Naquela noite, os sonhos faziam fila, querendo ser sonhados, mas Helena não podia sonhá-los todos, não dava. Um dos sonhos, desconhecido, se recomendava:
- Sonhe-me, vale a pena. Sonhe-me, que vais gostar.
Faziam fila alguns sonhos novos, jamais sonhados, mas Helena reconhecia o sonho bobo, que sempre voltava, esse chato, e os outros sonhos cômicos ou sombrios que eram velhos conhecidos de suas noites voadoras.
Fonte: O livro dos abraços.Porto Alegre: L& PM, 2008. (grifos de Maria Docente)
Brincando com o texto:
Numa segunda leitura, substitua o nome Helena pelo seu. Bons sonhos, Marias!
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