Essa semana foi muito legal: "terapia do riso, do reencontro, da revisão de compromissos docentes". Participei de um Evento Educacional da Rede Municipal de Ensino, na qual atuo como Apoio pedagógico: supervisão escolar.
Encontro de professores "sempre rende"...
Uma das surpresas felizes foi o reencontro com duas ex-colegas: Maria Cristina Müller (colega de Mestrado) e Cristina Bohn (colega de Doutorado). Havia inúmeras salas e justo na sala em que eu fazia a interpelação dos painéis as duas estavam: " Oh! Mundão pequeno, redondo, generoso"...
Entre um intervalo e outro "tricotamos"...
Também reencontrei uma professora que eu admiro muito, Maria Isabel da Cunha. E é na fala dela, "nesse evento", que centro esta postagem:
Temática: O professor como protagonista da história! (algumas anotações e transcrições de falas)
Questões iniciais:
O que é pensar a própria prática?
Essa reflexão deve acontecer cotidianamente ou em locais específicos?
Desafio atual: garantir a qualidade das práticas diante da democratização do acesso ao ensino.
Pequisas recentes revelam a relação entre bons profissionais da educação e a qualidade do ensino.
O grande problema para a Educação superar são os resquícios de 300 anos de Ciências Modernas e da neutralidade definindo o rigor científico. Pois que, o professor costuma "repetir" as suas vivências (enquanto aluno) em sala de aula e, desse modo, a ignorância da subjetividade permanece coexistindo com tentativas inovadoras no movimento educativo.
A inovação é que faz a ruptura e para que ocorra é preciso que as incertezas norteiem as práticas em sala de aula.
Avaliações sobre a qualidade de ensino são importantes, contudo, os modelos que hoje são praticados ignoram o ponto de partida do processo de aprendizagem e só centram no ponto de chegada: "como se todos os alunos tivessem tido as mesmas experiências e as mesmas condições para aprender".
A formação continuada é um processo de influências (particular de cada sujeito). Ser professor é "querer estar na situação de aprendiz permanentemente e quem não quer isso deve ter a grandeza de procurar outra profissão".
Lero-lero: Meu bloco voltou cheio e não transcrevi tudo aqui pois algumas das considerações, que a Profa Mabel fez, requerem conhecimentos prévios, "um pedagogês" específico. Entretanto, adorei a fala: uma retrospectiva dos últimos 40 anos da Educação formal no Brasil. Aliás, também compartilho da ideia de que a profissão de docente precisa de comprometimentos específicos. Sempre digo para minhas alunas que (EU) desconheço bons professores que ao mesmo tempo sejam bons vendedores de Avon nos "recreios". E que"cliente de professor" deve ser o aluno e o professor deve "vender" dúvidas, desafios, possibilidades, cordas-bamba!
Se bem que... venda, compra e quaisquer outros bens simbólicos empresariais soam tão estranho... (?)
Beijos, fui!
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