Fora o trânsito infeliz, e o acesso em obras que fez com que eu passasse "voando" pela microplaca de desvio para a Universidade, depois de eu ter ido quase a Esteio para ter direito ao regresso, pousei no estacionamento da Unisinos em São Leopoldo.
Cheguei muito nervosa na sala. Os meus planos de causar uma impressão de aluna dedicada (que não chega atrasada) "melaram"... Não pude nem comer um pãozinho de queijo e tomar um café com leite antes da aula. Considero esse café da manhã no R.U algo inspirante... Tem um sabor ímpar. Parece o do "sorvete seco da infância".
A disciplina que estou cursando é: Seminário de tese I, com a professora Gelsa Knijnik.
Colegas de várias partes do estado e do país. As apresentações tomaram boa parte da aula: professores gostam de palavras, gostam de narrar a existência...
A aula iniciou em clima de final de campeonato. As falas e os rostos expressavam a alegria da conquista da vaga!
A professora confessou certo nervosismo (imaginem): chegou com uma malinha, cheia de livros, de idéias, de desafios, de substâncias. Deixou claro que o trabalho será intenso, e para quem foi lá (todos) "buscar exatamente intensidade" a manhã foi "deslocante". Socializo hoje com vocês duas preciosidades. Primeiro o pensamento que a professora leu de Jorge Larossa:
“a amizade consiste em haver sido mordidos e feridos pelo mesmo, haver sido inquietados pelo mesmo". (p.145)
Fonte:
Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
Segundo, o vídeo:
Chimamanda Adichie: O perigo de uma única história vídeo em TED.com
Depoimento da novelista nigeriana, Chimamanda Adichie (na TED- 2009) intitulado:
"O perigo de uma única história" (quem conta, lê ou indica obras literárias não pode deixar de assistir). Basta que ao lado do botão inicial selecionem a tradução desejada. Estou transcrevendo a fala da escritora. Postarei assim que concluir. Merece página única. (Ela fala muito rápido e a tradução acompanha o ritmo... Precisarei de algumas horas para capturar todas as palavras...)
Espero que gostem e que "reajam" ou deixem comentários pois, concluindo este post, lembrei-me do desabafo de um outro escritor:
"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita."
(Mário Quintana)
Boa noite!
Um comentário:
Que bom receber sua visita no Filosomidia e ter a honra de ser indicado por você no Blog. E, vamos que vamos na luta pela defesa dos direitos das crianças e adolescentes, por uma educação de qualidade, e pelo reconhecimento da comunicação como um direito humano. Um abraço cordial
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