sábado, 19 de fevereiro de 2011

Projetos para reiniciar o ano letivo: mochilas e purpurinas...

O retorno às aulas costuma gerar muita ansiedade em crianças, professores, famílias. Os materiais novos, os livros  sem "orelhas" são alguns dos  motivos para o aumento das expectativas no início do novo ano.
Como educadora, sempre sugiro o  pagamento de taxas de materiais (direto em livrarias) ou (se não for possível) o envio de aviso junto  à lista de que o solicitado será de uso coletivo. Isso evita os desfiles de marcas e ou personagens,  o consumismo e, principalmente permite que a equipe pedagógica reponha, ao longo do ano, os materiais necessários. Consequentemente, acaba com desperdícios e promove a prática do uso coletivo de pertences. (Aliás, respeitar o que é de todos tem sido  um grande desafio dos governantes: praças, monumentos, "orelhões" e outros bens públicos costumam ser alvo para ações destrutivas).
Quanto aos livros e ao peso das mochilas "as orientações de especialistas" são de conhecimento público, não faltam reportagens dando voz aos técnicos da área da saúde e  que enfatizam os problemas de coluna causados por essa prática de carregar "pedra nas costas" . Cabe às escolas uma solução, seja com armários para que os livros permaneçam nas salas seja (o que seria bem melhor) no uso coletivo dos materiais que podem ser disponibilizados em bibliotecas e salas de estudos. E, dessa forma, reutilizados.
Nesses dois problemas, muitas possibilidades de soluções e principalmente de projetos de estudos com as turmas, já que, muitas escolas mantém o estilo tradicional de lidar com as questões. (Mudar coisas tão "legigimadas" e que envolvem "egoísmo e vaidades" não é ação fácil. Requer trabalho das equipes diretivas junto às famílias: argumentações, convencimento...). "Escola de pais X escola de paz".
De outro modo, "fazendo do limão uma limonada" um projeto de estudos sobre o "quanto de peso eu suporto" ou  sobre o preço de produtos "purpurinados" pode ser o primeiro passo para que as crianças e adolescentes reflitam criticamente sobre essas questões. (De cara... de saída... de chegada!)
Consumismo e saúde? Acho que li sobre isso num certo documento... (PCNs, talvez?)
(...) "e o papel da televisão nessas questões?"
Já pensaram o quão felizes ficarão aqueles que só conseguiram comprar o simples, o básico, o de "2ª mão": O NECESSÁRIO?
Crianças em disputa: o ataque do capital (1) | BRASIL de FATO
http://www.brasildefato.com.br/node/5624

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