ª postagem do mês de outubro, recupero para a lembrança, o vídeo que mostra a proibição a partir de jan- 2012 das mamadeiras que provocam câncer. Pois, possivelmente, nos próximo meses muitas "promoções de mamadeiras" devem invadir os SUPERmercados populares...
(Cliquem no título e vejam a reportagem).
Deixo para o final de semana a música de Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhoto: Saiba!

Beijos e tudo de bom!