quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tiririca em nova performance: "clap, clap"


Respeitável público!
Com vocês, a partir do dia 17 de dezembro, o deputado federal da alegria: Francisco Everardo, o TIRIRICA!
Viva à "Forentina"! Viva à absolvição desse brasileiro!
Andei muito ocupada, mas minhas mãos estavam ansiosas para teclar sobre o “diagnóstico de analfabetismo funcional” do Tiririca. Lamentei quando a justiça não chamou um pedagogo para aplicar o teste... Mas enfim, pelo menos a fonoaudióloga deu um parecer correto (que resultou na absolvição). E talvez, numa outra ocasião, a justiça chame um pedagogo para avaliar a audição de algum réu “que insista” em dizer que ouve...
Desabafo corporativo feito, seria um absurdo se o deputado federal eleito, Francisco Everardo Oliveira da Silva (nome extenso, de rei; sobrenome de presidente, de brasileiro) não pudesse usufruir da conquista nas urnas. Ele foi o mais votado do país e apesar de alguns creditarem essa vitória ao que chamam de “voto de protesto”, eu discordo. Pois, não acredito que 1,3 milhões de pessoas estejam usando as urnas para “inteligentemente” protestar... Via de regra, expressar “algo” de outro modo é coisa de letrado. É literatura! E se for isso, então os votos dados ao Tiririca também podem ser chamados de VOTOS INTELIGENTES...
Talvez o indizível, nessas circunstâncias, é que muitos eleitores consideram o Tiririca tão ou mais apto que os demais candidatos. Além da possibilidade ( não levada em conta) de que o povo compreendeu o discurso do candidato.
Dar ficha suja ao Tiririca (como queriam alguns) pelo fato de ser analfabeto seria insensatez. O Brasil é um país onde 14,1 milhões de pessoas não sabem ler (IBGE -2010) e em que a situação de analfabeto não é empecilho para votar. O problema das eleições vai além da instrumentalização técnica para a leitura, trata-se do analfabetismo político tanto de eleitores quanto de eleitos.
Meu desejo é que o deputado Francisco Everardo continue a alegrar o povo.
Cabe lembrar que, a origem da representação de palhaço (profissão do eleito) se deve aos lambuzões do passado, homens ordinários, periféricos, excluídos que “geravam” deboches. Segundo consta na Wikipédia (mas em outros termos) é na maquiagem e nas roupas do palhaço que a condição de “coitado” se evidencia: o branco ao redor da boca remete à espuma da cerveja onde afoga as mágoas, o nariz vermelho é o resultado de tanto bater com a cara no chão! Roupas largas e sapatos grandes, revelam vestes doadas. Desse modo, Tiririca será rei em Brasília e não o "bobo da corte". Ele representa uma vasta categoria que supera o seu eleitorado.
("clap, clap")
Informação: De acordo com Irina Borlowa, diretora da Unesco, de cada três analfabetos no mundo, dois são mulheres. (dados de 2010)
Sugestões:
1- A história do Tiririca “humilhado nacionalmente” pelo fato de não ter um atestado de frequencia escolar, lembrou-me o filme O leitor e deixo como dica para os alfabetizadores, juízes, políticos, "fonos"...
2- Dia 10 de dezembro é o dia do palhaço, que tal um projeto de estudos sobre esse personagem mundial que trabalha em prol da alegria?
Nessa ação será possível estudar os principais palhaços brasileiros, organizar um sarau de piadas, oficinas de cambalhotas, festa à fantasia, etc. A alegria vai tomar conta da sala!

Um comentário:

Anônimo disse...

"analfabetismo político" - muito bom, bela sacada. Também me perguntei porque não chamaram um pedagogo para aplicar o texte. Afinal, qual é o profissional responsável pela alfabetização???