Que tal um projeto que permita a todos o papel de rei ou rainha...
Por um dia, uma hora, um período?
Poderia chamar: "Que rei sou eu?"
E as crianças poderiam determinar as brincadeiras durante o momento de reinado...
(experiência de alteridade, de resiliência, de altruísmo)
Na porta da sala uma ponte, um estrado feito com caixas de leite... onde quem não souber se equilibrar caia no rio... (um rio feito com retalhos de saco de lixo...) e entre os retalhos: jacarés... (de plástico, de pelúcia) Não importa... vai funcionar!
Dentro da sala, nada de mesas e cadeiras... Apenas espaço, um trono, coroas de papel , roupas típicas ou panos ( muito tnt nessa hora) e música para dançar...
Dançar, feito os reis e rainhas... (um passinho cá, um passinho lá, gosto de brincar e de cantar trá- lá-lá!) O pezinho, A cana verde... Vai da região onde os pezinhos batem...
Uma mesa para o banquete diário ( lanche coletivo- receitas).
Muitas brincadeiras e contos que falem de reis, rainhas, rainhas de novo, príncipe e princesas...
( não apenas as adormecidas...)
Exposição virtual de fotos de castelos brasileiros ou castelos literários...
Canto temático do "lego" e se não tiverem esse brinquedo caro disponível na sala ou nas famílias, pode ser o canto das caixinhas de montar castelos... (materiais de longo alcance- Adriana Klisys)
E tudo mais que a garotada sugerir... Projeto é isso... De um pontinho surge um desenho do tamanho da imaginação do desenhista. (ampliação!)
Segue a sugestão de uma narrativa. Recebi em 2007 numa capacitação das pedagogas do Depto Nacional do SESC (grandes pessoas, grandes educadoras, grandes disseminadoras...). Segundo quem cedeu-me o texto, já receberam sem menção de autoria durante outro evento educativo.
Eu não gosto muito de coisas sem autoria... Mas o texto é tão legal que merece, em minha opinião, alçar vôo!
Com vocês:
OS REIS, AS RAINHAS, OS PRÍNCIPES, AS PRINCESAS, OS MORDOMOS E AS PORTAS E JANELAS
Por um dia, uma hora, um período?
Poderia chamar: "Que rei sou eu?"
E as crianças poderiam determinar as brincadeiras durante o momento de reinado...
(experiência de alteridade, de resiliência, de altruísmo)
Na porta da sala uma ponte, um estrado feito com caixas de leite... onde quem não souber se equilibrar caia no rio... (um rio feito com retalhos de saco de lixo...) e entre os retalhos: jacarés... (de plástico, de pelúcia) Não importa... vai funcionar!
Dentro da sala, nada de mesas e cadeiras... Apenas espaço, um trono, coroas de papel , roupas típicas ou panos ( muito tnt nessa hora) e música para dançar...
Dançar, feito os reis e rainhas... (um passinho cá, um passinho lá, gosto de brincar e de cantar trá- lá-lá!) O pezinho, A cana verde... Vai da região onde os pezinhos batem...
Uma mesa para o banquete diário ( lanche coletivo- receitas).
Muitas brincadeiras e contos que falem de reis, rainhas, rainhas de novo, príncipe e princesas...
( não apenas as adormecidas...)
Exposição virtual de fotos de castelos brasileiros ou castelos literários...
Canto temático do "lego" e se não tiverem esse brinquedo caro disponível na sala ou nas famílias, pode ser o canto das caixinhas de montar castelos... (materiais de longo alcance- Adriana Klisys)
E tudo mais que a garotada sugerir... Projeto é isso... De um pontinho surge um desenho do tamanho da imaginação do desenhista. (ampliação!)
Segue a sugestão de uma narrativa. Recebi em 2007 numa capacitação das pedagogas do Depto Nacional do SESC (grandes pessoas, grandes educadoras, grandes disseminadoras...). Segundo quem cedeu-me o texto, já receberam sem menção de autoria durante outro evento educativo.
Eu não gosto muito de coisas sem autoria... Mas o texto é tão legal que merece, em minha opinião, alçar vôo!
Com vocês:
OS REIS, AS RAINHAS, OS PRÍNCIPES, AS PRINCESAS, OS MORDOMOS E AS PORTAS E JANELAS
Num reino distante havia vários castelos, repletos de PORTAS E JANELAS. Dentro destes castelos moravam OS REIS, AS RAINHAS, OS PRÍNCIPES E AS PRINCESAS, servidos por seus fiéis MORDOMOS.
Misteriosamente, as PORTAS e JANELAS dos castelos começaram a bater sem parar! OS REIS, AS RAINHAS, OS PRINCÍPES E AS PRINCESAS estavam ficando com medo. OS REIS chamaram OS MORDOMOS e pediram-lhes que tomassem uma providência. OS MORDOMOS foram até as PORTAS e JANELAS e contaram-lhes que OS REIS mandaram que parassem de bater. AS PORTAS e JANELAS bateram mais uma vez na cara dos MORDOMOS.
