Estive em cinco municípios do Rio Grande do Sul desde que saiu o resultado público das notas da Prova Brasil. Trabalhei na formação continuada de professores em escolas da Serra, e do Vale do Caí. Registro aqui que a indignação dos professores com Prova é unânime e carregada de criticidade, diferente de anos atrás, quando a maioria não percebia que em lugares com oportunidades desiguais um modo padrão de avaliar, por mais que cruze dados socioeconômicos, produz equívocos.
Saliento que os colegas docentes não estavam somente tristonhos com as notas de suas escolas (não centrais) mas indignados com os membros da categoria do magistério, "das ditas melhores escolas", que saíram pelas ruas exibindo faixas em passeatas e caminhadas.
Afinal, "professor antenado", informado, qualificado, compreende o processo de aprendizagem como situado e datado, sendo assim, a euforia com o resultado da prova não condiz com a postura necessária para avaliar os índices enquanto demonstrativos de faltas, em alguns ambientes, e de sobras, em outros.
Além disso, os docentes criticaram a postura de políticos que estão utilizando os dados (da dita cuja) como estratégia para qualificar o discurso eleitoral, incentivados pela MÍDIA: "aquela que tudo entende sobre o processo de ensino"...
Eu, que estava nas escolas "assessorando", alertei para providenciarem aeroportos nas margens... Imagino que o 'aviãozinho' (detector das verdades educativas) deve estar se preparando para pousar (nos espaços desqualificados) e replicar conclusões em canal e horário nobres (plim, plim)...
Quem és tu, brutus?
Numa das escolas, que ficou em último lugar, fui mais radical: sugeri para a diretora que exibisse o jornal na sala das professoras com os dados de ponta-cabeça, desse modo, 'a escola dos Jeca Tatus de 2012' ganhará o topo... Estará digna de aplausos... ( respeitável público! clap, clap)
Rimos muito! Somos bandidas!@
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