domingo, 17 de outubro de 2010

Escola Normal Nossa Senhora de Fátima - o reencontro.

Marias,
Acabo de voltar de Panambi- RS. Participei do reencontro de alunas do curso Normal: formandas de 1985. Uma turma da "pesada".
Nos discursos retrospectivos (saudosistas) muitas confissões das ex-normalistas: Colas: nas "caxetas" (?), nas cortinas, nos braços, nas barras das saias azuis (que iam até a altura dos joelhos). Oh, quanto cheiro de naftalina... O tic-tac em alto volume...
Fugas: ou durante os frequentes passeios ao museu municipal ou no recreio. Uma ex-colega (a Nice) lamentou o fato de sua família morar em frente à escola e, por isso, ela nunca ter pulado a janela (como as OUTRAS).
Uma colega contou de sua frustração por ter sido a árvore na encenação da Chapeuzinho Vermelho. Segundo ela, apenas duas opções lhe foram dadas: árvore ou bruxa. Outra, referindo-se a mesma peça, falou, indignada, de seu papel de coelhinho figurante.
Rimos adoidadas, choramos na medida certa.
A maioria das "agora, senhoras saradas" chegou à conclusão de que sonhava em ser "tão perfeitinha" e "querida da Madre Auxiliadora" quanto à nossa professora Fátima Bonilla (da disciplina de didática da linguagem).
A ex-colega Suzi (minha irmã) chegou a caracterizá-la como o "Roberto Carlos" das formandas.
Quem seria então (continuando a apologia) a Madre Auxiliadora? Certamente, concluímos lá, o exemplo mais próximo que tivemos de ponderação e devoção. A Dona da palavra iluminada . Recordamos que essa Madre usava frequentemente a expressão "penso que" e dificilmente dizia não.
Lembramos (com gula) do cachorro-quente e da Nega-Maluca que eram preparados em "segredo mineiro" pelas freiras e vendidos no bar da escola. Sabores sem iguais!
Ao final do evento, um misto de realização e de quero mais, unido à certeza de que recebemos formação (no curso Normal) para nos tornarmos GATAS, guerreiras, perfeccionistas e, principalmente, sonhadoras.
O professor de matemática, o temido e querido: Seu Adão, comandou o brinde, seguido de falas significativas (emocionantes) das professoras: Vera, Magna, Maria Mercedes, Fátima(aquela) e das ex-normalistas. O momento foi terapêutico.
(Deixamos alinhavado um novo encontro: logo, em breve, não esperaremos mais 25 anos...)

"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam. Mas há pessoas que, simplesmente aparecem em nossa vida...e nos marcam para sempre...". (Cecília Meireles)

Obs: Segue uma foto da peça teatral, que foi apresentada em 1983, no GDP, para crianças de escolas públicas do município de Panambi, durante a SEMANA DA NORMALISTA.
Sinopse: Trata-se da história de uma ÁRVORE (que mora em Novo Hamburgo) de um COELHINHO (que mora em Brasília) de um lobo que, atualmente, cria cabras em São Bento do Sul (SC) e de uma menina chamada de Chapeuzinho Vermelho (que ainda está na floresta).
À propósito, GATAS até caem... Mas em pé!
Recado: O lobo pediu que todas as ex-normalistas optem pelo consumo de leite de cabra: "faz bem para TUDO!". Bonzinho, ele... Ou não?

2 comentários:

Sandra Weber disse...

Emoção, riso "solto" e 25 anos de saudades...Certamente este momento lindo ficará gravado em cada um de nós. Obrigada Nice, Cris e a todos pela oportunidade de reencontro. Um beijo grande no coração.

Ione disse...

achei o encontro maravilhoso! a ideia de novos encontros é otima.Já quero sugerir para o próximo encontro uma reencenção da peça teatral'chapeuzinho vermelho". Claro, que teriamos que trocar de personagens!EU QUERO SER A PRÓXIMA CHAPEUZINHO VERMELHO!!PODE SER DESTA VEZ? Um Beijão para todas! Ione