AS RAINHAS e AS PRINCESAS desmaiaram, e OS PRÍNCIPES e OS REIS saíram correndo para não ter que pegá-las no colo. Sobrou para os MORDOMOS. Os REIS chamaram OS MORDOMOS de novo e pediram que analisassem bem AS PORTAS E JANELAS. AS PORTAS E JANELAS batiam e batiam, mas OS MORDOMOS não conseguiam pará-las.
No dia do grande baile, OS REIS, AS RAINHAS, AS PRINCESAS e OS PRÍNCIPES já não tinham mais esperanças, quando OS MORDOMOS tiveram uma grande idéia: colocar trincos nas PORTAS e JANELAS.
Desde esse dia, AS PORTAS e AS JANELAS pararam de bater, AS RAINHAS, OS REIS, OS PRINCÍPES E AS PRINCESAS não tiveram mais medo, e os mordomos ficaram mais descansados.
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Na obra A mulher gigante, de Gustavo Finckler e Jackson Zambelli, tem a poesia que segue abaixo. Narrativa que é um luxo para encenar com a criançada, memorizar, etc.
(o livro vem com CD)Na obra A mulher gigante, de Gustavo Finckler e Jackson Zambelli, tem a poesia que segue abaixo. Narrativa que é um luxo para encenar com a criançada, memorizar, etc.
PRÍNCIPE HERCULANO, O CHATO
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que era um chatão:
Não tinha graça, / não tinha estilo,
Não tinha remédio nem solução.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que o cara era um chatão.
Não tinha sábado e nem domingo,
O homem era chato por vocação.
Dentro do reino / sua fama se espalhava.
Fora do reino, / em um país irmão,
Todos falavam / do príncipe Herculano,
O mais chato humano / desde os tempos de Adão
Quando ele vinha / todo mundo se mandava.
Indo, era o povo pela contramão.
Se escondendo, se esquivando, / se arrastando,
Fugindo da conversa / do príncipe chatão.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que era um chatão.
Não tinha graça, / não tinha estilo,
Não tinha remédio nem solução.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que o cara era um chatão.
Não tinha sábado e nem domingo,
O homem era chato por vocação.
Só que um reino / precisa de herdeiros
E, pra ter herdeiros, / casamento então.
Cadê princesa / que agüente o Herculano?
E cadê sogro que lhe dê a mão?
Se ele já era / tão chato normalmente,
Vocês imaginem ele em depressão,
Um tanto enjoado / de entrar pelo cano,
Um tanto sem planos, / sem motivação.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que era um chatão.
Não tinha graça, / não tinha estilo,
Não tinha remédio nem solução.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que o cara era um chatão.
Não tinha sábado e nem domingo,
O homem era chato por vocação.
Um belo dia / uma princesa fez aposta
E as amigas riram da situação:
"Se eu conseguiria dar / um beijo no Herculano?"
"Você deve estar brincando! / Ai meu Deus, eu não!"
Para as meninas / era tudo brincadeira
Mas, para o príncipe, / que sensação!
Ganhar um beijo / depois de tantos anos
E lá foi o Herculano, / pulando de emoção.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que era um chatão.
Não tinha graça, / não tinha estilo,
Não tinha remédio nem solução.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que o cara era um chatão.
Não tinha sábado e nem domingo,
O homem era chato por vocação.
Mas é que beijo de princesa / é complicado,
Geralmente o resultado / é uma confusão.
E o príncipe, / que antes era um chato,
Agora era um sapo / coaxando pelo chão.
Como não tava acostumado / a ser um sapo,
O príncipe era / pura atrapalhação.
Os outros sapos / riam muito do Herculano,
Riam tanto que ele / se tornou um amigão.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que era um chatão.
Depois de um beijo ele virou um sapo
E só aí que acabou a chateação.
Era um príncipe, / era chato o príncipe,
Todos concordavam / que o cara era um chatão.
Virou um sapo e era o rei do riso,
Cheio de amigos, um camaradão.
Outra pérola gaúcha, em termos de (poesias) canções para alegrar a infância, é o CD O Bê- a- bá Encantado, de Beto Herrmann, que conta com outra versão (acho que) do mesmo rei. Segue o site para que possam ter acesso ao material.
http://www.interacaoprojetos.com.br/?p=479
Aliás, sou fã do Beto e de longa data, ele faz (ia) um show tributo ao Raul Seixas ótimo e outro com os melhores do rock nacional ( desde "os tempos do êpa"!) que é pura sociologia musical!
Obs: Marias, algum erro de escrita "prendam o grito" ou relevem em vista do tardar da hora...
Espero que gostem e deixem outras sugestões.
Boa noite, agora vou para o teto... "Eu tenho um teto todo meu!" Ave! Beijos!
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