Acabo de voltar da Serra, "ufa, que trânsito horrível, dificultado por uma serração ofuscante". Estive trabalhando com professores de escolas estaduais: no colégio Imigrante, em Caxias, e no São Rafael, em Flores da Cunha. Lugares lindos!
O frio teve que ser espantado com muito chá e café. Aliás, cada intervalo foi um banquete, e o grostoli marcou os hábitos da comunidade serrana à mesa.
Fiquei feliz em rever amigas, as professoras Silvia e Eni estavam na sala em que realizei a oficina de Letramento em Caxias. Eta, mundo redondo! Tricotamos... puxamos fiozinhos... projetamos...
Em Flores aprendi, entre outras coisas, a história do símbolo do município: o galo.
Segue, como me contaram...
Segue, como me contaram...
Por que o galo é símbolo do município de Flores da Cunha?
(Maria Cristina Schefer)
(imagem do blog: Per Bacco)
Há muito tempo a cidade recebeu um mágico. O artista reuniu no salão paroquial quase toda a comunidade para o que seria uma apresentação magnífica. Foi com um megafone que ele chamou o povo prometendo cortar a cabeça de um galo (ao vivo) e que depois de recolocá-la faria o bicho voltar a cantar. Houve briga por ingressos, que foram pagos ao artista antes do espetáculo iniciar.
No dia do evento, feitas meia dúzia de apresentações singulares, percebendo a impaciência do povo para que o grande momento do galo ocorresse, o forasteiro solicitou que duas pessoas do público subissem ao palco e segurassem o galo. Mais do que de pressa, o prefeito e o intendente do município se prontificaram.
Aos olhos de todos, o galo (créc) perdeu o pescoço!
O prefeito foi incumbido de segurar a cabeça do bicho e o intendente o corpo até que o mágico fosse buscar (atrás da cortina) o seu pozinho reparador / cantor. Depois de passados alguns bons minutos, o prefeito, o intendente e o povo começaram a estranhar a demora do artista... foi quando se deram conta que ele tinha (zás) desaparecido...
Por muitos dias o pobre foi procurado, em vão, raspou pé!
Admitido o calote, o povo de Flores virou alvo de deboche regional e o fato custou a ser esquecido! (?)
Ainda hoje, quando alguém é logrado na cidade dizem que foi vítima do galo!
............................................................................................................................
Lero-lero: A cidade sofreu um logro coletivo, entretanto, foi presenteada com um artefato cultural muito inspirador. Aliás, diante do eco da história desse galo, que tem até monumento, parece falta de pensamento mágico dizer que o galo não voltou a cantar... eu juro que ouvi um có, có, có, quando cruzei o pórtico da cidade... se bem que era cedo! Muito cedo!
Adorei! Beijos especiais para as professoras de Mato Perso! Irei (sim) à festa de Santa Juliana!
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Semana que vem vou para Bento, disseram-me que lá tem uma história de um anãozinho de jardim que já rendeu muita briga... vou ouvi-la da fonte: o povo, depois conto aqui...
-----------------------------------------------------------------------------------------
Nenhum comentário:
Postar um comentário