sexta-feira, 27 de julho de 2012

Não contam fábulas? Como assim?


O parto da Montanha
Há muitos e muitos anos uma montanha começou a fazer um barulhão. As pessoas acharam que era porque ela ia ter um filho. Veio gente de longe e de perto, e se formou uma grande multidão querendo ver o que ia nascer da montanha.
Bobos e sabidos, todos tinham seus palpites. Os dias foram passando, as semanas foram passando e no fim os meses foram passando, e o barulho da montanha aumentava cada vez mais.
Os palpites das pessoas foram ficando cada vez mais malucos. Alguns diziam que o mundo ia acabar.
Um belo dia o barulho ficou fortíssimo, a montanha tremeu toda e depois rachou num rugido de arrepiar os cabelos. As pessoas nem respiravam de medo. De repente, do meio do pó e do barulho, apareceu ... um rato.
                                                                 (Fábulas de Esopo- Companhia das Letrinhas, 1994)

Lero-lero: A informação de que as fábulas foram criadas para moralizar os ouvintes  tem retirado esse gênero do repertório de rodas de Literatura. Percebe-se isso na fala de muitas professoras. 
Realmente, por muito tempo os impressos do gênero  vieram seguidos de uma moral (também impressa) padronizadora, contudo, as obras atuais não trazem nenhum recadinho universal  ao leitor. Portanto, utilizar  fábulas pode ser uma boa estratégia para fazer pensar... 
Além disso, crianças adoram animais que falam, cadeiras que desafiam mesas, e montanha berrando, então? 
Bjs,


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