segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma reflexão pelo livre manuseio de livros... Nas bibliotecas, nas livrarias...

Entre as coisas que costumo fazer sempre que vou a Porto Alegre, uma visita, no mínino, à livraria é certa. Gosto muito da loja que fica no shopping Moinhos: além de uma variedade de títulos tem uma sessão infantil que é maravilhosa. As crianças têm acesso livre à maioria das obras, podem manusear, ler, ouvir histórias. Sábados e domingos, geralmente, tem a hora do conto.
Essa possibilidade de mexer nas obras sem que ninguém fique sancionando, sem culpa, sem medo, caso venham estragá-las, qualifica o momento da escolha. Considerando, ainda, a grande edição de livros objeto e interativos que estão nas prateleiras. Não tem como não MEXER...
Em muitas feiras, livrarias ou até em bibliotecas o "policiamento" dos livros é tão grande que acaba afastando as crianças do contato com o material literário.
É preciso que esses modelos antigos de "bibliotecas" extremamente burocratizadas e "livrarias só de compra" sejam questionados pelos pais, pelos educadores. Ensinar a cuidar dos livros é tarefa de todos, mas não será reprimindo por cada página rasgada "na euforia da leitura" que conseguiremos formar leitores.
Criança precisa ler de barriga para cima, deitada no gramado, na rede, no alto da árvore... "Vá que chova?..."
Quem quer vender livros, também precisa correr o risco da sujeira ou da perda parcial, assim como quem vende roupas ou eletrodomésticos.
Para vender livros é preciso mostrá-los... Permitir que o outro sinta vontade de tê-los...
Minha filha encontrou na estande um livro muito legal: pegou na hora...
O livro inclinado de Peter Newell (lançado em 1910 e traduzido em 2008 para o Português) considerado historicamente um marco na produção de livros objeto. "Inclinadinho...Quase fala o título".

Esse autor tem muitas outras obras legais na mesma linha da interatividade...

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